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Cadê o dinheiro que estava aqui?

Entenda a importância de colocar seus rendimentos e gastos em uma planilha; veja seu dinheiro se multiplicar para você realizar seu sonho

Atualizado em agosto 2, 2021 | Autor: Michelle
Cadê o dinheiro que estava aqui?

Fazer dieta e frequentar a academia é tão difícil quanto controlar as finanças pessoais.

Você paga academia para frequentar três vezes por semana e quando vê está indo somente três vezes por mês.

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Você começa a dieta na segunda-feira, mas quando chega a ‘segunda segunda-feira’ já nem lembra mais da dieta.

O segredo de tudo é a persistência.

Isso também acontece com as finanças. Não adianta colocar gastos e rendimentos no papel por uma semana e esquecer o restante do mês.

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Pagar academia não te emagrece, mas, a persistência.

Da mesma forma, se você não sabe quanto ganha, quanto gasta, você está roubando a você mesmo. Seu dinheiro evapora e você nem sabe para onde ele foi.

Se isso também acontece com você, não se desespere.

Neste post, vamos trazer algumas dicas básicas que vão fazer seu salário ter fôlego para chegar até o fim do mês.

E sabe o que é melhor? Neste final deste post, temos uma dica que vai fazer o milagre acontecer: seu dinheiro vai se multiplicar e você vai poder fazer aquele passeio que é adiado há muito tempo.

Faça sua reserva mensal ou de emergência

Antes de tudo, antes de colocar a bola em jogo e apitar o início da partida, é preciso deixar uma coisa bem clara.

Você precisa de reservas mensais ou uma reserva de emergência.

Se você é solteiro, você precisa dessa grana extra para emergências de saúde, um reparo no carro, uma viagem inesperada com amigos.

Nestas horas, se você tiver dinheiro na mão, vai fazer toda a diferença. Vai por mim, sai muito mais barato do que se endividar no cartão.

Se você é casado, você precisa desta reserva de emergência mais ainda, seja para uma compra mais alta na farmácia por conta dos filhos, de gastos com o pet ou com familiares.

Isso se chama planejamento e isso é essencial.

Você precisa entender que é preciso ter caixa para qualquer imprevisto.

Se você não usar essa grana que guardou para a emergência, melhor ainda.

Se a emergência não surgir, como este dinheiro está investido, ele vai se multiplicar.

Esta grana da reserva, você investe, mas em algo que seja acessível, sem taxas para saque ou retiradas urgentes, quando a emergência surgir.

Entenda por que é preciso separar as contas

Mas há outra regra que precisa ser respeitada, antes de falar em planejamento financeiro. E esta muita gente não gosta nem de ouvir: ‘se-pa-rar’ as contas.

Caso você tenha empresa, seja empreendedor, é preciso separar as contas e as despesas.

Se você exerce um “freela” ou tiver um MEI registrado, você precisa separar o dinheiro pessoal do profissional.

Se for um plano B para sua carreira, mesmo que seja algumas horas em fins de semana, você precisa separar gastos e lucros.

Mesmo que esta atividade seja apenas um hobby, ela vai demandar grana e vai gerar dinheiro no fim do mês.

Mesmo que esta atividade ou este MEI gere prejuízo, não faz mal, é importante separar as contas para você saber exatamente quanto está gastando ou aonde está indo parar seu dinheiro.

Sabe por quê? Este seu segundo negócio pode vir a crescer. E depois vai ser mais difícil saber onde está pisando, quanto maior, maior a dificuldade.

Enfim, vai chegar o dia em que você vai precisar saber, na ponta do lápis, como estão as coisas. Na boa ou na ruim. No lucro ou no ‘preju’.

Então, deixe as contas organizadas desde já. Eis a regra número um.

Além de ‘se-pa-rar’ no papel ou nas planilhas, se for possível, tenha uma conta corrente diferente. Uma para seus depósitos e despesas pessoais e outra para a atividade jurídica.

Isso não vai demandar despesa, afinal, está cheio de banco digital por aí oferecendo conta grátis.

Assim vai ficar mais fácil identificar os lançamentos, evitar que gastos pessoais se misturem com os demais.

Veja por que é importante registrar os rendimentos

Se você é assalariado, você precisa analisar seu contracheque. Sempre.

Veja quanto você ganha, quanto é descontado em despesas como imposto de renda e INSS.

Para qualquer efeito de controle financeiro e planejamento, considere apenas o salário líquido, somente o din-din que vai cair no teu bolso.

A partir daí, sim, é importante você registrar todos os seus rendimentos, tudo o que você ganha.

Caso tenha outras fontes de renda, como um segundo trabalho, um “freela” de vez em quando ou renda de aluguéis, ações e outros investimentos, registre.

Isso é bem importante porque, sabendo quanto efetivamente você ganha, ali, no papel, então, você pode planejar quanto vai gastar, quanto vai poupar e quanto vai investir.

É o quanto você ganha que define o seu poder de consumo.

Se os seus gastos, se as suas despesas estiverem ‘batendo’ com o quanto você ganha, jamais você vai se lascar no cartão de crédito ou em empréstimos.

Deste planejamento financeiro que estamos falando, esta é a tarefa mais fácil de todas. Você faz uma vez só e fim de papo.

Se quiser, pode registrar em planilha, caderno ou em app.

Saiba por que você precisa analisar seus gastos

Agora sim, vem a parte chata da história. A mais chata.

Você precisa listar suas despesas fixas e suas despesas do dia a dia.

Mas, frise-se: você não precisa fazer isso todo santo mês, faça por alguns meses até entender a ‘engenharia das suas finanças’ e organizá-la.

As fixas são mais fáceis, você sabe de cor e salteada: internet, luz, água, faculdade, Netflix, TV por assinatura, telefone…

Estas estão ali, todos os meses, os 12 meses do ano.

Ainda tem aquelas despesas que não chegam a ser mensais, mas estão ali todo ano, não tem como fugir, como IPTU, IPVA, seguro…

Até aí não é difícil, o bicho pega mesmo daqui para frente.

Como controlar gastos em supermercados, farmácias, estacionamentos, shoppings?

Aqui, um macete, é você ir registrando tudo em um app no celular na hora da compra.

Ou ter, na porta da sua casa, uma caixinha de papelão, tipo essas de sapato, para você ir colocando ali todos os tíquetes, notas fiscais e comprovantes de compra, inclusive do cafézinho e da água que comprou na rua.

No fim do mês, basta abrir a ‘caixa-preta’ dos seus gastos e colocar na planilha ou no app.

Aí você vai ter uma surpresa: vai saber para onde está indo sua grana, vai saber quem está ‘roubando’ seu suado dinheirinho.

Estas despesas podem não parecer altas, sei que é isso que você está pensando agora.

Mas na hora de abrir a caixinha e colocar no papel, gasto por gasto, vai cair seu queixo. Elas somam muito. E pesam muito no orçamento.

Entenda por que você precisa mapear seus gastos

A partir daí, seus gastos estarão mapeados.

Você estará com o mapa da mina em mãos.

Se achou muito de supermercado, é só controlar no próximo mês.

Gastou demais no shopping, em roupas ou jantando fora? Simples, só estipular um valor máximo de gastos para estas coisas no próximo mês.

Sabe qual a próxima surpresa sua?

Ao colocar no papel, você vai ver que o valor gasto do mês nunca “vai bater” com as notas e comprovantes.

Ou seja, você sabe que gastou, por exemplo, R$ 5.000 no mês, mas só tem comprovante ou só lembra de R$ 3.500. Onde foram parar os R$ 1.500?

Onde foi parar o dinheiro?

Bem simples: são os gastos “invisíveis”. Sabe aquelas pequenas compras no dia a dia, uma água aqui, um cafezinho ali, uma ajudinha para um pedinte no semáforo…

Veja a importância de definir um gasto mensal por categoria

Agora que você já tem na ponta do lápis, ou lançado no app, quanto você ganha e sabe quanto você gasta, inclusive os gastos invisíveis, fica mais fácil.

Agora é hora de você sentar, planejar e definir o que você quer da vida.

Depois de avaliar suas rendas e despesas, defina em percentual ou em valor, qual será seu gasto mensal.

Exemplo: meus rendimentos são de R$ 5 mil, então, quero gastar R$ 3.500 por mês.

Agora o caldo entorna, porque é preciso fazer a ginástica de colocar todos os seus gastos dentro destes R$ 3.500.

Você vai ter que priorizar, fazer cortes e tudo mais. Mas primeiro, seria importante você definir por categoria: supermercado, lazer, moradias, roupas, transporte…

A grande jogada aqui é você intercalar. Por exemplo, em um mês, não faça compras de roupas e calçados, priorizando seu lazer, passeios e jantares.

No outro mês, risque do papel os jantares e priorize a revisão do carro ou a compra de algumas roupas. E por aí vai.

Esta é a notícia ruim: você vai ter que priorizar e abrir mão de algumas coisas.

Sabe qual é a boa notícia?

Na verdade, são duas boas notícias positivas.

A primeira é que você vai desfrutar muito mais. Aquele jantar fora com a família ou amigos vai ser mais gostoso, sabendo que não é mais toda semana.

Sabe como é: você só dá valor à maciez do filé mignon se você comer acém ou carne de pescoço de vez em quando.

E a segunda é que você está no controle, você está no comando, então, quem define onde vai parar seu dinheiro é você.

Conheça a nossa dica matadora para você cumprir o planejamento

Como já dissemos, o grande problema das dietas e das academias é sempre o mesmo: uma coisa é a expectativa e outra é a realidade.

Quando o assunto é as finanças pessoais, a história se repete: uma coisa é a expectativa e outra é a realidade.

Você paga academia e desiste. Você começa a dieta e nem sabe quando parou.

Com o planejamento financeiro é igual: uma coisa é colocar no papel. Outra coisa é seguir a risca.

De nada adianta você adotar qualquer uma das regras dos gurus financeiros, se você não vai cumprir nenhuma.

Não adianta você adotar, por exemplo, o 50-30-20. Conhece esta regra da prosperidade?

Nela, a recomendação é fatiar os 100% do seu salário em 50% para despesas essenciais, 30% para despesas não essenciais (os desejos, compras que dão prazer ou o lazer) e 20% para investir ou pagar dívidas.

Você não precisa seguir 100% a risca o orçamento, mas também não pode seguir somente 50%.

Pagar academia não te emagrece, mas sim, a frequência lá.

Sabe qual a grande sacada? É você ‘se pagar’, você se auto gratifica pelo sacrifício mensal. Sabe como?

É você cortar um gasto que vai doer no coração em troca de usar essa grana para algo que você quer muito.

Por exemplo: você corta ou reduz o hábito de jantar fora toda hora ou ir ao shopping toda semana. E guarda essa grana para algo que há muito você quer e não consegue fazer por falta de grana.

Seria como um prêmio pelo sacrifício!

Sabe aquela viagem que nunca saiu do papel, aquele passeio para visitar um familiar que você não foi porque não tinha dinheiro, aquele hotel ou restaurante caro que você gostaria de ir com a família?

Pois é, coloque-o como ‘sonho’ ou como ‘meta’, com prazo e tudo.

Planeje o que você vai cortar de despesa para arrecadar este dinheiro a fim de fazer esta viagem ou este passeio.

Viu como é fácil?

Pelo menos aqui, “no papel”, é simples.

Mas, como já dissemos aqui, pagar academia não te emagrece, mas sim, a frequência lá.

Por fim, outra dica: você não precisa controlar seus gastos e rendimentos em planilhas todo mês.

Faça pelo menos enquanto você puder se reeducar financeiramente e o milagre da multiplicação do dinheiro acontecer. Obrigado, de nada!