Abril pode mudar o rumo da economia: veja o que esperar dos próximos meses
Veja como está o cenário econômico de abril
Passado o mês de abril, você sabe o que esperar dos próximos meses na economia?
Sim, abril pode mudar o rumo da economia, pois marca o fechamento do primeiro quadrimestre.
Quem é investidor sabe que o início do ano é um período de ajustes e promessas.
Mas, ao fim do primeiro quadrimestre, as cartas são colocadas na mesa.
E isso ocorre com a divulgação dos balanços corporativos, as metas de inflação, e outros mapas da economia.
Então, é hora de verificar os indicadores que prometem ditar o ritmo dos investimentos, do consumo e da economia.
O mês de abril é um termômetro para a saúde financeira do Brasil – e também do mundo.
Então, bora entender como essa engrenagem funciona e qual é o mapa da economia no país, hoje?
Abril pode mudar o rumo da economia
Antes da gente se aprofundar no assunto, vamos dar uma rápida olhada no que mudou em abril e o que esperar dos próximos meses.
Em relação a Política Monetária e Juros (Selic), por parte do Copom (Comitê de Política Monetária), foi reduzida a taxa Selic para 14,50% ao ano.
Mas, essa 3ª reunião do ano, ainda mostra uma postura cautelosa devido à inflação.
Qual á tendência? A aposta do mercado é que a Selic termine o ano ao redor de 13% a 13,5%.
refletida no Boletim Focus,
É uma boa notícia? Sim. E não. Pois mesmo caindo um pouco, ainda mantém o crédito caro. E essa tendência está refletida no Boletim Focus.
Além disso, a prévia da inflação de abril (IPCA-15) acelerou para 0,89%.
O motivo? A inflação foi pressionada por alimentos e combustíveis, com isso, está se projetando o IPCA em torno de 4,86%.
Por fim, em relação ao crescimento, a expectativa para o crescimento do PIB não é das melhores.
Ela foi revisada – e para baixo – ficando em cerca de 1,85%.
Então, o cenário base aponta para um crescimento moderado no segundo semestre.
Veja o que esperar dos próximos meses
A taxa de juros sempre é o principal motor (ou freio) do crescimento do país.
As reuniões de política monetária em abril trouxeram recados claros. E quais são os recados?
Que o Banco Central não pretende acelerar cortes sem uma garantia de que a inflação está domada.
Enquanto os juros permanecerem em patamares restritivos, a renda fixa continuará sendo a “queridinha” de quem busca baixo risco.
Ou seja, títulos atrelados ao CDI ou ao IPCA oferecem uma rentabilidade que dificilmente será batida por ativos de risco sem uma volatilidade extrema.
Por outro lado, a bolsa de valores aguarda por um sinal de alívio.
Se as projeções de maio e junho indicarem uma queda mais agressiva na Selic para o segundo semestre, poderemos ver um fluxo de capital migrando novamente para as ações.
Portanto, o investidor deve manter uma carteira equilibrada, aproveitando as taxas atuais da renda fixa enquanto seleciona boas empresas que estão “baratas” na bolsa.
Saiba o que esperar dos próximos meses sobre a inflação e o poder de compra
A inflação é sentida primeiro na mesa do brasileiro.
Os dados de abril mostraram uma pressão persistente nos preços de serviços e alimentos básicos.
Então, esse cenário afeta diretamente o consumo das famílias, que é o grande motor do PIB brasileiro.
Os dados de abril revelaram uma mudança preocupante: o brasileiro está consumindo menos itens supérfluos e focando no essencial.
Essa retração no consumo impacta diretamente o varejo e a indústria de bens de consumo.
Se a inflação não der sinais de arrefecimento real nos próximos meses, o crescimento econômico do segundo semestre pode ser mais tímido do que o previsto inicialmente.
Então, o planejamento financeiro doméstico tornou-se uma ferramenta de sobrevivência para atravessar este período de preços elevados.
O cenário internacional e o reflexo no câmbio: saiba o que esperar dos próximos meses
Mas, não podemos olhar para abril sem observar o que aconteceu fora das nossas fronteiras.
A força do dólar perante as moedas emergentes foi uma constante ao longo do mês.
A política de juros nos Estados Unidos dita o ritmo do câmbio por aqui.
Ou seja, como o Brasil é um grande exportador de commodities, a valorização do dólar tem um efeito – e tanto por aqui.
Por um lado, favorece a balança comercial e as empresas exportadoras.
Contudo, por outro, encarece insumos importados e pressiona a inflação interna.
A importância de ter liquidez para os próximos meses
Se abril mudou o rumo da economia, quais setores saem fortalecidos?
A busca por segurança financeira coloca os setores defensivos no topo da lista de preferências.
São setores que possuem receitas previsíveis e contratos reajustados pela inflação. Frequentemente, são vistos como “portos seguros” em momentos de incerteza.
Mesmo com desafios climáticos, a produtividade brasileira continua quebrando recordes. As empresas de logística ligadas ao agro tendem a performar bem no segundo semestre.
Com a digitalização total das empresas, o investimento em segurança de dados tornou-se obrigatório.
Então, os dados de abril sugerem que manter a liquidez é fundamental.
Cenários de transição econômica podem apresentar janelas de oportunidade bruscas ou necessidades urgentes de proteção.
Sendo assim, manter uma parcela do patrimônio em ativos com liquidez diária permite que você aproveite uma queda súbita na bolsa para comprar bons ativos ou que você se proteja caso o cenário inflacionário piore.
Ou seja, o “caixa” é uma posição estratégica, e não apenas dinheiro parado.
Ter a liberdade de agir rapidamente será o diferencial entre quem ganha e quem apenas empata com o mercado nos próximos meses.
Quais os riscos e o que pode dar errado?
Se o governo não sinalizar um compromisso rígido com a responsabilidade fiscal nos próximos meses, poderemos ver uma fuga de capital estrangeiro.
Isso pressionaria ainda mais o dólar e os juros futuros.
Dessa forma, a recomendação é acompanhar de perto as discussões sobre o orçamento e as reformas estruturais.
Ou seja, a política e a economia estarão mais entrelaçadas do que nunca no segundo semestre deste ano.