Se você um dia foi criança é bem provável que seus pais te presentearam com uma caderneta de poupança. Aquele cartãozinho com seu nome, o valor depositado e os rendimentos anotados à caneta.

Se identificou? Bem, então você entregou sua idade.

Há alguns anos a poupança perdeu seu status de ser um bom presente de avô ou de pais para os filhos. Isso porque seu rendimento tem sido cada vez menos significativo.

Ainda mais agora, com a Selic lá embaixo, ainda vale a pena?

É isso que nós vamos te responder neste post.

 

A queridinha do brasileiro

Se a caderneta de poupança é contestada, porque ela ainda é a queridinha do brasileiro?

Um em cada dois brasileiros tem sua poupancinha aberta em algum banco. Apesar do dinheiro mais minguar do que crescer, dependendo do período.

Mas, afinal, vale a pena deixar o dinheiro na poupança? Ele vai ficar parado ou vai render?

Bem, vamos lá, um assunto de cada vez…

 



Saiba o que é a Selic. Ela é ruim ou não?

A taxa Selic é uma referência para a nossa economia. Ela é usada pelo Banco central para controlar a inflação do país.

É quase como um indicador indireto de como vai a economia.

O que é preciso ficar atento é que qualquer mudança na Selic vai afetar tua vida.

Ela impacta na inflação, na taxa dos financiamentos e, por outro lado, no rendimento dos investimentos.

 

Poupar é diferente de investir

Antes de tudo, vamos definir o que é poupança. Não precisaria, mas não custa nada. Seu nome vem de poupar. Poupar vem de economizar.

Se você apenas “guarda” seu dinheirinho na poupança e o objetivo é apenas este, então, está tudo certo.

O problema é que você poderia fazer ele render, fazer ele trabalhar pra você em vez de ficar parado.

E aí está o x da questão.

 

A rentabilidade é minguada

A segurança e a liquidez, tão elogiadas na poupança, além de ser isenta do imposto de renda, se traduzem também em rentabilidade bem minguada.

Mas se rende pouco, porque 100 milhões de brasileiros têm uma poupança em algum bancão?

Talvez porque ela completou 160 anos de existência, ou seja, vem de uma época em que não existiam tantas opções de investimento. É a aplicação mais popular do Brasil.

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Menor patamar histórico da Selic

Quanto menor a Selic, menor será o rendimento da poupança. A Selic está nos seus menores patamares de todos os tempos.

Isso significa que o retorno da poupança fica ainda mais comprometido. O que já era baixo ficou menor ainda.

Desde 2012, sempre que a taxa básica de juros ficar igual ou menor que 8,5% ao ano, a poupança pagará 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), mas esta costuma ficar no zero.

Então, como fica a poupança com esta Selic?

 

Como o rendimento da poupança é calculado

Certamente você já ouviu seu pai ou tio falar que a poupança é segura e rende “meio por cento ao mês”.

Isso não vai acontecer tão cedo. Desde o ano passado o Banco Central empurrou a taxa Selic mais para baixo ainda: de 2,5% para 2%.

 

Quanto rende R$ 1 mil na poupança com a Selic a 2%?

Traduzindo em números, se você abrisse uma caderneta de poupança para seu filho, depositando R$ 1 mil reais, sabe o que aconteceria?

Ao final de um ano ele teria R$ 1.014,00, ou seja, apenas R$ 1,16 de rendimento por mês.

 

O quadro pode mudar e a poupança ficar atrativa?

Sinceramente? Não. Pelo cenário que vivemos, não é segredo pra ninguém que a expectativa é de que os juros permaneçam lá no chão por bons anos.

Mesmo que subir um pouco, a Selic não deve ficar acima de 8,5%. Hoje está em 2%.

Desta forma, a poupança foi e sempre será um bom colchão para guardar seu dinheiro. Nada mais do que isso!

 

O que fazer?

Se você quer investir e seu objetivo é conseguir retorno acima da inflação, há algumas opções.

Para quem tem este objetivo, vamos pinçar três opções se você é conservador e quer dormir sossegado longe da Bolsa de Valores.

Como são de renda fixa, também rendem menos com a Selic baixa, mas, ainda assim, levam vantagem frente à poupança.

Se bem que é bem difícil ser pior que a poupança. Mas vamos lá!

O Tesouro Selic é uma alternativa se você preza pela liquidez diária. Outra opção é o CDB de bancão, que todos já conhecem.

Por fim, a terceira opção é investir em um fundo DI Simples, que aplica toda a carteira no Tesouro Selic e não cobra taxa de administração. Vale a pena se informar sobre cada um para tomar a decisão!