Crie um fundo pessoal para emergências em 30 dias
Depois disso, você terá noites de sono bem melhores.
Se você é daquele tipo de pessoas que pensa que construir fundo pessoal para emergências é bem complicado, felizmente temos uma boa notícia.
Você se enganou! Pode não ser fácil, mas não é tão difícil quanto pintam ou quanto você pensa.
Sim, isso exige sacrifício, mas, às vezes, você nem precisa cortar na própria carne.
Dessa forma, o que podemos te adiantar é que você pode começar hoje mesmo e já vai ter resultado em 30 dias.
É claro que ao final de um mês o valor “da sobra” não será tão grande, mas com certeza será um valor interessante e que vai estar te conduzindo ao valor dos 6 meses de custo de vida que é preciso para o seu fundo de emergência,
Mas, como fazer isso?
Sim, a gente entende, se hoje você está no vermelho, como fazer a mágica de “sobrar” o equivalente a seis meses do custo de vida?
A gente vai te explicar, mas antes disso, só precisamos te dizer uma coisa: é preciso começar.
Faça um diagnóstico e corte na carne para criar seu fundo
Então, o primeiro passo para começar a criar um fundo pessoal para emergências é… começar.
Se o objetivo é fazer isso em 30 dias, você deve começar hoje mesmo, pois a primeira semana deve ser a semana do pente fino.
Essa auditoria nas contas é importante para fazer um diagnóstico a fim de saber a quantas anda o seu orçamento.
Sendo assim, por onde começo?
O primeiro passo é analisar os últimos 30 dias do seu orçamento e identificar as “taxas vampiras” e assinaturas esquecidas.
Nessa Semana 1, cancele streaming, assinaturas e apps que você não usou no último mês ou na última semana.
Outra boa pedida é negociar ou eliminar tarifas de manutenção de conta bancária ou anuidade do cartão de crédito.
Além disso, na hora de ir ao mercado, como medida emergencial, substitua marcas caras de produtos de limpeza e higiene.
A sugestão é optar por opções de marca própria do supermercado, que podem ter a mesma qualidade, mas custam 30% menos.
Semana 2: consumo zero e vendas rápidas
Com as medidas da semana 1, certamente já sobrou algum dinheiro.
E essa grana você já deve separar e aplicar em uma conta, que tenha liquidez imediata.
Então, a partir daí, bora para a Semana 2:
Na segunda semana, mudaremos o foco, vamos para a geração de caixa.
Então, se na semana 1 o foco foi consumo zero e o corte de despesas, na segunda semana é hora de praticar o desapego.
Sendo assim, olhe ao redor da sua casa, veja aquela bike ergométrica, o celular antigo jogado em uma gaveta, alguma furadeira parada e até roupas que não servem mais.
Coloque tudo a venda, tire um dia ou o final de semana para fotografar e vender em grupos do bairro, no Enjoei ou qualquer outra plataforma.
Vale também fazer isso com livros, revistas, itens antigos que, às vezes, tem um bom valor com colecionadores.
E agora o mais importante: todo o dinheiro arrecadado com essas vendas deve ir direto para o seu fundo de emergência.
Semana 3: economizar com transporte
Na Semana 3 é hora de atacar um dos maiores pesos do orçamento: comida e transporte.
Sendo assim, diga adeus ao delivery, nada de comer fora nesse mês, inclusive no local de trabalho, opte pela boa e velha marmitinha.
Mas, nem por isso, tudo precisa ser um sacrifício, você e sua família podem comprar no supermercados e se dedicar a fazer pratos que todos gostam, mas em casa.
Já em relação ao transporte, nada de abastecer, use apps como o Uber ou até mesmo o metrô e o transporte coletivo, como o ônibus.
Lembre-se que é um sacrifício temporário e que ver a grana se acumulando na conta deste fundo de emergência no final do mês vai valer a pena.
Semana 4: mentalidade de longo prazo
Na última semana do desafio de criar um fundo pessoal para emergências em 30 dias, você deve manter a constância.
Não sei se você sabe, mas o maior inimigo da sua reserva é a tentação de usar para qualquer coisa que não seja emergência.
Promoção de passagem aérea? Troca do celular? O fundo emergencial não é para isso.
Desta forma, nessa semana, mude seu mindset para ter uma mentalidade de longo prazo e manter a persistência na economia e na alimentação do seu fundo.
Então, defina regras claras para o uso do dinheiro, como por exemplo, deixá-lo parado (rendendo juros) até que alguém da família seja demitido do trabalho.
Ou, então, saiba que uma emergência é algo que não pode esperar – de verdade – seja um problema de saúde ou de moradia.
Veja onde depositar suas economias no fundo pessoal para emergências
Mas, não adianta juntar o dinheiro e deixá-lo “debaixo do colchão” ou na caderneta de poupança.
Então, depois de todos estes esclarecimentos, vem o mais importante – e que poderia estar lá no topo do texto, na Semana 1.
Onde deixar guardado o dinheiro do fundo emergencial?
Nesse sentido, as melhores opções no Brasil atual são:
-Tesouro Selic, onde o dinheiro rende e você pode resgatar quando precisar.
-CDBs de Liquidez Diária, que, muitas vezes, rendem 100% (ou mais) do CDI.
-Contas Digitais ou Globais, pois o dinheiro já começa a render assim que cai na conta.
Por fim, a palavra de ordem é: além de ser um dinheiro intocável, esse fundo precisa estar seguro e ter liquidez para você sacar a hora que precisar – que realmente, precisar.