Impostômetro: o que você poderia comprar com os R$ 3 trilhões que o brasileiro já pagou em impostos em 2025?
Medidor engloba impostos, mas também taxas e contribuições
Você conhece o Impostômetro e sabe o que ele informa?
Trata-se de um “medidor de impostos” e ele mostra o que você poderia comprar com os trilhões que o brasileiro já pagou em impostos ao longo de cada ano.
Mas, o que daria pra fazer com os R$ 3 trilhões que você já pagou em impostos até o início deste mês de outubro?
É para responder esta pergunta, que preparamos este post.
Dessa forma, saiba que o valor contabilizado pelo Impostômetro engloba não apenas impostos federais, estaduais e municipais.
Mas, também, engloba também taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária.
Sendo assim, você pode ter uma visão do esforço fiscal das empresas e dos contribuintes brasileiros ao longo do ano para estar em dia com o fisco.
Então, leia até o fim e se surpreenda com a montanha de dinheiro que cada brasileiro paga de imposto todo santo ano.
O Impostômetro
Antes de falarmos do valor exorbitante de impostos já arrecadados no país, bora explicar o que é o Impostômetro!
O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registra tudo o que o país já arrecadou de impostos.
Ele mostra o montante que representa a soma de impostos, taxas e contribuições que o brasileiro já pagou.
Neste cálculo, é contabilizado os valores pagos aos governos federal, estaduais e municipais, do início do ano até agora.
Na sede, inclusive, há um painel onde o valor vai sendo atualizado, segundo a segundo.
Além disso, também é possível acessar pelo site e conferir, segundo a segundo, o valor sendo atualizado.
E nesta terça, dia 07/10, o Impostômetro alcançou a marca de R$ 3 trilhões.
O mais impactante é que o valor foi alcançado 25 dias antes quando comparado com o ano passado.
Em 2024, os 3 trilhões apareceram no painel somente no dia 1º de novembro.
Sendo assim, este crescimento no bolo de impostos mostra que o ritmo da arrecadação cresceu 9,37% no intervalo de um ano.
Para você ter ideia, em 2024, o Impostômetro ultrapassou a marca de R$ 3,6 trilhões ao final do ano.
Saiba o que poderia ser feito com os R$ 3 trilhões do Impostômetro
Sim, os R$ 3 trilhões pagos pelos brasileiros são impactantes.
Mas, pode ser também um número abstrato e difícil de imaginar na vida real.
Sendo assim, a pergunta é: o que poderia ser feito com R$ 3 trilhões?
Então, o ATW garimpou algumas informações e fez o cálculo: fizemos o que o poder público não faz: traduzimos a cifra em entregas concretas.
Confira alguns itens e bens que você poderia comprar com este valor:
-Com este valor, você poderia comprar 4,7 milhões de apartamentos de 3 quartos no Morumbi/SP.
– Daria para comprar 97 milhões de Fiat Mobi 1.0 ou 3 milhões de veículos Porsche Panamera. Ou ainda, 43 milhões de Jeep Renegade 1.8.
– Aplicado na poupança, renderia R$ 404 mil por minuto, ou seja, R$ 24 milhões por hora.
-Com este valor, seria possível comprar e distribuir quase 7 bilhões de cestas básicas à famílias carentes.
Veja algumas referências do Impostômetro
Dessa forma, saiba o que o governo poderia fazer com esta grana, e que certamente mudaria o dia a dia das pessoas.
Então, bora conferir algumas referências que mostram a montanha de dinheiro que já foi arrecadada:
1-Com R$ 500 mil: dá para tirar 50 alunos do ensino público ruim e colocar em boas escolas privadas por 1 ano.
2-R$ 10 milhões: viabiliza 150 casas populares para famílias carentes.
3-R$ 1 bilhão: custeia 50 mil reformas emergenciais em casas inseguras.
4-R$ 500 bilhões: seria possível zerar a fila do SUS para cirurgias eletivas e manter o serviço por muito tempo.
Entenda os fatores que impulsionaram a arrecadação tributária
Pois bem, a somatória é ainda mais impactante se a gente considerar o que diz a ONU.
Conforme as Nações Unidas, nem precisaria dos R$ 3 trilhões para acabar com a fome no mundo por 11 anos e meio.
Então, como falamos, o valor impactante dos R$ 3 trilhões foi alcançado antes do que em 2024, e do que em 2023 e assim por diante.
Entre os Estados, São Paulo representa 37% do total da arrecadação do Brasil, conforme a ACI paulista.
Dessa forma, uma pergunta é pertinente: quais fatores impactaram e impulsionaram essa arrecadação a maior?
Conforme o próprio Impostômetro, segundo análise do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da ACSP, há uma combinação de fatores.
Sendo assim, veja os principais motivos do aumento da arrecadação:
– Aquecimento da atividade econômica, que ampliou a base de arrecadação;
– Inflação, que aumentou a arrecadação de tributos sobre o consumo;
– Tributação das apostas online (bets) e de fundos exclusivos e offshores, aprovada recentemente;
– Mudanças na tributação de incentivos fiscais estaduais (subvenções);
– Retomada da tributação sobre combustíveis e aumento das alíquotas do ICMS em alguns estados;
– Impostos sobre encomendas internacionais, incluindo a chamada “taxa das blusinhas”;
– Reoneração gradual da folha de pagamentos;
– Fim dos benefícios fiscais para o setor de eventos (Perse) e alta do IOF.
Entenda o contexto da arrecadação em 2025
Pois bem, o ano de 2025 vem sendo marcado por medidas fiscais e tributárias.
Toda hora, na mídia, tem notícia da votação ou da implementação de impostos, tributos e taxas.
Mas, algumas vezes, os governos voltam atrás… mas, nem sempre.
O governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, tem priorizado a recomposição de receitas.
Essas medidas, somadas ao ambiente econômico, têm permitido que a arrecadação cresça acima da inflação.
Aliás, bem acima, o que acaba garantindo maior fôlego para o financiamento das despesas públicas.
Dessa forma, os gastos dos governos, estimados pelo Gasto Brasil, outra ferramenta das associações comerciais, somam R$ 3,98 trilhões.
Ou seja, quase R$ 1 trilhão a mais que o valor arrecadado.
Sendo assim, é perceptível que há um desequilíbrio entre arrecadação e despesas do governo, o que é preocupante.
Além disso, isso mostra que o Brasil está operando no vermelho, apesar dos novos impostos e tributações.
Sendo assim, isso compromete a sustentabilidade fiscal e pressiona ainda mais a necessidade de mais impostos, embora o brasileiro já esteja calejado de tanto que paga, para todas as instâncias.