O ano de 2020 tem sido marcado por uma crise econômica para a maioria dos empreendimentos, principalmente as pequenas empresas, devido à pandemia causada pela Covid-19.

Nesse período, alguns foram capazes de sobreviver à tempestade melhor do que os outros, enquanto empresas especializadas em soluções digitais principalmente, cresceram durante a pandemia.

A nossa equipe separou pra você 14 empresas que se destacaram no mercado, e foram beneficiadas pelo isolamento social contra o coronavírus. Confira.

1 – Amazon

Especializada em comércio eletrônico, computação em nuvem, streaming digital e inteligência artificial, em apenas três meses, as ações da gigante Amazon cresceram quase US$ 1.000 na bolsa!

Isso significa que a empresa está muito valorizada no mercado e se destacando entre a categoria, lembrando que em 2019, a Amazon se tornou a empresa mais valiosa do mundo, ultrapassando a Microsoft.

2 – Zoom

Quando as reuniões presenciais do mundo todo foram impedidas de acontecer, a alternativa era realizar encontros virtuais. Nesse âmbito, o Zoom é uma ferramenta de referência, e foi adotada como preferida por centenas de empresas, colaboradores, escolas, alunos e amigos que buscam se conectar pela internet.

De acordo com dados divulgados pela empresa, que tem suas ações listadas na Bolsa Nasdaq, o lucro subiu de US$ 2,2 milhões para US$ 27,1 milhões no último ano, e esses dados são do final de abril, portanto, até hoje, acreditamos que este valor tenha aumentado ainda mais.

3 – Banco Inter

Banco brasileiro, especializado em serviços gratuitos e digitais, informou que alcançou durante a pandemia, 6 milhões de clientes.

De acordo com o jornal Valor Econômico, a Plataforma Aberta de Investimentos (PAI) atingiu 762 mil clientes ativos, com crescimento anual de 179%. Desse total, 238 mil têm ações custodiadas no Inter, um salto de de 748%. Já na área de seguros são 113 mil clientes no total, com 48,3 mil vendas de seguros e consórcios no segundo trimestre, com o crescimento de anual de 672%.

4 – Microsoft

Como era de se esperar, com o aumento de home office, a receita da Microsoft registrou uma alta de 15%, um número superior ao estimado pelos analistas, que esperavam 11%.

Sendo a segunda maior empresa do mundo, a Microsoft é especialista em softwares de computador, mas sua abrangência vai muito além. A empresa também é ativa na área de pesquisa da internet com a plataforma Bing, e compete em peso nos videogames, com os games Xbox, webcams, além de serviços digitais e telefones celulares o Windows Phone.

5 – iFood

Com o isolamento social, as pessoas não tem saído de casa, e quando sentem o desejo de comer alguma coisa diferente, geralmente recorrem a aplicativos de pedidos. O iFood por exemplo, é um app brasileiro, que atua no ramo de entrega de comida pela internet, sendo líder do setor na América Latina.

Com mais de 6,6 milhões de pedidos mensais em mais de 900 cidades, a empresa afirma que o grande segredo para o crescimento é gerar tecnologia e engajar restaurantes parceiros.

6 – Instagram

Com a pandemia, a rede social Instagram cresceu em número de usuários, anúncios e principalmente interações sociais através das famosas lives.

Segundo o Business Insider, o Instagram registrou um aumento de 70% de participação nas lives no primeiro semestre, comparado ao último ano. É importante destacar que esta participação é de mão dupla, ou seja, tanto os comunicadores quanto os telespectadores estão mais ativos nas campanhas durante o isolamento social.

De acordo com o professor de psicologia Chris Ferguson, da Stetson University, este fenômeno está acontecendo para suprir uma carência emocional de ambos os lados; “As pessoas estão recorrendo às telas e à tecnologia para saciar suas necessidades sociais que, por ora, não podem ser saciadas no mundo real”.

7 – Mercado Livre

Com 5 milhões de novos clientes durante a pandemia, o Mercado Livre é o maior portal de comércio eletrônico da América Latina, que oferece soluções para que seus clientes possam comprar, vender, anunciar, pagar e enviar produtos pela internet.

Desde março, foi calculado que o tempo médio de sessão na plataforma digital aumentou 17% nos últimos meses, enquanto as buscas por produtos cresceram em 39%.

Em 2020, o Mercado Livre registrou o recorde de 1,4 milhão de pedidos entregues em apenas 1 dia! Diante desse crescimento, a empresa passou a investir ainda mais em seus negócios, passando a oferecer também produtos de supermercado e aumentando seus galpões de estoque em quatro Estados do país.

8 – PicPay

O PicPay é uma carteira digital que permite ao cliente fazer compras pelo smartphone com cartão de crédito ou valor de transferência. Com promoções de cashback semanais, a fintech cresceu 6 vezes em meio à crise, e chegou a 20 milhões de contas no mês de maio, uma meta que estava estipulada para alcançar em dezembro de 2020.

De acordo com a Reuters, o isolamento social fez com que as buscas por serviços financeiros aumentassem, e o PicPay aproveitou esse momento para aumentar o número de colaboradores e atrair mais clientes.

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9 – Nubank

Por falar em serviços financeiros digitais, durante a pandemia o Nubank foi considerado o melhor banco brasileiro em ranking global da Forbes, se destacando pelo atendimento 100% online e alta aprovação dos clientes.

Aproveitando desse novo momento social, o banco que já era sucesso entre os jovens brasileiros, passou a se tornar popular entre outros perfis de clientes, como idosos.

Como disponibiliza uma conta corrente e um cartão de crédito sem taxas mensais e com rendimento maior do que a poupança, a fintech brasileira teve o maior número de downloads do mundo, e já possui mais de 25 milhões de clientes em todo o Brasil.

10 – Netflix

Sendo um dos principais streamings mundiais, a Netflix está investindo em séries e filmes próprios que tem colhido boas críticas, e consequentemente, mais assinaturas.

Só os três primeiros meses do ano, a Netflix já havia adicionado o dobro de assinantes que havia previsto para este período, com 183 milhões de inscritos globais, e um maior impulso na Europa, Oriente Médio e África.

Seu salto de crescimento até o momento tem sido de 23% superior ao mesmo período de 2019 e a previsão é que aumente ainda mais, com a continuidade da pandemia.

11 – Magazine Luiza

Com uma reação mais que positiva na bolsa de valores, a Magazine Luiza está apostando alto nas vendas online.

Criando um avatar para o relacionamento com o cliente no site, centenas de promoções e parcerias com programas de fidelidade, a empresa de varejo disparou 72,6% no início do ano, na comparação com um ano antes.

12 – WhatsApp

No último semestre foi constatado que o aplicativo de mensagens cresceu 40% em estatística mundial, devido à pandemia de coronavírus que afetou mais de 100 países e mais de 500.000 pessoas.

A consultoria Kantar registrou que em países com maior isolamento físico, como a Espanha, o aumento de uso do aplicativo foi cerca de 76%. Este aumento não é específico para contatos com amigos e familiares, mas o app está sendo muito usado também para atendimento ao consumidor de pequenas empresas, e até mesmo para realização de vendas.

No Brasil, por exemplo, este é um dos aplicativos mais populares, e de acordo com a pesquisa Global Mobile Consumer Survey Brasil, 80% da população usa o WhatsApp pelo menos uma vez a cada 60 minutos.

13 – Alphabet

A Alphabet, dona do Google, registrou que a pandemia do novo coronavírus causou um aumento significativo na atividade de alguns dos serviços da plataforma, especialmente as pesquisas, downloads de aplicativos e exibição de vídeos no YouTube.

“Para colocar em perspectiva, nos EUA, a atividade de pesquisa relacionada ao coronavírus em seu pico foi quatro vezes maior do que durante o pico do Super Bowl”, afirmou o CEO do Google, Sundar Pichai.

O download de aplicativos do Google Play aumentaram 30% entre fevereiro e março, e o executivo ainda destacou a transmissão ao vivo do show do cantor Andrea Bocelli durante a Páscoa, que teve mais de 39 milhões de visualizações.

14 – Rappi

Rappi é um aplicativo móvel especializado em entregas por demanda onde o cliente pode pedir pra entregar na sua residência remédios, supermercados, comida e muito mais.

Durante a pandemia, foi constatado que o número e clientes acima de 61 anos aumentou consideravelmente no aplicativo, e o presidente da Rappi no Brasil, Sergio Saraiva explica que rapidamente tiveram que contratar mais colaboradores para atender a toda essa demanda: “Em um mês, crescemos o equivalente a seis meses”

Se for levado em conta o número de entregadores, que são os profissionais que não têm uma relação trabalhista com a Rappi, o número quase que quadruplicou nesse período e cresceu 280%.

Muitos desses funcionários estavam desempregados, mas Saraiva também acredita que “há muito mais pessoas que estão buscando uma alternativa de renda extra por conta da crise”.