Como criar reserva financeira mesmo com renda baixa

Se não tem dinheiro, veja como começar a criar reserva

Atualizado em fevereiro 18, 2026 | Autor: Michelle Verginassi
Como criar reserva financeira mesmo com renda baixa

Criar reserva financeira é a dica de 10 entre 10 especialistas em finanças, é o sonho de muitos brasileiros, mas o grande empecilho é a renda baixa.
Mas, o problema não é a renda, como você pode estar pensando. Muito pelo contrário…
Certamente você já ouviu aquela máxima de que não importa quanto você ganha, mas sim, como (e quanto) você gasta.
Sendo assim, sem reserva financeira, quando quebra o carro, aparece a necessidade de fazer exames de saúde ou estoura um cano em casa… onde arrumar dinheiro?
Nestes casos, em geral, o empréstimo é a “salvação”, contudo, os juros acabam criando um segundo problema.
Ou seja, como não tem de onde tirar a grana extra que é necessária, recorrem a empréstimos.
Ou seja, precisam da grana que não têm para uma despesa não estava prevista. Mas, você pode mudar isso, sabia? E nós vamos te ajudar, agora mesmo!

Como criar reserva financeira

Quando aparece uma despesa não esperada – ou até esperada – muitos recorrem a empréstimos, que custam caro.
E aí, acaba que o nome vai parar no SPC.
Sim, a gente sabe, imprevistos acontecem, então, porque não criar uma reserva financeira?
Apenas porque a renda da família é baixa? O problema não é esse e nós vamos te provar.
E mais, vamos te ajudar a criar sua reserva financeira mesmo tendo uma renda abaixo do que você gostaria – ou precisaria. Confia!

O primeiro passo para criar reserva financeira

Então, como começar a construir a reserva?
Se você está começando o ano com o saldo zerado, tudo bem, não perca a motivação.
A dica é adotar o hábito de se pagar primeiro, ou seja, veja quanto você ganha, quais as despesas fixas e retire, no início do mês, um valor para a reserva de emergência.
Sendo assim, pode ser uma meta pequena de R$ 50 semanais ou mensais, ou, então, algo como R$ 500 mensais.
Mas, tirar o dinheiro de onde, se ele já está faltando hoje, sem guardar ou poupar nada?
“Senta que lá vem história”, ou melhor, vem ler que vamos te entregar o mapa pronto.

A reserva financeira

O fundo de emergência ou reserva financeira é uma “poupancinha”.

Ou seja, é um valor “reservado” que ajuda você ou sua família quando surge uma emergência.
Dessa forma, é uma grana que ajuda na hora para pagar alguma conta e não ter que recorrer a empréstimos.
A criação deste fundo de emergência é um passo importante para garantir sua estabilidade financeira sua ou de sua família.
Mas, qual valor é interessante ter neste fundo?
Vai depender de você, do seu estilo de vida e do que você pretende, mas, em geral, especialistas recomendam ter uma grana suficiente para bancar sua família entre 3 e 6 meses.
Ou seja, analise se você não tivesse mais nenhum rendimento, então, esse fundo poderia “cobrir” os custos de sua família por este período. Esse é, pelo menos na teoria, o ideal.
Mas, porque a sugestão é este prazo e este valor, referente a meio ano? É o que vamos te explicar agora.

Saiba qual o valor ideal para criar o fundo de emergência

Quanto dinheiro devo guardar na reserva financeira?
A resposta, sim, varia de acordo com o seu perfil e suas despesas.
Por esse motivo, a recomendação geral é que o fundo emergencial cubra de três a seis meses das suas despesas essenciais. A dica é meio ano!
Então, para calcular o valor ideal, nos vamos te ajudar:
1-Anote suas despesas mensais essenciais, como aluguel, mercado, saúde, app de transporte, ou seja, as despesas fixas e sazonais.
2- Some o valor total das despesas, pois esse valor representa o quanto você precisa para se manter por um mês.
3-Multiplique o valor total por 6 (seis meses) e o resultado desta multiplicação será o valor ideal do seu fundo emergencial.

Então, por exemplo: se a sua família gasta R$ 3 mil por mês nestas despesas todas, então, 3.000 x 6 é 18.000.
Sendo assim, o valor ideal do seu fundo emergencial será R$ 18.000 (6 meses).

Veja de onde tirar o dinheiro para começar a reserva de emergência

Mas, se hoje a família está sem grana – e devendo na praça, ou quase isso – de onde tirar essa grana?

Então, em primeiro lugar, podemos dizer que não tem mágica.

Mas, também não é tão difícil assim.
Dessa forma, se o orçamento familiar mal dá para pagar as contas, o jeito é fazer um freela, adotar o consumo zero ou fazer uma sessão desapego em casa.
Então, por exemplo, se você fizer um freela como motorista de app, passeando com cães da vizinhança, você vai promover a geração de caixa.
A partir daí, é só pegar esta grana e começar a sua reserva financeira no banco.
Outra dica é a semana do consumo zero, ou seja, não compre nada, não vá ao mercado, vá consumindo o que tiver na geladeira ou na despesa. Corte até o cafézinho da rua.
A partir daí, é só pegar esse dinheiro da economia e levar para o banco, na sua reserva de emergência que está crescendo.

Pratique o desapego para começar sua reserva financeira

Outra boa dica é praticar o desapego e levantar uma grana extra.
Sendo assim, olhe ao redor da sua casa, veja aquela ‘bike ergométrica‘, o celular antigo jogado em uma gaveta, alguma furadeira parada e até roupas que não servem mais.
Coloque tudo a venda, tire um dia ou o final de semana para fotografar e vender em grupos do bairro, no Enjoei ou qualquer outra plataforma.
Vale também fazer isso com livros, revistas, itens antigos que, às vezes, tem um bom valor com colecionadores. Então, com essa grana, sua reserva de emergência vai aumentando cada vez mais!

Veja onde depositar suas economias na reserva financeira

Mas, não adianta juntar o dinheiro e deixá-lo “debaixo do colchão” ou na caderneta de poupança.
Então, depois de todos estes esclarecimentos, vem o mais importante – e que poderia estar lá no topo do texto, na Semana 1.
Onde deixar guardado o dinheiro do fundo emergencial?

Nesse sentido, as melhores opções no Brasil atual são:
-Tesouro Selic, onde o dinheiro rende e você pode resgatar quando precisar.
-CDBs de Liquidez Diária, que, muitas vezes, rendem 100% (ou mais) do CDI.
-Contas Digitais ou Globais, pois o dinheiro já começa a render assim que cai na conta.
Por fim, a palavra de ordem é: além de ser um dinheiro intocável, esse fundo precisa estar seguro e ter liquidez para você sacar a hora que precisar – que realmente, precisar.