10 erros que estão quebrando negócios e empresas no Brasil
Veja estratégias para garantir a longevidade do seu negócio
O que faz uma empresa quebrar? Nem sempre, é falta de vendas ou de capital, às vezes, o motivo pode ser outro bem diferente.
O ATW garimpou e preparou um conteúdo para te ajudar a cuidar do seu negócio.
Dessa forma, vamos trazer as falhas fatais na gestão financeira e operacional de empresas, que já levaram milhares para o buraco.
Sendo assim, também queremos te ajudar com estratégias práticas de planejamento para garantir a longevidade do seu negócio.
Então, bora conferir os 10 erros que estão quebrando negócios e empresas no Brasil.
Os erros que estão quebrando negócios
No cenário econômico brasileiro, abrir uma empresa e sobreviver por três meses já é uma tarefa de herói.
A problemática é tanta, seja de impostos, mão de obra, burocracia e concorrência, que quem sobreviver merece um troféu.
Sendo assim, apenas em manter as portas abertas revela-se uma tarefa que merece ser elogiada.
De acordo com dados recentes do Sebrae e do IBGE, a taxa de mortalidade empresarial no país continua grande.
Por exemplo, nos primeiros cinco anos de vida é que aparecem as maiores dificuldades.
Embora o Brasil tenha registrado mais de 24 milhões de empresas ativas em 2025, a quantidade de negócios que fecharam também foi bastante alta.
Mas, o que leva uma empresa a fechar as portas?
Veja 10 erros que estão quebrando negócios no Brasil
A quebradeira não vem de graça e não é do dia para a noite.
Ela não ocorre por falta de um bom produto ou serviço – ou de vendas – mas por falhas silenciosas que vão se acumulando.
Com a globalização e a concorrência maior, que pode ser do bairro ou de um fabricante chinês, as coisas complicaram ainda mais.
Ou seja, o que antes levava anos para arruinar um negócio, hoje pode drenar o caixa em poucos meses.
Sendo assim, bora ver os s 10 erros que estão quebrando negócios e empresas no Brasil. Quais são eles?
1- A armadilha de misturar CPF e CNPJ
Um dos erros mais clássicos é a mistura das finanças pessoais com as empresariais.
Ou seja, quando você usa o caixa da empresa para pagar o aluguel de casa ou a escola dos filhos.
Então, o passo mais importante é a separação.
Dessa forma, mantenha contas bancárias distintas para a Pessoa Física (PF) e a Pessoa Jurídica (PJ). E ponto final, não pode ter negociação!
2- Descuidar do fluxo de caixa
Esse segundo erro é apenas uma continuidade do primeiro.
Quando você mistura o seu dinheiro pessoal com o da empresa, não tem como dar certo.
Ou seja, o lucro da empresa paga um aluguel na praia para a família ou você usa dinheiro da família para abastecer o carro da firma.
Da mesma forma, é preciso entender que faturar não é o mesmo que ter dinheiro no bolso.
Ou seja, muitas empresas quebram mesmo vendendo muito. Mas, porque?
Porque o dinheiro não entra no prazo necessário para pagar os fornecedores. Ou famoso “giro”.
Então, como evitar? Basta ter um controle de fluxo de caixa em tempo real.
Sendo assim, ter previsibilidade é a única forma de evitar tomadas de decisão “no susto”.
3- Usar crédito com inteligência
Em um ambiente de juros elevados, recorrer a empréstimos pode ser um tiro no pé.
Mas, pode ser uma boa saída, se você usar o capital para crescer, ampliar o lucro e, com a sobra, pagar a parcela do empréstimo.
Sendo assim, fazer empréstimo para pagar folha de pagamento ou luz é o primeiro passo para quebrar.
Ou seja, o crédito deve ser uma ferramenta de alavancagem, não um “tapa-buraco”.
Então, antes de pegar dinheiro emprestado, revise seus custos e tente otimizar o capital de giro próprio.
4- O peso da tributação
O sistema tributário é reconhecido mundialmente por sua complexidade.
Muitas empresas pagam mais impostos do que deveriam porque estão no regime tributário errado.
Além disso, a inadimplência com o fisco gera multas que se transformam em bolas de neve.
Então, como evitar?
Realize revisões periódicas com especialistas para identificar se o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real é a melhor opção. Não negocie isso, pois pode custar caro.
5- Resistir à modernidade
Ainda existem negócios que dependem de planilhas manuais. O seu, é um desses?
A falta de digitalização deixa os processos manuais lentos – e que podem apresentar erros.
Então, como evitar? Adote soluções de fintechs e plataformas de automação.
Ou seja, automatize a emissão de boletos, o envio de lembretes de cobrança e a conciliação das vendas via cartão de crédito e PIX.
6-Inadimplência perigosa
Vender a prazo é uma prática comum para atrair clientes, mas pode ser um problema.
Alastrar o prazo, não receber no prazo certo pode ser um “beijo da morte”.
Então, se você paga seus fornecedores em 30 dias e recebe de seus clientes em 60, você tem um buraco de 30 dias.
Mas, o que fazer?
Simples, tente equilibrar essas datas.
Além disso, tenha uma política de cobrança ativa – e que funcione de verdade.
7-Falta de reserva de emergência
Imprevistos acontecem e se você não tiver uma reserva financeira, está fadado a quebrar.
Ou seja, empresas que operam “no limite”, sem qualquer reserva financeira, não conseguem atravessar as crises.
Então, como evitar?
Da mesma forma que deve ser com suas finanças pessoais, também o seu negócio deve ter o fundo de reserva.
Essa reserva de emergência deve cobrir de três a seis meses de custos fixos.
8-Precificar errado
Esse exemplo é muito comum e nem deveria ser apenas o sétimo erro da nossa lista.
Muitos empresários olham o preço do vizinho e colocam o deles igual ou um pouco menor.
Então, vender sem conhecer sua margem de contribuição e seu ponto de equilíbrio é andar ladeira abaixo.
Para evitar este problema, calcule os custos, mas calcule todos – os diretos, indiretos, fixos e variáveis.
Ou seja, se o mercado não aceita o preço necessário para cobrir seus custos, você está no ramo errado ou trabalhando errado. Sua empresa precisa lucrar.
9-Falta de planejamento
Deixar a vida te levar não vai te levar a lugar algum.
E sem um plano de negócios, a empresa fica à deriva das oscilações do mercado.
Dessa forma, você precisa de planejamento, de preferência, a longo prazo.
Ou seja, a falta de metas claras impede o crescimento e pode te levar para baixo.
10- Subestimar o cliente ou o marketing
Em um mercado saturado, ser “apenas mais um” não garante sobrevivência.
Dessa forma, se você reter clientes, você sobrevive. Do contrário, fechará as portas.
Sendo assim, a falta de investimento em marketing e um atendimento ou produto que não é confiável, vai te levar à falência.
Sendo assim, invista em entender as dores do seu público.
Dessa forma, use ferramentas de CRM (Customer Relationship Management) para personalizar o atendimento.
Além disso, no ambiente digital atual, ter uma presença online sólida não é mais opcional.