Para alguns, imprimir boleto para pagar em filas de bancos, lotéricas e pontos de recebimento de contas já é coisa ultrapassada.

Para as gerações atuais, que são bastante conectadas, até usar o dinheiro em cédulas já é coisa do passado.

Imagina se voltarmos alguns anos atrás, no tempo em que as pessoas carregavam talões de cheques para fazer compras.

Indo mais a fundo no túnel do tempo, imagina seu dinheiro render diariamente e um tempo em que os bancos sequer tinham computadores.

Sim, este tempo existiu.

A evolução no mercado financeiro tem sido tão grande que fica difícil entender como tudo funcionava no passado, sem a tecnologia.

Se para você já é difícil entender, imagina para as gerações mais recentes, como a geração Z.

Esta geração são os nascidos entre 1996 e 2003, que já deram o primeiro suspiro no mundo em plena era da internet.

Já os millenials, conhecidos também como geração Y, nascidos entre 1980 e 95, foram os primeiros a conviver desde cedo com computadores pessoais, celulares e internet.

Eles viveram o início da popularização da internet, vivenciaram esta transição entre um mundo e outro.

Para estes, também não é fácil entender como o sistema financeiro funcionava anteriormente.

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Vamos aproveitar para voltar no tempo e ver oito fatos e curiosidades que nem os millenials devem se lembrar. Confira neste post estas curiosidades.

1ª curiosidades: muitas filas

Esta geração viu de perto as filas nos bancos. Nada no sistema bancário era feito sem filas.

E tudo era feito dentro do banco.

Sabe as entradas das agências bancárias, onde têm os caixas eletrônicos?

Pois então, isso não existia. O caixa eletrônico não existia.

Nada era feito sem filas quando o assunto era banco, pagamentos e dinheiro

Você ia ao banco, seja para depositar, seja para sacar, seja para descontar um cheque, tudo era na fila do caixa.

2ª curiosidade: bancos sem computadores

 As filas ainda existem, não foi possível extingui-las.

Mas com os computadores e a tecnologia se tornaram mais ágeis.

Sabe o caixa eletrônico? Quanta fila ele eliminou de dentro das agências, não é.

Afora, tem ainda os processos 100% online, através dos quais qualquer um pode resolver uma série de coisas pelo telefone, sentado no sofá da casa ou mesmo pagando uma conta pelo app do celular quando já estiver na cama para dormir.

E nas agências, na década de 1980, quando os computadores entraram com mais força, parecia o de um filme futurista.

Parte do que vemos hoje começou a mudar sob os olhos dos millenials.

3ª curiosidade: inflação nas alturas

Se nem a geração Y consegue entender, imagine as gerações mais novas.

Aqui está algo difícil de entender.

Na década de 1980 os preços dos produtos aumentavam da noite para o dia.

Imagina você ir ao supermercado hoje e a caixinha de leite custar x. Amanhã você chega lá e o preço está Y, mas no mesmo momento vem um funcionário e remarca para Z.

Sim, era isso que acontecia naquela época.

O período foi chamado de hiperinflação, que nada mais era do que uma sucessão de erros nas políticas monetárias e econômicas.

Quem tinha dinheiro guardado na poupança achava que tinha muito, porque recebia muitos juros altos.

Mas o dinheiro não valia nada, tudo mudava de uma hora para outra.

O que temos de inflação, hoje, em um ano, naquela época era a inflação da semana, do mês.

4ª curiosidade: a queridinha caderneta de poupança

Apesar da caderneta de poupança ser comum até hoje, no passado a poupança reinava absoluto.

Sabe por que alguns ainda chamam de caderneta de poupança?

Porque a poupança era um caderninho, mesmo!

Ali eram anotados os juros e o valor de cada poupador.

Aí está um motivo do brasileiro ser tão arraigado à poupança como investimento.

Aliás, os millenials certamente ganharam de presente uma caderneta de poupança de seus pais. Você não?

5ª curiosidade: Pagamentos manuais

Se hoje dá para pagar contas com alguns cliques em qualquer lugar, tendo apenas acesso a internet, no passado era bem diferente.

Se hoje, tudo é rápido e a validação é quase instantânea, como o PIX, por exemplo, no passado pagar conta era uma tarefa árdua.

Para fazer um pagamento, era necessário ir até uma agência e pedir ajuda aos bancários, que tinham que primeiro ver se você tinha um saldo.

E o pagamento levava alguns dias para ser reconhecido, acredite.

Sabe por quê? Porque não tinha internet, então, o dinheiro e os papéis bancários tinham que circular via malote, por transportadoras.

6ª curiosidade: Talão de cheque

Já falamos dele aqui neste post.

O talão de cheques parece tão antigo, mas, ele ainda existe. É raro, mas ele teima em continuar existindo.

A função dele, para você que nunca andou com um talão ocupando todo o espaço da carteira ou roubando espaço na bolsa, era a mesma da compra parcelada no cartão de crédito.

Com o talão, você poderia fazer uma compra e pagar, por exemplo, em cinco vezes. A primeira folha do cheque era da parcela 1, as demais eram com datas de vencimentos mensais, o chamado cheque pré-datado.

7ª curiosidade: Não havia histórico de crédito

Precisar de crédito ou de dinheiro sempre foi uma necessidade inerente ao ser humano.

Hoje, com o Open Banking, que veio para deixar nosso histórico de crédito bem transparente, fica fácil conseguir financiamento.

Da mesma forma, com o score financeiro balizado em SPC e Serasa.

Mas, e naquela época, em que os bancos buscavam informações de clientes que buscavam financiamento?

Através de informantes. Igual quando você busca informações de um candidato a uma vaga na sua empresa.

8ª curiosidade: Compras no crediário

Hoje é fácil fazer qualquer compra no cartão de crédito e pagar em várias parcelas, com juros ou sem juros.

E antes disso, como fazer compras parceladas?

Pelo crediário.

Já ouviu falar?

Se você é millenials, aposto que sim. Inclusive, deve ter um crediário até hoje na lojinha do bairro. Ou no salão de beleza ou barbearia da sua rua!

O crediário, da mesma forma que os cheques, foram popularizados nos anos 80 como forma de fazer vendas parceladas para a baixa renda.

A diferença é que estes não conseguiam talão de cheque no banco, por conta da falta de histórico financeiro dos clientes, que já falamos anteriormente.

Então, a saída, era cada loja criar seu crediário, que nada mais era do que um caderninho ou uma ficha que simbolizava um financiamento direto.

Desta forma, todos os meses os clientes com crediário precisavam ir até a loja pagar o valor correspondente à parcela da compra.

Curiosidade extra: agências bancárias sem mulheres

Para finalizar o post, vamos com uma informação em vez de curiosidade.

Até os anos 1960 era difícil encontrar mulheres trabalhando nos bancos.

A profissão era quase exclusivamente masculina.

Quando se entrava em uma agência, só se via homens. E de terno e gravata.

Uma pesquisa mostra que em 1994, apenas 5,71% do quadro de funcionários dos bancos era formado por mulheres.