Cortar gastos ou buscar crédito? Qual a melhor saída para o início de ano

Se a grana está curta, vamos te explicar como sair dessa

Atualizado em janeiro 29, 2026 | Autor: Michelle Verginassi
Cortar gastos ou buscar crédito? Qual a melhor saída para o início de ano

Se a grana está curta e os boletos estão se acumulando, qual é a melhor saída: cortar gastos ou buscar crédito?
Há quem diga que fazer empréstimo para pagar as contas não é uma boa, pois vai aumentar a bola de neve das dívidas.
Por outro lado, apenas cortar gastos pode não resolver se as contas forem altas, afinal, a economia do corte de gastos não dá resultado amanhã ou na semana que vem.
Sendo assim, o que fazer para dar conta dos compromissos e dos boletos que estão vencendo?
Este é o motivo deste post, pois vamos te explicar – com exemplos práticos – como você pode sair dessa. Bora?

A diferença de cortar gastos ou buscar crédito

Se você quer pagar boletos apenas cortando despesas, saiba que talvez não dê tempo de “dar a volta”, visto que os valores das contas podem ser altos.
Por outro lado, buscar empréstimo sem fazer uma boa análise antes, pode aumentar sua dívida.

Neste post, vamos te ajudar a resolver esta equação, mas já te adiantamos: quem disse que precisa escolher uma alternativa apenas?
Independente da resposta, é importante que você assuma um compromisso de responsabilidade e disciplina, em que o corte de gastos continue o ano todo.

Então, já respondendo sua pergunta com outra pergunta: já pensou em unir as duas alternativas em uma única estratégia?
Ou seja, cortando despesas do orçamento e buscando um “crédito bom”, você pode dar a volta por cima.
Dessa forma, você pode chegar em janeiro de 2027 em uma situação diferente. Bora?

Veja como começar seu corte de gastos hoje mesmo

Apenas cortar gastos pode não te ajudar a pagar os boletos no final do mês ou do início de fevereiro.
E por um simples motivo: digamos que você cancele algumas assinaturas ou streamings hoje. O resultado da economia será somente em fevereiro ou março, pois certamente ainda terá de pagar mais uma mensalidade antes do cancelamento total.
Dessa forma, só cortar gastos não vai resolver no curto prazo, mas vai ajudar, sim, no médio e longo prazo.

Sendo assim, bora começar hoje?
Então, a primeira dica é identificar e eliminar gastos invisíveis do seu orçamento, que estão levando seu dinheiro.
Dessa forma, vamos te ajudar conseguir dinheiro – mesmo sem ter – para investir no seu fundo de emergência ao longo do ano.

Conheça os gastos invisíveis do seu dia a dia

Os gastos invisíveis são despesas recorrentes e, muitas vezes, automáticas. Ou, até, impulsivas.

Começar o corte por estes gastos não só vai dar resultado no bolso, como vai te motivar a persistir.
Além disso, você pode ter no orçamento outros gastos camuflados, ou seja, valores que você gasta e nem sabe que está pagando.
Sabe aquela história de colocar no cartão de crédito e não conferir a fatura?
Pois bem, você pode estar pagando taxas bancárias que você nem percebe, assinaturas de streaming ou de serviços que você nem usa e assim por diante.
Sabe aquele cafezinho gourmet que você pegou na rua e nem teve tempo de tomar em paz e curtir o momento?
Que mal tem cortar esse cafezinho por alguns dias ou cortar as taxas e o streaming que você mal usa?

Saiba o que analisar antes de buscar crédito

Depois do corte de despesas que levavam seu dinheiro pelo ralo – e nem cortamos “na carne” ou no conforto – é hora de avançar.
Dessa forma, o segundo passo, em caso de dívida cara, substituir por uma dívida mais barata.
Dessa forma, você pode buscar crédito no mercado para pagar as contas.
Mas, como saber se é uma dívida boa ou não?
A grande questão é analisar e agir com calma. Mas, em resumo, se você tem uma dívida que te cobra 3,99% de juros ao mês, você pode contratar um crédito consignado a 1,99% ao mês, pagar a conta pesada.

Ou seja, você vai trocar uma dívida pesada por uma dívida mais leve – mas, claro, que precisa ser paga em dia.
Outra dica? Se o seu IPTU te oferece 30% de desconto a vista e você tiver um crédito ofertado de 0,99% ao mês, porque não contratar o empréstimo e quitar o IPTU para aproveitar o grande desconto?

E mais um exemplo: se não consegue pagar a fatura do cartão, com certeza buscar crédito vai sair mais barato do que o rotativo do cartão! Só fazer as contas…

Veja como calcular a parcela ideal antes de buscar crédito

Mas, há um problema nessa modalidade – e também em qualquer outra modalidade de crédito.
Então, saiba que um dos erros fatais ao buscar um empréstimo é focar apenas no valor ou na taxa de juros.
Ou seja, se você começar “por aí”, estará cometendo um grande erro.
A grande questão não é o valor liberado e nem a taxa de  juros, mas, sim, o impacto mensal da parcela no custo de vida.
Além disso, em vez de olhar a taxa de juros, prefira se informar sobre o CET, pois o custo total é o que conta, afinal, ele traz todas as taxas somadas.
Ou seja, o CET é todo o custo do crédito, pois ele soma as taxas de juros, as taxas de administração e outras taxas e tarifas.
Sendo assim, o que conta no “encarecimento da parcela” não é a taxa de juros que o banco diz, mas, sim, o CET.

Dicas finais sobre crédito e corte de gastos

A grande questão para ter um 2026 melhor que foi 2025 nas finanças, é pensar no longo prazo.
Ou seja, você precisa agir rápido para pagar as contas, mas depois de quitá-las, não afrouxe as rédeas, continue economizando e trocando dívidas pesadas por dívidas baratas a fim de manter suas finanças com pulso firme.
E, depois disso, não pare, continua com seu fundo de emergências, que vai ser uma grana para te socorrer justamente em situações como essa, de um mês cheio de contas a pagar.