Cartão de crédito no meio do ano: sinais de que sua fatura já virou extensão da renda
Vem entender como monitorar o cartão de crédito
Sabia que é possível ler os sinais de que sua fatura já virou extensão da renda? E isso é um problema, afinal, pode ser o prenúncio do endividamento.
Sim, é possível identificar os comportamentos que ameaçam o seu bolso e a boa notícia é que dá para mudar de rota agora.
O acesso fácil ao limite nas compras por aproximação ou nas transações digitais pelo celular gera um distanciamento da realidade.
O dinheiro parece infinito na tela do aplicativo não é mesmo?
Mas, a pressa pelo prazer do momento cobra um preço alto quando chega a fatura.
Contudo, tratar o limite concedido pelo banco como uma receita extra constitui um erro.
E, este erro, milhares de pessoas no endividamento.
Sendo assim, é importante tomar cuidado para não cair em taxas de juros elevadas por não pagar o cartão na data do vencimento.
Então, vamos entender como monitorar o cartão de crédito e os sinais de que sua fatura já virou extensão da renda.
O susto ao abrir o app do banco x fatura já virou extensão da renda
O primeiro indicador de que a ferramenta digital assumiu o controle da sua vida é quando você está “por fora dos seus gastos”.
Quando o dia do fechamento de compras, que antecede a fatura se aproxima, você sente aquele frio na barriga.
Então, evita olhar o saldo parcial do extrato por puro medo do que vai encontrar.
Essa reação acontece porque você perdeu a conexão e o ato de passar o cartão em pequenas despesas diárias, levou você ao descontrole.
Sendo assim, para quebrar esse ciclo, mude a postura e passe a consultar os seus lançamentos futuros 2 vezes por semana.
Pode parecer simples, mas essa atitude vai te mostrar os números e trazê-los para o seu cotidiano, permitindo recalibrar os hábitos de consumo.
A utilização do saldo liberado para cobrir as contas fixas
A boa notícia é que o sinal de alerta pode te ajudar a mudar a rota.
Ou seja, quando você usa o limite do cartão – ou seja, crédito do banco – para pagar o boleto do aluguel, a conta de energia elétrica ou o plano de saúde.
Essa conduta deixa claro que o seu custo de vida ultrapassou a sua capacidade de pagar, em relação ao que você ganha.
Em resumo, buscar o limite bancário para empurrar esses compromissos para os 30 seguintes vai acabar explodindo um grande rombo no seu bolso.
Para fugir disso, então, vem conferir as consequências desse ciclo de dependência do crédito:
– Muitas instituições cobram taxas administrativas e impostos para realizar o pagamento de boletos no cartão.
– Na virada do mês, o seu salário entra na conta e sai para quitar a fatura passada, zerando o seu caixa.
– A falta de dinheiro força você a utilizar o cartão para as despesas da semana, perpetuando a bola de neve.
Entenda quando a fatura já virou extensão da renda
A fatura já virou extensão da renda?
O mercado de marketing utiliza as pontuações e sistemas de milhas aéreas para você usar mais e mais seu cartão.
Além disso, tem os mecanismos de cashback para incentivar o uso desenfreado do seu cartão.
Mas, gastar por gastar, ou seja, sob o argumento de que precisa acumular pontos para garantir uma viagem gratuita é uma tremenda fria.
Essa linha de pensamento é uma inversão de valores que beneficia apenas as grandes emissoras dos cartões.
Ou seja, gastar mil reais em objetos de utilidade duvidosa para receber 10 reais de volta em dinheiro de cashback não é uma vantagem, é um grande “preju”.
Então, foque as suas energias na eficiência do seu fluxo de caixa em vez de perder horas do seu dia gerenciando app de milhagens.
O verdadeiro desconto que enriquece o seu bolso – hoje – é negociar preços baixos no pagamento à vista com dinheiro, isso sim.
Dicas finais se perceber que a fatura já virou extensão da renda
Mas, para reforçar o que falamos neste post, saiba que a fronteira do endividamento acontece no momento em que você desiste de liquidar o valor integral da fatura.
Essa modalidade de financiamento apresenta as taxas de juros mais alta do mundo.
Ou seja, ela multiplica o saldo devedor original em patamares geométricos.
Então, a dica é uma só: se você percebe que não consegue pagar a fatura – toda ela – então, mude a estratégia.
Mas, nunca deixe a conta rodar no rotativo por vergonha de encarar o problema de frente.
Ou seja, se isso ocorrer, entre em contato com o seu banco ou avalie fintechs para tentar um crédito a fim de pagar o rotativo, que é bem mais caro.
Por fim, saiba que, em vez de se comportar como um cliente que consome o que ainda não produziu, passe a olhar para a frente e cuidar do seu futuro e da sua família.
Entenda que a prosperidade não depende de grandes milagres econômicos.
Mas, ela nasce da sua coragem em impor limites ao consumo e analisar faturas com rigor.