Crédito e consumidor – Juros altos ou em queda: o que muda para quem quer comprar geladeira, celular ou moto parcelada
Aprenda a calcular o custo real antes de comprar eletro ou moto
Juros altos ou em queda, o que é melhor para quem precisa comprar?
Quando você precisa comprar uma geladeira, celular ou moto parcelada, você analisa os juros antes ou não?
Então, saiba que a oscilação da taxa básica de juros afeta o valor final de tudo o que você for comprar.
Em outras palavras, ela altera o tamanho das prestações no comércio.
Sendo assim, vem entender como os cenários de alta ou queda das taxas impactam o seu poder de compra.
E, mais do que isso, aprenda a calcular o custo real antes de assinar a compra do seu próximo eletro.
Juros altos ou em queda
A vontade de renovar os eletros da cozinha sempre aparece quando o final do ano se aproxima e a casa vai receber visitas, não é mesmo?
Além disso, trocar de smartphone ou adquirir uma moto ou carro também fazem parte dos planos de quase toda família.
Então, você vê anúncios chamativos que prometem parcelas pequenas para caber no orçamento.
Mas, quando você topa o financiamento sem entender como a taxa de juros altera o preço final do produto no carnê, você vai ter um problema.
Desse modo, assinar um contrato de longo prazo compromete a sua renda mensal.
Além disso, vai ser um peso financeiro e desnecessário.
O segredo para realizar o sonho de adquirir um bem sem acumular dívidas e entender o que muda com juros altos ou em queda.
Dessa forma, veja abaixo como as variações nos juros afetam cada compra.
O impacto da taxa básica no crediário e cartão
A taxa básica de juros estabelecida pelo Banco Central é o ponto de partida para você entender o cenário.
Todo o dinheiro emprestado no país, via empréstimo ou financiamento ou compra “sem juros” (que já têm juros embutidos) passa pela taxa básica de juros, a Selic.
Então, quando essa taxa permanece em patamares elevados, os bancos e financeiras aumentam as taxas de juros.
Ou seja, você paga mais pelos juros cobradas no cartão de crédito, no cheque especial e nos carnês de lojas.
Por outro lado, o início de um ciclo de queda nas taxas de juros barateia o custo do dinheiro.
Dessa forma, a redução permite a oferta de prazos maiores de pagamento com acréscimos menores de juros.
E isso significa que as parcelas mensais do seu financiamento serão menores.
Entenda porque o prazo longo encarece o produto
A substituição de uma geladeira ou máquina de lavar exige um planejamento.
Mas, como as redes de varejo costumam oferecer parcelamentos “sem juros”, você acaba seduzido, mesmo sendo um item de maior valor.
O que a maioria do brasileiro pensa? Apenas no valor da parcela.
Mas, esquece que está comprando hoje para pagar em 24x no carnê próprio da loja ou no cartão.
E essa “simplicidade” matemática faz tudo parecer fácil. Mas, serão dois anos pagando, pagando, pagando…
O que acontece é que os juros altos triplicam o valor cobrado pela mercadoria original na nota fiscal.
São os juros compostos cobrados mês a mês que inflam a dívida de forma silenciosa.
Então, antes de qualquer compra é preciso fazer uma avaliação para entender as vantagens para o seu saldo bancário:
-O parcelamento no menor número de vezes elimina a incidência de juros acumulados.
-A quitação rápida da compra devolve espaço no seu cartão para eventuais emergências do lar.
-Economizar o valor do bem em uma aplicação rende juros a seu favor até o dia da compra.
As linhas de crédito rápido na compra do celular
O mercado lança novos modelos de smartphones a todo momento e isso atiça o desejo de todos.
Então, para facilitar a venda de aparelhos caros, as operadoras e lojas criam planos de fidelidade.
Com isso, os parcelamentos escondem juros altos nas faturas.
Além disso, a aprovação facilitada de crédito cobra um preço alto embutido nas taxas e seguros.
Então, em períodos de juros elevados, a soma desses encargos faz o valor do produto ficar bem caro.
Qual a saída? Esperar o momento de queda dos juros ou juntar metade do valor para dar uma entrada maior, assim, os juros serão menores.
O financiamento da moto e a taxa de juros
A aquisição de uma motocicleta representa a conquista da independência de locomoção.
Ou, então, mais do que é isso, pois é uma ferramenta de trabalho.
Mas, os contratos de financiamento de veículos sofrem o impacto dos juros – que são altos, pois o prazo é longo.
Então, quando os juros sobem no país, o valor de cada prestação mensal aumenta.
Em contrapartida, fases de juros em queda reduzem o Custo Efetivo Total da negociação de 36 ou 48 meses.
Sendo assim, confira uma lista de providências antes de assinar o financiamento da sua moto:
-Exija a apresentação do documento com todos os impostos, taxas e juros na parcela.
-Comparação das taxas entre diferentes bancos.
-Oferta de uma entrada equivalente a metade do bem, pois reduz o peso dos juros.
A diferença entre juros nominais e o custo efetivo total
Os anúncios de lojas de departamento destacam taxas de juros nominais baixas.
E isso é feito para atrair a atenção dos consumidores.
Mas, essa porcentagem não reflete o valor real que sairá do seu bolso a cada mês.
O Custo Efetivo Total engloba a taxa de juros real, as tarifas de abertura de crédito e os seguros embutidos.
Então, uma taxa nominal de 1% ao mês transforma-se em um custo real de 3% quando somamos todas as pendências.
Sendo assim, a dica do ATW é: exija a discriminação detalhada de cada rubrica no contrato, pois isso está previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Dessa forma, você saberá quanto, de verdade, vai pagar de juros por cada item comprado.
Ou seja, compreender o impacto da taxa básica e entender como os juros altos ou em queda impactam sua decisões vai fazer toda a diferença na sua próxima compra.
Por fim, entenda que a organização das suas finanças domésticas oferece alternativas mais eficientes para realizar compras sem pagar juros altíssimos.
Depende apenas de você – e da sua organização financeira.