As mudanças no IOF: entenda tudo em 10 perguntas e respostas
Entenda o impacto nas suas compras no cartão e nas viagens.
Tem regra nova no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas se você não sabe, ainda, das mudanças no IOF, se prepare!
Então, a gente preparou um post para te explicar o que muda e como a mudança pode impactar a sua vida.
As novas regras entraram em vigor em maio, após anúncio do governo federal.
Entre as principais mudanças, está a nova alíquota unificada de 3,5% que deve impactar gastos no cartão de crédito no exterior.
Então, se o IOF aumentou, vem entender o que está acontecendo e o impacto nas suas compras no cartão e nas viagens.
As mudanças no IOF: entenda tudo em 10 perguntas e respostas
O Imposto sobre Operações Financeiras aumentou e isso vai afetar diretamente o seu bolso.
O novo decreto do governo já está em vigor, com as alterações, mas em dois pontos o governo recuou e está negociando com o Congresso.
As demais medidas do novo decreto do final de maio estão valendo, mas dois pontos aguardam novo decreto.
Estes pontos são as remessas de fundos de investimento nacionais para o exterior, onde a alíquota permanecerá zerada, como era antes.
Além disso, o envio de recursos por pessoas físicas para investimentos fora do país também se mantém em 1,1%, sem alteração.
Contudo, as demais alterações anunciadas pelo governo federal – e que impactam a sua viagem e as suas compras no exterior (mesmo aí de casa, no Brasil) já estão valendo.
Os dois trechos haviam sido incluídos no decreto, mas foram retirados após a publicação oficial, diante da repercussão negativa.
As mudanças no IOF com relação ao cartão e crédito
Então, se você usa cartão de crédito, algum produto ou serviço financeiro, é melhor se preparar, pois o IOF já está pesando mais no seu bolso.
Sendo assim, vamos te explicar o que mudou de forma didática, com 10 perguntas e respostas sobre o assunto, seja cartão, seja finança, seja viagem ou mesmo, compras de blusinha na Shein!
1 – O que é o IOF?
Então, o IOF é um tributo federal cobrado em cima de algumas operações financeiras.
Sobre estas operações, não são apenas as compras no exterior, mas, sim, uma lista bem mais abrangente.
Entre as operações estão o câmbio (na compra de moeda estrangeira), compra e venda de crédito, empréstimo pessoal e financiamento, entre outros.
2- Mas, por que o governo quer aumentar o IOF?
Pelas declarações do governo, o objetivo do IOF é aumentar a receita da União, e ajudar o Governo a manter o caixa no positivo.
Ou seja, é um plano do Governo para aumentar as receitas e, assim, manter as contas do governo dentro da meta fiscal estabelecida pela LDO.
Então, segundo o governo, os novos valores do IOF vão elevar a arrecadação em R$ 20,5 bilhões a mais neste ano e R$ 41 bilhões em 2026.
Saiba quais são as novas alíquotas do IOF
3- Quais são as novas alíquotas do IOF?
Em compras internacionais, a tributação do IOF será de 3,5%.
Mas, antes, o IOF era de 3,38% sobre o valor total da compra e estava sendo reduzido até zerar em 2028, o que não vai mais acontecer.
4- Como as mudanças no IOF vão me afetar, como PF?
Então, a alteração do IOF afeta tanto pessoas físicas como empresas, mas não afeta tudo.
Sendo assim, muita calma nessa hora, mas, como falamos, não afeta todas as operações de crédito.
Mas, não é só isso, não! As mudanças no IOF afetam muito mais seu bolso do que você imagina.
Então, por exemplo, no caso de você “enviar” grana para o exterior, onde o IOF era de 1,10%, agora será – também – de 3,5%.
O aumento de imposto é ainda maior se você for enviar esta grana para a conta de terceiros, pois até maio era 0,38%, mas agora será… isso mesmo, 3,5%!
Veja o que mudou nas compras feitas no exterior
5- O que mudou nas compras internacionais com cartão depois da nova alíquota do IOF?
Em primeiro lugar, as compras feitas no exterior não mudam apenas se você usar cartões de crédito.
A mudança é para o cartão de crédito e também de débito internacional, além do cartão pré-pago internacional, bem como cheques de viagem – e a alíquota é de 3,5%.
Ou seja, sua compra no exterior vai custar 3,5% mais caro. E não apenas se você viajar, mas também, se comprar em algum site gringo, como a Shein!
6- O que muda se eu sacar em moeda estrangeira?
Pois bem, o IOF para compra e saque de moeda estrangeira em espécie é agora de 3,5%.
Sabe o que mudou? Antes, era de 1,1%. E o que isso quer dizer, na prática?
Que se você viajar para fora do país e for sacar em caixas eletrônicos no exterior, você vai pagar mais caro.
Entendas as mudanças no IOF para empréstimos e planos de previdência
7 – O que mudou com relação a empréstimos de curto prazo ou planos de previdência privada?
Então, nos empréstimos de curto prazo “lá fora”, o IOF era 0% e passa a ser 3,5% – também!
Mas, aqui uma trava: a alíquota vale somente para operações com prazo inferior a 365 dias.
Já para os planos de previdência privada – tipo VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) – agora tem IOF.
Antes de maio, quem tinha VGBL não pagava IOF. Agora, o IOF é de 5%.
Veja as mudanças no IOF para empresas
8 – O que mudou no crédito para empresas?
Então, as empresas já pagavam IOF na contratação de crédito. A diferença é que os valores, agora, subiram também.
Mas, quem está no Simples Nacional (e que não é MEI) agora passa a pagar IOF também para operações de até R$ 30 mil.
Ou seja, Simples é quem têm um faturamento máximo de R$ 4,8 milhões-ano.
9 – O que posso fazer para que minhas compras internacionais ou viagens não fiquem mais caras?
Então, para minimizar os efeitos do aumento do IOF, você pode fazer suas compras internacionais em Pix. Ou seja, você compra “fora”, mas não paga IOF.
Outra saída é monitorar a cotação do dólar antes de pensar em viajar, pois comprando dólar mês a mês, dá para – talvez – pagar menos.
Além disso, outro ponto é – se for viajar para o exterior – usar os programas de fidelidade e pontos no cartão de crédito, pois assim você dribla o IOF.
10 – Quem está isento das novas alíquotas do IOF?
Então, deixamos esta pergunta para o final de forma proposital.
O governo disse que estas mudanças são para unificar as alíquotas, com “isonomia de tratamento”.
Mas, além disso, busca “evitar distorções, de tratamento distinto em remessas da mesma natureza”.
Sendo assim, as mudanças no IOF não atingem empréstimos e financiamentos para PF.
Além disso continuam com tarifa zero os seguintes casos:
1-Crédito estudantil;
2-Financiamentos habitacionais;
3-Financiamentos via FINAME, para na aquisição de máquinas e equipamentos;
4-Exportação e título de crédito à exportação;
5-Cooperativas abaixo de R$ 100 milhões;
6-Programas de geração de emprego e renda;
7-Adiantamento de salário ao empregado, entre outros.