Comprar para aliviar a tensão? Como maio ativa gatilhos de consumo afetivo
Veja como mudar o mindset e começar a virar a chave
Você já foi ao shopping comprar para aliviar a tensão? Ou, em casa, quando viu estava em um e-commerce colocando itens no carrinho, apenas por estar estressado?
Pois é, o estresse e as datas comemorativas podem ser a combinação perfeita – perigosa – para as finanças.
Não sei se você sabe, mas o cansaço psicológico pode levar a gastos por impulso.
Nesse sentido, o ATW preparou um conteúdo para te ajudar a dominar suas emoções antes que elas dominem você e te façam passar o cartão.
Comprar para aliviar a tensão?
Maio seria um mês de calmaria, depois de quatro meses de gastos, mas, só na teoria.
Os primeiros quatro meses do ano são marcados por impostos, fim contas do Natal e do Réveillon (que ainda estava na fatura), Carnaval, Páscoa, material escolar…
Sabe aquelas energias renovadas do Ano Novo? Talvez não tenham chegado nem em maio…
Pois é, mas quando você pensa que maio será um mês para estar em paz com a mente e com o bolso… você se dá conta que tem o Dia das Mães.
Então, mesmo que o corpo e a mente peçam uma pausa, você não pode.
O perigo disso tudo é partir para o consumo como recompensa, indo às compras emocionais para compensar o estresse – ou como auto pagamento por estar trabalhando demais.
Nesse post, queremos te ajudar a identificar os gatilhos que transformam a carência afetiva em compras, que, muitas vezes, são totalmente desnecessárias.
Comprar para aliviar a tensão e para ter recompensa
A ciência explica que, sob altos níveis de estresse, o cérebro busca caminhos para o prazer.
Ou seja, pintou cansaço ou frustração, por que não comprar um presente para si – ou para alguém especial, no caso, neste mês, a mamãe?
Pois é, mas o problema é que o alívio dessa compra dura poucos minutos – e a fatura do cartão continuará pesada ao longo dos próximos meses.
E, como você sabe, o marketing e o varejo compreendem muito bem como são essas engrenagens.
Portanto, se você não se manter forte, a campanhas de “merecimento” fazem você abrir a carteira e passar o cartão.
Sendo assim, reconhecer esse processo é o primeiro passo para mudar o mindset e começar a virar a chave.
E as compras para o Dia das Mães?
E o Dia das Mães?
É a segunda data mais importante para o comércio.
Pois é, então, aqui aparece mais um ingrediente desse drama, pois se você sente culpa por passar pouco tempo com sua mamãe, a tendência é passar o cartão além da conta.
Ou seja, o consumo afetivo tenta compensar ausências ou conflitos.
Contudo, saiba que objetos não substituem a presença real. Jamais. E sua mãe sabe disso.
Nesse sentido, saiba que o esgotamento mental reduz a nossa força de vontade – e, por isso, você se torna mais vulnerável às compras por impulso.
Então, para evitar esse comportamento, evite navegar em sites de compras.
E, se estiver querendo comprar, coloque no carrinho, apenas, mas deixe a decisão para a manhã seguinte, que sabe o desejo muda – e o cartão fica a salvo!
Comprar para aliviar a tensão? Não! Troque o consumo por experiências
Então, se o objetivo de comprar é aliviar a tensão, que tal ir na contramão?
Existem caminhos muito mais eficientes e baratos para isso, sabia?
A dopamina liberada em uma caminhada ao ar livre ou em uma conversa profunda com um amigo pode te ajudar muito mais do que uma compra por impulso.
Além disso, a prática de um hobby libera mais dopamina e te deixa bem melhor do que passando o cartão e se arrependendo depois.
Sendo assim, tente canalizar sua necessidade de recompensa para o lado oposto ao das compras.
Já pensou em trocar por atividades que nutram o seu espírito? Passeios, caminhadas, uma boa conversa com amigo ou amiga das antigas, visitar a vovó, cozinhar uma receita nova…
E que tal ler aquele livro que está na estante há tempos?
Saiba que o consumo de objetos é passageiro, mas se você investir este tempo em boas experiências vai ser para sempre.
Dicas finais para deixar de comprar para aliviar a tensão
Para finalizar, se o teu fraco é a compra pela internet, a dica infalível é muito fácil de colocar em prática.
Essa técnica para domar o consumo emocional é bem simples: basta abandonar o carrinho de compras por um ou dois dias.
Ou seja, deixe-se levar pela satisfação da compra, coloque os itens no carrinho, mas não finalize o pagamento.
Saia do site e espere, no mínimo, 24 horas – ou 48 horas.
Entenda que isso permitirá que a onda emocional baixe e você vai se dar conta que aquele item não era tão essencial assim.
Além disso, saiba que o descontrole emocional encontra terreno fértil na desorganização financeira.
Então, se você não sabe quanto pode gastar, qualquer valor parece aceitável no cartão.
Sendo assim, a dica é – sempre – definir um valor máximo para o “lazer e recompensas” e outro para o “Dia das Mães” e outros presentes.
Saiba que ter limites claros funciona como um trilho para a sua mente, mas você precisa se manter fiel ao planejamento.
Além disso, não sei se você sabe, mas cada pessoa possui gatilhos específicos.
Ou seja, algumas compram quando se sentem sozinhas; outras, quando sentem que tiveram um sucesso, a fim de celebrar.
Então, o próximo passo é fazer um exercício de autoconhecimento para saber onde está a raiz do seu problema.
Por fim, adotar uma postura minimalista vai fazer você abandonar esse problema e pensar sempre no que agrega valor – de verdade.
Saiba que essa mudança de perspectiva reduz a ansiedade – e muito – pois o consumo consciente vai te levar a entender que menos, realmente, é mais.