Com certeza você se deparou com memes pelas redes sociais, relacionando o uso de bebidas alcoólicas a proteção contra o vírus, assim como o álcool 70% poderia evitar a contaminação, a brincadeira nas redes, levou a um assunto sério, parece bobagem, mas muita gente acreditou, ou usou como desculpa para consumir mais e chamou a atenção das autoridades para um alto descontrole em todo o mundo de bebidas alcoólicas, a OMS pediu que os governos passassem a restringir a venda, no Brasil alguns estados vem tentando fazer esse controle, restringindo a quantidade que uma pessoa pode comprar no supermercado, fechando bares mais cedo, ou impedindo a venda a partir de determinado horário.

A preocupação é que o consumo excessivo, além de não impedir de forma nenhum a contaminação ou qualquer chance de cura, possa levar a problemas sociais nessa época de crise.

Risco social e familiar

A embriaguez expõe a pessoa e todos que estão próximos a vários riscos, já que depois de uma certa quantidade ingerida, o indivíduo começa a perder o senso de responsabilidade, acaba não respeitando distanciamento social, leis de trânsito, e os cuidados consigo mesmo. A medida preventiva de quarentena e lockdown, visa não só a contaminação exponencial do vírus, mas  garantir que o sistema de saúde possa ter condições de atender todos que precisarem. Dirigir sob efeito do álcool, é apontado como a principal causa de acidentes em todo o mundo, o exagero nas bebidas agrava problemas cardiovasculares, problemas hepáticos e diminuem a imunidade, se todos esses problemas forem somados a lotação dos hospitais pelo corona vírus, certamente o caos seria bem maior.

E foi graças a quarentena que muitos estados brasileiros relataram uma diminuição de acidentes de trânsito em 2020, e isso consiste numa notícia positiva para toda a população, e prova que as medidas de isolamento contribuem para o sistema de saúde conseguir manter um atendimento aos casos inevitáveis diante de uma pandemia.

Outra preocupação das autoridades é com o consumo de bebida alcoólica em casa, e o aumento da violência doméstica. Os problemas aumentaram de uma forma geral, o isolamento, o medo da doença, o desemprego, e incertezas sobre o futuro, deixaram as pessoas ansiosas e emocionalmente fragilizadas, com tudo isso ainda levando em consideração que o excesso de álcool causa maior vulnerabilidade, contribuiu para a questão ser levada a Organização Mundial de Saúde, a incentivar os países a criarem o controle nas vendas das bebidas alcoólicas.

O abuso de bebidas alcoólicas, estão relacionadas diretamente a violência de qualquer gênero, seja ambiente familiar ou não, inclusive compromete a própria vida, os casos de suicídio são maiores por pessoas que sofrem de depressão e perturbação mental quando estão embriagadas.

Confira a cartilha completa da OMS sobre os riscos do consumo de bebida alcoólicas durante a pandemia: https://www.uniad.org.br/wp-content/uploads/dlm_uploads/2020/04/PT_ALC_COVID_LONG_SHEET_11420OPAS.pdf

Vacinação e bebida alcoólica

As recomendações agora são a respeito da eficácia e segurança da vacina, para as pessoas não ingerirem álcool antes e depois de se vacinar.

O álcool diminui a ação de uma célula responsável pelo metabolismo do sistema imunológico celular, os linfócitos T, cuja a função é eliminar células contaminadas por vírus e bactérias, além do linfócito T de memória, que é o que garante a proteção contra reinfecções, uma vez ativada a memória celular imune, se o organismo vier a ter contato com o mesmo vírus ou bactéria, eles não afetaram mais o indivíduo. É nesse ponto que os cientistas buscam trabalhar uma vacina. Ativando o sistema de memória, mas o consumo de bebidas alcoólicas interfere nesse sistema e a vacina pode não funcionar pra algumas pessoas.

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Na Rússia por exemplo, existe uma recomendação de manter uma abstinência de bebidas alcoólicas por pelo menos 21 dias, entre os dias que antecedem a primeira dose, até a segunda, e seguir por mais 21 dias após a segunda dose. No Brasil infectologistas recomendam intervalos de 14 dias entre as doses e mais 14 dias após a segunda dose.