Com a popularização e acesso facilitado aos meios de comunicação, o conceito de fake news ganhou forma. Empregado às notícias fraudulentas que circulam nas mídias sociais e na internet, o conceito é aplicado principalmente aos portais de comunicação online. 
Exemplos são redes sociais, sites e blogs, que são plataformas de fácil acesso e, portanto, mais propícias à propagação de notícias falsas, visto que qualquer cidadão tem autonomia para publicar.

Mas onde as fake news estão?

Em 2018, o Instituto Mundial de Pesquisa (IPSO) divulgou um estudo intitulado: “Fake news, filter bubbles, post-truth and trust (Notícias falsas, filtro de bolhas, pós-verdade e verdade)”, que revela dados importantes. 
De acordo com o levantamento, 62% dos entrevistados do Brasil admitiram ter acreditado em notícias falsas, valor acima da média mundial que é de 48%. 
Um outro estudo, consultado em junho de 2020, sobre o Relatório de Notícias Digitais do Instituto Reuters (Reuters Institute Digital News Report), mostrou que o WhatsApp é uma das  principais redes sociais de discussão e troca de notícias no país, perdendo apenas para o Facebook. 
O levantamento apontou que 48% dos brasileiros que participaram da pesquisa usam o aplicativo como fonte de notícias, número bem superior comparado ao índice de países como  Austrália (8%), Reino Unido (7%), Canadá (6%) e Estados Unidos (4%).

Entenda como as fake news acontecem

As fake news crescem conforme o número de compartilhamentos, então é necessário repassar somente informações verídicas e sempre se questionar caso veja uma manchete duvidosa. 
Notícias falsas espalham-se rapidamente e apelam para o emocional do leitor/espectador.
Também chamam a atenção com títulos sensacionalistas e causando o consumo do material “noticioso”.
Tudo isso sem a confirmação da veracidade de seu conteúdo.

Consequências das fake news

O compartilhamento de informações fraudulentas tem grande consequências, apesar de parecer inofensivo. No Brasil, em 2014, a disseminação de uma fake news provou uma verdadeira tragédia.  
Na ocasião, uma mulher foi linchada até a morte por moradores da cidade de Guarujá, em São Paulo. Fabiane Maria de Jesus tinha 33 anos, era dona de casa, casada, mãe de duas crianças, e foi confundida com uma suposta sequestradora de crianças, cujo retrato falado, que havia sido feito dois anos antes, estava circulando nas redes sociais. 

Impacto na saúde

Outro caso famoso de disseminação de fake news é o do movimento anti vacinação. Indivíduos contrários ao uso de vacinas espalharam conteúdos falsos, alegando que as composições químicas das vacinas eram prejudiciais à população.
As informações afirmavam que os medicamentos contra febre amarela, poliomielite, sarampo, microcefalia e gripe poderiam ser um risco para a saúde, provocando as respectivas doenças nas pessoas, quando vacinadas.
Uma das consequências da propagação dessas falsas informações foi o crescimento alarmante no número de casos de sarampo no Brasil em 2018,  o que acarretou numa campanha intensa realizada pelo Ministério da Saúde. 
De modo a combater às fake news referentes ao assunto, o órgão lançou propagandas e informativos de combate às falsas informações sobre vacinas em diferentes veículos de comunicação e nas redes sociais. 
Outro resultado da disseminação de tais notícias foi uma população desconfiada do sistema público de saúde.
E muitos outros órgãos que atendiam às campanhas de vacinação, além de uma considerável diminuição no número de pessoas imunizadas, algo extremamente perigoso em épocas de epidemias e surtos.

Mas como escapar de notícias falsas?

Para se proteger contra as fake news, verifique sempre as informações recebidas e certifique-se da veracidade da notícia antes de compartilhar. Na dúvida, não compartilhe. 
Siga as nossas dicas:

  1. Títulos sensacionalistas ou milagrosos? Tenha dúvida, são geralmente feitos para acumular cliques e não necessariamente passar veracidade. Procure as informações em outros veículos, especialmente nos conhecidos como “grande mídia”. 
  2. Confira a data da publicação. Uma notícia real, porém antiga, pode causar pânico ou criar expectativas sobre alguma situação já resolvida ou controlada. 
  3. A fonte realmente existe? É um canal com credibilidade? Há outras publicações duvidosas nesta plataforma? É sempre interessante investigar mais a respeito do site em questão.
  4. Consulte sites de verificação gratuitos. Repassar informações falsas, ainda mais se forem de grande complexidade, é perigoso. Não alimente as fake news.