Como reconstruir sua reserva de emergência
Veja a importância de começar - e de não pular etapas
Você gastou mais do que devia no final do ano e também no início do ano, quando foi “pego de surpresa” com os impostos, então, é hora de reconstruir sua reserva de emergência.
A questão mais importante deste novo ano – que já entrou em março – é recuperar sua segurança financeira.
Se você meteu a mão na reserva de emergência para quitar dívidas pela empolgação do fim do ano ou pelos impostos pesados de janeiro, saiba que você agiu mal.
O fundo emergencial não é para gastos que você poderia ter programado.
Então, o primeiro passo, agora, é reconstruir a sua reserva de emergência e aprender a priorizar seus gastos para conseguir fazer bons aportes neste fundo.
Essa é a maneira mais fácil e segura de proteger seu futuro contra imprevistos – e contra você mesmo.
A reserva de emergência
A gente entende você, se você enfiou o pé na jaca e, quando viu, gastou muito mais do que devida – e queria.
Não deveria ser assim, mas acontece. Contudo, você precisa entender que a vida financeira é feita de ciclos, então, agora o ciclo é de economizar.
Se você não tem reserva de emergência ou se você tinha e usou tudo de dezembro para cá, a hora é de economia.
As situações inesperadas surgem e nos obrigam a usar o dinheiro que estava guardadinho, com tanto esforço.
Mas, após o uso do dinheiro, surge a necessidade de retomar o fôlego e começar do zero. Ou, recomeçar.
Então, vem conferir como reconstruir sua reserva de emergência não apenas fazendo economia nos gastos, mas indo muito além disso. Bora ver?
Como reconstruir sua reserva de emergência
O primeiro passo é fazer um diagnóstico inicial das suas finanças.
De nada adianta passar uma borracha no que aconteceu, que te levou a sacar toda a reserva de emergência.
Dessa forma, a sugestão é analisar o ocorrido e tirar lições para que não ocorra novamente – pelos mesmos motivos.
Então, a partir daí, precisamos recomeçar com a economia, poupar, guardar e investir. Mas, sobretudo, mudar de hábitos.
Especialistas recomendam que a reserva cubra de 6 a 12 meses do seu custo de vida.
Sendo assim, você está preparado para o próximo desafio?
Veja como fazer o diagnóstico para reconstruir sua reserva de emergência
Se a conta da reserva está vazia e bateu aquela ansiedade ou aquela sensação de vulnerabilidade, não se desespere.
É preciso ter calma e usar esse incômodo para aprender a lição de tomar mais cuidado com as finanças.
Mas, não adianta se culpar, afinal, se você precisou usar o dinheiro – sendo ou não uma boa causa – a reserva cumpriu o papel dela.
Dessa forma, ao evitar que você entrasse em dívidas caras de empréstimos para pagar as contas, ela te ajudou a não cair no crédito dos juros altos.
Por este motivo, antes de colocar o primeiro real na sua nova reserva de emergência, é preciso analisar bem o processo de reconstrução.
Ou seja, a dica é: você deve revisar seu orçamento mensal, ver o que te levou a “comer” toda a reserva de emergência e porque isso aconteceu.
Além disso, veja as despesas que você tinha antes da emergência ainda são as mesmas ou se você usou o dinheiro desse fundo porque aumentou o custo de vida.
Hora de fazer cortes para reconstruir sua reserva de emergência
Para acelerar a reconstrução e ter uma boa grana no seu fundo de emergência, você vai precisar cortar na carne.
Então, o primeiro passo é ver de onde virá o dinheiro dos novos aportes.
Saiba que, muitas vezes, essa história de poupar o que “sobra” no fim do mês não funciona.
Então, para ser mais eficaz que podemos te sugerir é a inversão, ou seja, caiu o salário na conta, reserve um valor para o fundo emergencial antes de qualquer outro gasto.
Além disso, é bem importante conferir nos gastos ocorridos e fazer pequenos ajustes no cotidiano.
Não sei se você já fez isso, mas dá para liberar uma boa grana – é até surpreendente. E, além disso, este momento é muito motivador para reconstruir sua reserva de emergências.
Saiba onde investir os valores da sua reserva de emergência
A escolha do investimento para “guardar” o que você “poupou” é muito importante.
Aliás, este é um dos pontos mais críticos sobre como reconstruir sua reserva de emergência.
E isso é importante porque o objetivo desse dinheiro é a segurança e a disponibilidade imediata.
Sendo assim, você não deve buscar riscos elevados, mesmo assim, dá para escolher boas opções, ainda mais com a Selic em 15%.
Dessa forma, bora ver algumas opções de onde reconstruir sua reserva de emergência:
Tesouro Selic:
É a opção mais segura, pois oferece liquidez diária e acompanha a taxa básica de juros.
CDBs de Liquidez Diária:
Há CDBs que rendem 100% ou até 110% do CDI.
Mas, neste caso, confira se a instituição possui garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Fundos DI:
Não estamos dando dicas de investimentos, mas os fundos com taxa de administração zero (ou quase), podem ser uma boa opção para o caso – em títulos públicos.
Não pule etapas para reconstruir sua reserva de emergência
Nos encaminhamos para o final do post, então, uma dica de ouro é antecipar um erro comum que pode também ocorrer com você.
E qual é esse erro? É acreditar que você só deve voltar a poupar se tiver grandes quantias.
A reconstrução da reserva é uma maratona, ou seja, deve ser de médio a longo prazo, por isso, é preciso constância.
Além disso, é importante dar o primeiro passo, depois, com o tempo, conforme você ajusta seu orçamento ou recebe rendas extras, os aportes podem ir aumentando.
Dessa forma, uma das estratégias mais valiosas para esse assunto é: não pular etapas.
Você não deve ficar ansioso para voltar a investir em projetos de longo prazo, como aposentadoria ou compra de bens.
Não. Comece devagar, pois se uma nova emergência surgir enquanto você está com todo o seu dinheiro preso no longo prazo, você cairá nos juros altos do empréstimo.
Então, foque 100% da sua capacidade de poupança na reserva até que ela atinja, pelo menos, três meses (ou seis) do seu custo de vida.