A pandemia do novo coronavírus trouxe muitas incertezas.

Uma delas em relação a quando vai chegar ao fim. Mas em um mar de incertezas, há uma certeza que não tem como fugir.

A certeza de que o ensino nunca mais será o mesmo!

Você pode não ter aproveitado a pandemia para fazer um curso online, mas muita gente aproveitou.

É aquela história de transformar o isolamento em ócio criativo.

Por isso, o ensino a distância cresceu de forma exponencial durante a pandemia.

Universidades aumentaram o número de alunos e milhares de cursos foram ofertados pela internet.

Se você ficou curioso sobre o assunto, confira este post até o fim.

 

Saiba porque a pandemia mudou a visão sobre o EaD

 Com o imperativo fique em casa, ocorreu uma grande transformação no ensino remoto.

Até então, o famoso EaD da faculdade era visto como uma opção bem menos eficiente do que o ensino presencial.

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A pandemia não apenas antecipou esta mudança de cultura, como fez com que houvesse um crescimento exponencial.

A partir do início da pandemia, cursos online, palestras e treinamentos pela internet explodiram.

E não foi só com os gurus da internet ou com especialistas que vendem curso pelo YouTube.

Os programas de aprendizagem de universidades feitos a partir de casa tiveram muita demanda.

E o motivo é bem simples: a obrigação era ficar em casa, muitos não tiveram mais nem trabalho. Então, a demanda de cursos online caíram do céu.

 

O ensino remoto zerou distâncias

De uma hora para outra, não era mais necessário sair de casa, pegar ônibus ou metrô e passar horas no trânsito ou sentado em uma classe de cursinho ou de universidade.

Tudo isso poderia ser feito do conforto do lar, no horário que a pessoa pudesse. Sem se expor ao vírus.

Não bastassem estas vantagens, eis o melhor de tudo: o ensino zerou distâncias.

Quem nunca teve que viajar, ter gastos com hotel, ficar longe da família e perder dias de trabalho para participar de um curso ou de um seminário?

O isolamento social foi mudando a cultura em relação ao ensino a distância e o que era novidade, agora faz parte da vida das famílias.

Hoje, quem mora no sul pôde participar de um curso em São Paulo e vice-versa.

Quem mora em São Paulo pode cursar uma escola do Rio ou de Minas, sem sai de casa.

 

Mais vagas no EaD do que em cursos presenciais

 Houve um aumento de 70% nas matrículas de cursos de educação a distância a partir do ano passado.

Foi isso que apontou uma pesquisa feita pela Catho Educação, divulgada no fim de 2020.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP, o Brasil já está ofertando mais vagas de ensino a distância do que presenciais.

A pesquisa do INEP aponta que o país tem 7 milhões de vagas no EaD e 6,3 milhões em cursos presenciais.

Para este levantamento foram consideradas vagas em cursos de ensino superior e cursos livres.

 

Números do crescimento do ensino remoto

Apesar de ter sido na pandemia que os números de cursos online explodiram, a tendência já apontava em crescimento no EaD.

O crescimento do número de alunos do ensino superior em cursos a distância já vinha em uma crescente.

Em 2009, o número de alunos no EaD era de cerca de 330 mil.

Em 2019, dados no INEP apontaram para um salto para mais de 1 milhão e meio.

São 379% de crescimento em apenas 10 anos.

Outro dado interessante acerca do assunto é em relação as maiores instituições de ensino no EaD.

A Unopar atualmente é a maior do Brasil, com mais de 360 mil alunos no ensino remoto.

A Uniasselvi  é a segunda maior, com mais de 280 mil. A Unip tem mais de 234 mil e a Estácio, 195 mil.

Somando apenas as quatro maiores, são mais de 1 milhão de alunos que fazem seus cursos a partir de suas casas.

 

Mas nem só de universidades vivem os cursos online

A atual relevância dos recursos digitais na educação é exemplificada pela McKinsey.

Segundo esta companhia de consultoria estratégica, o YouTube já é “a maior universidade do Brasil”.

Nove a cada dez usuários da plataforma têm o hábito de estudar e pesquisar por meio de vídeos, o que corresponde a quase 90 milhões de pessoas.

Para isso, segundo a McKinsey, basta verificar o sucesso de tantos canais de professores e especialistas nos mais variados assuntos.

Neste ramo, porém, é difícil ter números gerais e oficiais da quantidade de alunos.

Quer um exemplo? Uma escola trata especificamente de marketing digital e negócios divulgou que triplicou o número de alunos depois do início da pandemia.

Trata-se de um dos grandes players do marketing digital, que divulga em seu site que tem mais de 30 mil alunos.

Há pouco mais de um ano, eram apenas 7 mil matriculados.

Outro exemplo desta tendência é a paulistana Hotmart, uma plataforma para quem quer vender cursos online e produtos digitais.

A Hotmart publicou que mais que dobrou de tamanho em 2020.

A empresa tem 20 milhões de usuários e mais de 260 mil cursos.

Grande parte disso, graças a pandemia, fazendo jus ao ditado, enquanto uns choram, outros vendem lenços.

Em recente publicação, a Hotmart publicou quais são os cinco cursos online que mais vendeu depois de sete anos atuando no mercado digital.

Se você pretende tirar uma casquinha deste mercado, eis as maiores procuras: cursos de negócios e carreira estão no topo da lista, seguido por saúde e esportes.  Fica a dica!