Nosso planeta é rodeado por um sistema conhecido como magnetosfera.

Este campo é vasto. Como é magnético, sua função é desviar as partículas carregadas vindas do Sol.

Desta forma, acaba protegendo nosso planeta da radiação de partículas que são totalmente prejudiciais entre na atmosfera.

O impacto destas explosões solares ainda é mal compreendido.

Elas são erupções de radiação eletromagnética no Sol, são explosivas e podem demorar de minutos até muitas horas, sendo detectados aqui da Terra.

Pois é, depois das suas aulas de geografia na escola, dificilmente você tenha ouvido falar dos efeitos destas explosões, então, neste post a gente compilou informações para te deixar a par do que ocorre a nossa volta.

 

Entenda como são os campos magnéticos em volta da Terra

Os sistemas de campos magnéticos denominados como magnetosfera circundam o nosso planeta.

Você está habituado a ouvir que a camada de Ozônio protege a Terra dos raios do sol. Pois bem, a magnetosfera tem a mesma função de proteção, mas não dos raios ultravioletas e sim, das partículas.

Ela funciona como barreira protetora contra estas partículas ou emissões procedentes dos ventos solares, as chamadas tempestades solares.

É graças a este sistema protetor que ficamos a salvo do vento solar e da radiação de partículas prejudiciais, que nem chegam a entrar em nossa atmosfera.

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Se você já está pensando que pode ter algum risco aqui na superfície, aqui no solo, fica tranquilo.

Estudos apontam que a magnetosfera fica acima da ionosfera (que você estudou no sexto ano) e, portanto, está um pouquinho longe de nós: uma distância superior a 1000 km do solo.

E aí ocorre o seguinte, são duas camadas de proteção, uma pelo campo magnético terrestre, que você já ouviu falar. E a outra pelo campo magnético do próprio vento solar.

 

Entenda os efeitos das tempestades solares na tecnologia

Estas tempestades solares que bombardeiam a Terra podem trazer consequências para a tecnologia que usamos.

Se você não está entendendo o que uma coisa tem a ver com a outra, vamos por partes.

Como uma tempestade solar a mais de 1 mil quilômetros pode afetar sua vida aqui, ou o se celular?

Não é toda tecnologia que pode ser afetada, apenas as que se restringem aos satélites. Ou seja, boa parte do que usamos.

As tempestades podem prejudicar a tecnologia baseada em satélites, fazendo com que o alcance dos sinais dele aqui no solo tenha consequências.

Isso pode ocorrer porque elas devem aquecer a atmosfera externa da Terra e isso pode fazer com que ela venha a se expandir.

Caso isso venha ocorrer, vai dificultar o alcance dos sinais de satélite lá de cima aqui para nossos eletrônicos.

O problema não está apenas no alcance dos sinais destes satélites. Pode-se chegar ao momento em que partículas destas tempestades podem causar altas correntes na magnetosfera, elevando a eletricidade acima do normal.

Se isso vier a ocorrer, pode causar explosão e transformadores elétricos aqui no solo e até, em casos mais extremos, a explosões em usinas de energia elétrica.

 

Entenda como a pesquisa foi feita para chegar a esta conclusão

 

Estas conclusões de como tempestades tão distantes possam vir a afetar nossa vida aqui foi possível graças a estudos da Universidade de Shandong na China e também pelo Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA.

O artigo foi publicado na Nature Physics e promove esta visão interessante sobre o assunto, que pode abrir espaço para uma nova compreensão geoespacial.

Vamos por partes, para justificar como satélites terrestres podem ser afetados.

Os pesquisadores avaliam que houve um aumento grande na fotoionização da região ionosférica entre 90 e 150 km de altitude. Bem lá para cima.

E este fenômeno observado pelos pesquisadores demonstra que poderá ter uma série de efeitos na região geoespacial. Isso pode levar ao chamado “aquecimento Joule” na da atmosfera superior da Terra.

Se a palavra Joule chamou sua atenção, a gente explica.

É um tipo de aquecimento onde a passagem de uma corrente elétrica em material condutor, solta calor. É o caso do chuveiro elétrico.

Ou seja, como efeito das tempestades solares, poderemos ter um aquecimento na magnetosfera e isso pode levar a uma reconfiguração diferente do que se sabe da magnetosfera.

Tudo isso foi possível graças ao conjunto de dados coletados por sistemas globais de navegação por satélite.

Para isso, foi usada a rede europeia de radares de espalhamento, além de satélites ionosféricos e até satélites em órbita lunar.

Os ventos solares, ou tempestades, atingem a Terra a uma velocidade de 500km por segundo. Se você for fazer o cálculo e transformar em km/h, a velocidade vai a quase 2 milhões de km/h. Imagine!

Por fim, pelo menos uma boa notícia. Ou, pelo menos, curiosa.

Com este estudo, foi constatado que uma pequena rachadura se abriu neste escudo magnético da Terra, o que não é tão incomum. E isso vai fazer com que as auroras sejam mais brilhantes. Sabe aquelas manhãs com mais luzes verdes e azuis? Pois é…