Todo mundo pensa, um dia, em poder dar uma condição financeira boa para si mesmo e a sua família, não é verdade? Nestes tempos de crise, pelo qual estamos passando, esta questão parece ficar ainda mais latente em nossas mentes, correto?

Saiba que a missão não é fácil, depende bastante de você e de sua força de vontade para abrir mão, desde produtos ou consumos mais caros, como um carro ou uma casa em um bairro nobre, por exemplo, até custos mais baratos, mas que, no fim do mês, faz a diferença em seu orçamento, como aquele lanche extra, que você compra quase sem perceber mas que, se for feito com grande frequência, você pode acabar por se descontrolar e prejudicar no fechamento de suas contas, no fim do mês.

Pensando nisso, o Alto Tietê resolveu te ajudar e listar algumas dicas valiosas, para você aplicar em seu cotidiano, para que, aos poucos, você controle seu dinheiro e não o contrário. Com medidas simples, acredite, pode “sobrar algum” no fim do mês e, pensando a longo prazo, uma poupança, reserva de emergência ou até mesmo um investimento, por que não? Acompanhe conosco!

1. Anote tudo que você gasta no seu dia

Sim, tudo, não deixe passar nada. Tenha sempre contigo uma agenda, o próprio bloco de notas do celular ou até mesmo um aplicativo já desenvolvido para isso. Separe todos os seus gastos, informe qual cartão você usou, se foi pago em dinheiro vivo, débito ou crédito, se foi parcelado, tudo mesmo, cada centavo do que foi gasto naquele dia. Além disso, divida os gastos em contas, comida, lanches, algum produto que viu e gostou, enfim.

Em um primeiro momento você vai se chocar! Em um único dia a gente consegue gastar muito com almoço, imprevistos, um docinho no final do dia, aquele sanduíche que você nem estava pensando em comer, enfim, uma coisa para a casa que você acreditava precisar etc.

Não se desanime! Continue anotando e, aos poucos, análise o que pode ser cortado, o que seria supérfluo ou o que, de fato, você precisaria gastar, naquele dia?

2. Deixe as grandes compras para depois

A gente sempre acha que precisa de um produto e já sai comprando, não pensamos se, de fato, precisamos daquilo, naquele momento, não pensamos em alternativas diferentes, apenas achamos que é uma necessidade e pagamos muitas vezes um preço alto.

Será que vale a pena ter um carro? Será que os custos do veículo cabem em meu orçamento? Ao financiar um carro, em várias parcelas que “cabem em meu bolso”, será que não pagaria dois carros, ao final do processo? Pense bastante nisso, antes de comprar o tão sonhado carro ou outro bem mais caro que tanto deseja!

3. Organize seus gastos

Antes de adquirir qualquer produto ou serviço, pense bem se você precisa, de fato, do bem almejado, naquele momento. Será que não daria para economizar, por exemplo, em um plano de Internet? Será que se, pesquisar um pouco, você não pagaria mais barato e, às vezes, por um plano até melhor que o seu?

Se você assina, por exemplo, uma TV a cabo, será que realmente precisa dela, neste momento? Ao cortar o valor deste bem já sobraria algum para você investir em outra opção mais viável ou que, de fato, você esteja precisando, não é verdade? Reflita bem onde está investindo cada centavo de seu “suado dinheirinho”!

4. Evite, ao máximo, atrasar as contas

Uma boa maneira para se administrar o dinheiro e poder se pagar as contas sem atrasos ou apertos é separar cada uma delas, os valores, correspondentes a cada uma. Você pode, por exemplo, além de anotar cada setor, como água, luz, telefone, enfim, separar um envelope para cada uma delas, com o valor correspondente.

Após esse procedimento, fica mais fácil administrar tanto o que se tem a pagar, com relação às contas fixas, quanto ao restante do dinheiro, que ainda pode ser utilizado ao longo do mês.

5. Por que não marcar aquele encontro com os amigos em casa mesmo?

Você já parou para pensar o quanto gasta com aquela famosa saída do fim de semana com os amigos? Aquela cervejinha gelada no bar, aquele tira gosto apetitoso que você adora?! Tudo é muito bom, prazeroso, mas custa caro, não é verdade?

Isso não significa que você precisa parar de vez de ir ao bar favorito, é claro, mas se você chamasse os amigos para aquele lanchino gostoso em sua casa mesmo? Já pensou nisso? Você cozinha, todo mundo colabora com o supermercado do evento, sai muito mais barato do que ir em um restaurante, ou bar, não é verdade? Olhe só as vantagens: você economiza, recebe os mais próximos em sua casa e ainda não tem que aguentar aquela barulhada de alguns ambientes por aí, não é mesmo?

6. Caso trabalhe fora, não descarte a famosa marmita

Por que não levar comida de casa para o trabalho? Você já pensou nessa possibilidade? Comer fora todos os dias sai muito caro e nem todo mundo recebe vale refeição, que é um dinheiro próprio para isso. Levar comida de casa muitas vezes é uma alternativa saudável para o seu corpo e para o seu bolso.

Você já parou para pensar o quanto gasta com almoço em restaurantes perto e onde trabalha? E aquele fast food que você adora? Além de ser prejudicial à saúde corporal, pesa também no bolso, não é verdade? Quando você conferir sua lista de anotações e observar o quanto foi destinado para este tipo de refeição, vai entender melhor o que estamos falando!

7. Foque nos descontos

Você tem o costume de pedir desconto ao fazer uma compra à vista? Existem sites que oferecem cupons de descontos para refeições. Quando você faz pagamentos à vista, muitas vezes é oferecido até 10% na compra.

Não é vergonha nenhuma perguntar sobre. De desconto em desconto, você pode economizar um bom dinheiro!

8. Faça sua lista de compras

Quando for ao supermercado, faça sempre uma lista com tudo que verdadeiramente você necessita e não fuja disso. Pesquise possíveis descontos em produtos também, além de outras marcas mais baratas, que talvez você tenha medo de experimentar, mas pode ser igual ou até melhor do que aquela de nome que você já se acostumou a comprar.

Uma outra questão importante, essa lista de compras serve também para hora de adquirir suas roupas novas. Dê uma olhada do que tem no guarda-roupa e compre apenas a que, de fato, precisa.

9. Venda algum produto pela internet

Se você já está economizando, o próximo passo é fazer dinheiro. Não importa o que ou quantas coisas você irá vender. A questão nem mesmo é, fazer muito dinheiro.

A ideia aqui é que você mostre para si mesmo que você pode ‘sacrificar’ alguma coisa e, ainda por cima, ganhar um dinheirinho extra.

10. Mantenha uma reserva financeira

A maioria dos brasileiros não consegue guardar uma reserva financeira, segundo pesquisa do SPC Brasil. Que tal você mudar esta história? Após conseguir economizar, parar de “desperdiçar” dinheiro, que tal começar a pensar em poupar algum para o futuro ou para aquele gasto emergencial que sempre aparece?

Segundo especialistas, a sua reserva de emergência deve ser suficiente para manter o seu padrão de vida por, no mínimo, seis meses. O ideal, no entanto, seria construir uma reserva para pagar todas as suas contas por até um ano. Por exemplo, se você tem uma despesa mensal de R$ 1.000,00, a sua reserva deveria ser entre R$ 6 mil e R$ 12 mil.

11. Quite todas as suas dívidas

Antes de pensar em qualquer tipo de investimento e sua respectiva rentabilidade, é fundamental que você quite todas as suas dívidas. O bom estado da saúde financeira pessoal é primordial para se iniciar suas aplicações no mercado.

Não adianta nada poupar R$ 5 mil na caderneta de poupança, com juros de 0,5% ao mês e estar devendo o mesmo valor no mercado, com juros de 10% ao mês. Você não estará guardando dinheiro, mas sim perdendo, pois o rendimento da poupança será ínfimo perto do montante de juros a ser pago.

É aconselhável que você, primeiramente, quite todas as suas dívidas, em vez de fazer o que muitas pessoas fazem: poupar uma parte da renda para investimento, mesmo estando endividado. O correto a ser feito é sanar seus débitos o mais rápido possível, para poder destinar toda a sua atenção para as opções de investimento e suas particularidades, tendo certeza que o seu dinheiro está, de fato, se multiplicando.

12. Invista seu dinheiro

Agora que você saiu do vermelho, está com a sua gestão de finanças no azul e possui uma reserva de emergência para os imprevistos que a vida gera, é possível iniciar os investimentos da melhor forma. No entanto, o ideal é fazê-lo a partir de uma renda mensal fixa.

A vantagem de se ter uma renda mensal fixa é planejar seu orçamento para realizar aportes constantes em vez de esporádicos. Dessa forma, a sua estimativa de custo mensal englobará todas as despesas fixas (aquelas contas que são pagas todos os meses, como água, luz, internet, entre outras), as despesas variáveis (aquelas que não são tão recorrentes) e os aportes para seus investimentos.

Atuar com conhecimentos de gestão financeira em sua vida pessoal trará diversos benefícios. Além de planejar seus gastos e investimentos, será possível que você consiga avaliar qual o melhor investimento a ser realizado naquele momento, sem escolher qualquer opção por falta de tempo e dinheiro. Pense nisso!