Todo mundo sabe que o carro elétrico é o futuro, mas o preço ainda assusta.
Por este motivo, nove empresas ligadas ao setor anunciaram uma aliança para popularizar o uso deste tipo de veículos.
Estas empresas do ramo automobilístico querem estimular o desenvolvimento do mercado para veículos elétricos.
Entre as vantagens, além do custo para rodar ser bem mais baixo que os veículos a combustão, há a questão de serem zero emissões de carbono.
A transformação da frota precisa ser feita, pois o processo é lento.
Entenda o que este grupo de empresas quer fazer para popularizar o carro elétrico no país e quais são elas, conferindo este post.

Veja quem forma a aliança entre empresas para popularizar o carro elétrico

Como a tarefa para a popularização do carro elétrico não é das mais fáceis, as empresas resolveram se unir.
E esta aliança servirá para unir várias pontas da cadeia do segmento automobilístico.
Desta forma, a ideia é estimular a demanda e a oferta junto ao público.
O grupo é formado por empresas ligadas ao setor automobilístico, porém, de segmentos diferentes.
Por exemplo, há uma montadora, duas locadoras, uma empresa de transporte por app e até duas empresas de combustíveis.
Para você ter ideia, uma destas empresas planeja eletrificar 100% de sua frota até 2030 e por isso faz parte da aliança em prol do carro elétrico.
Outra planeja investir R$ 100 milhões em uma estratégia para tornar o veículo elétrico mais acessível para o motorista de aplicativo.
As empresas são a Raízen, a Tupinambá Energia, a 99, Caoa Chery, Unidas, Movida, Zletric e Ipiranga.

Entenda qual o objetivo e a meta deste grupo de empresas

Entre os objetivos deste grupo de empresas está o aumento da participação de carros elétricos no país.
Atualmente, os veículos deste segmento representam menos de 2% do mercado.
Com isso, a meta é elevar para 10% das vendas totais no mercado nacional.
Além disso, a medida vai implicar na criação de 10 mil estações públicas de carregamento.
Ou seja, se acontecer o aumento da demanda é preciso também correr em paralelo o aumento da infraestrutura para estes carros rodarem no interior do país.
E isso, atualmente, é um implicador, afinal, não há muitas estações públicas para carregamento das baterias em todo o país.
Por falar em implicações, as montadoras de veículos têm destacado que, antes de produzirem veículos elétricos em larga escala, é preciso ter uma política concreta de estímulos para aumentar a participação destes veículos nas ruas.

Veja os números do setor levantados em pesquisa

Conforme divulgado na imprensa, a consultoria automotiva Bright, fez um levantamento sobre a frota eletrificada.
Segundo estes números, a frota que inclui os híbridos (carros com motores elétricos e de combustão) era de 80 mil no ano passado.
Destes, apenas 25 mil são 100% elétricos, que dependem exclusivamente de recarga para funcionar.
Desta maneira, a consultoria concluiu que em 2030 a frota eletrificada pode chegar a 2,9 milhões de veículos no País.
Destas, apenas 650 mil do tipo plug-in, ou seja, 100% elétricos.
Além disso, a consultoria levantou que o Brasil possui cerca de mil pontos de recarga de bateria para carros elétricos.
Para se ter ideia, a média no mundo é de um ponto de recarga para cada 8 veículos 100% elétricos.
Sendo assim, para a projeção do número de carros elétricos em 2030, seria necessário mais 80 mil pontos para recarregar as baterias dos veículos elétricos no país.