Logo quando se tornou conhecida, a doença do coronavírus não apresentava grandes riscos para pessoas que praticam atividades físicas regularmente, existindo apenas sintomas leves.

À medida em que os estudos avançam, novas descobertas vão surgindo. Em 2020, a Agência FAPESP realizou uma pesquisa com 209 pacientes internados em estado grave em dois hospitais de São Paulo e constatou que a atividade física se mostra importante para diminuir a quantidade de casos de internação, mas quando um paciente tem um quadro mais crítico da doença, o fato de serem ativos não muda as condições de risco.

Já uma pesquisa mais recente da USP foi mais além e subdividiu os grupos chegando à conclusão que os pacientes com mais força e massa muscular se recuperavam mais rápido da doença.

 

O que essas duas pesquisas querem dizer?

Os exercícios físicos aeróbicos e cardios têm efeito sistêmico, melhoram a resposta imunológica, aumentam o metabolismo e reduzem os riscos de doenças cardiovasculares. Caso o indivíduo não possua outras condições físicas, como diabetes e asma por exemplo, é possível que a infecção não ocorra ou se apresente de forma leve.

Por outro lado, pessoas ativas podem apresentar uma gravidade se tiver uma patologia que seja afetada pela infecção do vírus das Sars-cov2, que tem a característica de enfraquecer as pessoas onde já possui algum tipo de debilidade.

A pesquisa da USP complementa a pesquisa da FAPESP, comprovando que a atividade física beneficia as pessoas mesmo em casos extremos.

 

Os músculos e a saúde

Primeiro precisamos desmistificar a visão de força com uma musculatura aparente, onde a condição de fortalecimento muscular se baseia em trabalhar com as fibras já existentes, já na hipertrofia o ganho de massa muscular não está necessariamente ligado a resistência.

Por isso, não significa que somente pessoas com a musculatura definida teriam mais vantagens de recuperação do que atletas com o corpo mais magro.

Isso acontece porque os músculos mais fortes melhoram a postura e o condicionamento físico, criam resistências a infecções e as atividades associadas melhoram o sistema cardiorrespiratório.

Anúncios


 

Perda muscular por infectados pelo coronavírus

Um trabalho de fortalecimento gradual da musculatura vem sendo estudado e acompanhado pelos médicos, profissionais de educação física e fisioterapeutas.

Além do enfraquecimento causado pela corona vírus, os quadros clínicos graves onde o paciente permanece muito tempo internado levam a uma perda significativa de massa magra, isso porque a infecção pelo coronavírus pode afetar tanto o sistema nervoso central quanto os músculos.

Geralmente esse quadro está relacionado principalmente a um processo inflamatório causados por uma proteína chamada interleucina que atinge pessoas covid-19, e levam a perda muscular.

Outro motivo envolve a quantidade de tempo sem atividade física, com uma alimentação inadequada para circunstâncias e que não favorecem a fibra muscular.

 

Fortalecimento da musculatura para recuperados da covid-19

Quem passa por um quadro grave da doença tem um longo processo de recuperação pela frente inclusive de massa muscular.

Um estudo realizado pelo hospital Sírio-Libanês em São Paulo mostrou que pacientes com quadro grave de COVID-19 podem perder até 2% de massa muscular ao dia durante a internação em unidade de terapia intensiva.

Para os pesquisadores essa perda de massa é extremamente perigosa e grave, porque aumenta o risco desse paciente já adquiri outras infecções além de agravar doenças já existentes.

Por um lado, pessoas que tinham hábitos saudáveis antes de contrair o vírus tem mais chances de recuperar a massa muscular e voltar as atividades com orientação profissional.

É necessário um acompanhamento médico para ver se não houve um comprometimento cardiovascular. É importante ter uma avaliação para não comprometer a recuperação completa do paciente e permitir que ele retome a rotina de atividades.

Um exame que antecede o retorno aos exercícios, é cardiograma e o teste de esteira.

Mas e aqueles que não se internaram e tiveram apenas sintomas leves podem voltar aos exercícios?

Sim, mas de forma gradativa e com treinos de baixa intensidade.

A recomendação é voltar com alguns minutos de alongamento, depois uma caminhada e atividades aeróbicas são uma ótima opção, mas lembre-se não exagere na reabilitação é importante ressaltar que o início das atividades deve ser de baixíssima ou baixa intensidade de acordo com o nível de internação que a pessoa ficou.

É importante também, que a pessoa continue fazendo o monitoramento da oxigenação durante todo esse processo para saber se está tudo ok.

Além desses exercícios se alimentar é fundamental para o corpo ganhar resistência que consiste em uma boa distribuição dos nutrientes como carboidratos gorduras e principalmente as proteínas.

O descanso é fundamental pro bom desenvolvimento dos músculos por isso boas noites de sono precisam fazer parte da recuperação.