Inverno e finanças emocionais: por que o frio muda seu jeito de gastar
Vem descobrir os motivos pelos quais o frio mexe com seu bolso
Inverno e finanças emocionais mudam os hábitos de todos, inclusive de consumo e de gastos.
Você já percebeu como a chegada dos dias cinzentos e das noites geladas altera o ritmo da nossa rotina de consumo?
E essa mudança na temporada fria mexe com as decisões do bolso.
Com o termômetro em queda livre, o orçamento começa a ficar apertado por conta dos gastos dessa época do ano.
Você acha que gastar com roupas pesadas, banhos intermináveis e comidas calóricas vai afastar o frio?
Até pode, mas isso pode complicar as finanças na família.
Mas, o problema é que você só vai descobrir isso quando os boletos pesados chegarem – ou a fatura do cartão.
Sendo assim, vem descobrir os motivos pelos quais o frio mexe com seu bolso e veja táticas de proteção financeira para aplicar hoje mesmo.
Inverno e finanças na sua alimentação de inverno
Quando o corpo encara o vento gelado da rua, o metabolismo trabalha em dobro para tentar manter a temperatura interna do organismo.
Isso é ciência. Mas, há muito mais do que isso que se relaciona ao inverno e as temperaturas frios.
Em geral, isso aumenta seu apetite, direcionando a “fome” para a busca por carboidratos, gorduras e açúcares.
Mas, o problema não está aí – a não ser os quilinhos a mais embaixo do casaco – e, sim, quando o frio traz a preguiça e você apela para o app de delivery com frequência.
A gente te entende, pois o cansaço de cozinhar no frio faz com que o consumo de pizzas, caldos prontos e outros pratos via delivery disparem – e também dispara o seu gasto.
Mas, para não virar refém dessa armadilha de temporada, você precisa antecipar o cardápio da semana.
Então, saiba que preparar sopas caseiras e congelar as porções garante uma refeição quente e barata na hora da preguiça.
Inverno e finanças: a busca por aconchego
Você já deve ter sentido aquela vontade incontrolável de transformar o seu quarto em um verdadeiro refúgio de hotel cinco estrelas durante os meses de julho e agosto.
Esse comportamento nasce da carência tátil e do desejo de acolhimento que a falta de sol desperta no nosso sistema nervoso central ao longo dos dias.
A indústria do varejo conhece perfeitamente essa vulnerabilidade psicológica e passa a exibir anúncios tentadores de cobertores macios, aquecedores modernos, canecas decoradas e pantufas felpudas.
O problema começa quando compramos esses itens de decoração por pura carência de bem-estar momentâneo, sem avaliar se o lar realmente necessita daquela renovação de enxoval.
-O uso indiscriminado de aparelhos elétricos eleva a conta de energia a patamares assustadores, agindo como um vilão silencioso no caixa do mês.
-Antes de adquirir um casaco novo no shopping, revise o seu armário e use o que ficou esquecido nas gavetas durante o verão anterior.
-Use mantas antigas e mude a disposição das almofadas para renovar o visual da sala sem gastar um centavo de real na internet.
O perigo das compras virtuais sob as cobertas
Os dias de chuva e frio reduzem de forma drástica as atividades físicas ao ar livre e os encontros sociais nos finais de semana, obrigando o casal a permanecer mais tempo dentro de casa.
Isolados no sofá e com o celular nas mãos, o ócio vira um terreno fértil para a navegação sem rumo pelos sites e aplicativos de grandes magazines.
A facilidade de realizar compras com apenas um clique transforma o comércio eletrônico em um passatempo perigoso para preencher o vazio das horas ociosas na rotina.
A dopamina liberada ao fechar um carrinho de compras traz uma alegria passageira que logo evapora, deixando apenas a parcela pendente no cartão de crédito.
Para combater esse hábito nocivo de consumo por tédio, desinstale os aplicativos de lojas virtuais do seu aparelho móvel durante a temporada de inverno.
Substitua o monitoramento de ofertas pela leitura de livros parados na estante, jogos de tabuleiro em família ou maratonas de filmes que tragam entretenimento gratuito para o lar.
O status social da moda e do lazer de inverno
Precisamos encarar a realidade do mercado de vestuário nessa época, não acha?
As peças de roupa de frio custam o triplo e o seu bolso sofre.
Lãs, couros, botas e sobretudos demandam processos fabris complexos que encarecem o valor do produto.
Qual a saída?
Então, essa busca por validação externa faz com que você compre sempre o casaco da moda em suaves parcelas no cartão.
Mas, comprar rompa com essa necessidade de aprovação alheia vai só complicar suas finanças e não resolver seu problema.
Além disso, você não precisa sair viajar ou passear em cidades caras para “curtir a neblina” ou o frio.
Que tal promover um inverno diferente e gostar do aconchego do inverno em casa?
Mas, não significa que você deve se trancar em casa, significa que você, neste ano, não vai gastar fortunas em viagens.
Então, é só usar a criatividade para o entretenimento em casa ou na sua cidade.
Um exemplo é: promova encontros no estilo “queijos e vinhos” na sua casa.
Você pode chamar amigos ou familiares e socializar de uma maneira sadia e econômica, onde cada um traz um prato ou bebida.
Dessa forma, esse formato divide os custos da noite de forma justa e garante boas risadas.
Mas, além disso, faça questão de passear na rua, descobrir atrações culturais gratuitas e feiras de bairro – que não cobram ingresso.