Juros explicados com exemplos do dia a dia digital
Exemplos reais de juros no dia a dia
Se você não teve educação financeira na escola, gostaria de recuperar o tempo perdido e ver os juros explicados com exemplos simples do cotidiano?
As taxas de juros impactam seu saldo bancário e se você não entende muito de juros e juros compostos, saiba que eles podem estar corroendo sua grana.
O conceito de juros deixou de ser um tópico restrito às páginas de economia no país, pois ele se tornou presente no dia a dia das pessoas, afinal, em um tempo de crédito farto, os juros acabam movimentando a economia.
Quer alguns exemplos de como os juros estão presentes na tua vida, sem você perceber?
Seja ao abrir o aplicativo do banco, ao parcelar uma compra ou ao ver o rendimento de uma “caixinha” na conta digital, os juros estão ali – quase invisíveis.
Então, bora compreender essa dinâmica e entender como funcionam os juros no Brasil?
Juros explicados
Se você nunca se interessou por economia, que tal a gente traduzir o economês para a linguagem do cotidiano?
Então, neste post, preparamos um conteúdo exclusivo sobre os diferentes tipos de juros para te ajudar a zelar melhor por seu dinheiro.
Saiba que os juros não são vilões ou heróis, pois tudo depende do lugar em que você os insere na sua vida e nas suas finanças.
Então, aprender juros explicados com exemplos do dia a dia vai te ajudar a entender a matemática do jogo financeiro.
Mas, antes de tudo você precisa entender a diferença entre juros simples e compostos.
Dessa forma, com dicas práticas você pode ter seu patrimônio multiplicado ou ver seu dinheiro fugindo entre os dedos.
Saiba o que são os juros
Podemos definir os juros de uma forma muito simples: é o custo do seu dinheiro.
Ou seja, os juros são o preço que se paga pelo uso do dinheiro de alguém ou de um banco.
Então, pense que o dinheiro é um objeto que você aluga ou um veículo.
Dessa forma, se você pega emprestado, paga o aluguel (juros devedores).
Mas, por outro lado, se você empresta o objeto, é você que ganha juros, ou seja, se você empresta grana ao banco (investe), você recebe o aluguel (juros credores).
No dia a dia digital, isso também acontece, mas parece que é de forma quase invisível.
Sendo assim, quando você usa o limite do cheque especial ou deixa o saldo do cartão de crédito para o mês seguinte, os juros entram no palco.
E pode ter certeza que o banco cobra por esse “tempo” que o dinheiro dele ficou na sua mão – e não cobrará nada barato não!
Contudo, por outro lado, quando você coloca seu dinheiro em um CDB, é o banco que está pagando para usar o seu capital.
Juros simples e compostos; veja os explicados em uma linguagem do dia a dia
Para dominar suas finanças, você precisa entender do assunto.
Mas, não precisa entender tudo, você pode começar devagar e ir aprendendo aos poucos.
Sendo assim, é preciso conceituar os juros simples e os compostos, pois eles fazem uma grande diferença no seu bolso.
Juros Simples:
Então, os juros simples incidem sempre sobre o valor original (o principal).
Dessa forma, se você empresta R$ 1.000 para um amigo e cobra 10%, ele vai te pagar R$ 100 de juros – e aqui não importante quanto tempo levar.
Juros Compostos:
Aqui o problema é maior (se você deve), mas o efeito multiplicador é grande (se é você que estiver ganhando)!
Ou seja, é nos juros compostos que a mágica (ou o pesadelo) acontece, pois você ganha (ou paga) juros sobre juros.
Então, usando o mesmo exemplo, se você emprestar R$ 1.000 a um amigo e cobrar 10% ao mês, no primeiro mês terá R$ 1.100.
Mas, no segundo mês, como é juros compostos, os juros vão incidir sobre R$ 1.100 e não sobre os R$ 1.000.
Juros explicados com o efeito da taxa Selic
A Selic virou assunto popular na mídia nos últimos anos.
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, que serve como baliza para outras taxas.
Sendo assim, quando a Selic está alta (como agora, em 15%), o crédito fica mais caro.
Ou seja, os bancos cobram mais para emprestar dinheiro, o que tende a frear o consumo.
Mas, por outro lado, os investimentos em renda fixa tornam-se atraentes.
Sendo assim, se fosse o caso de dar uma única dica financeira, essa dica seria: evite dívidas para não cair nos juros compostos, e maximize seus aportes em ativos que acompanham o CDI.
Exemplos reais de juros explicados do dia a dia
Agora que te explicamos sobre a Selic, sobre juros simples e compostos, quais os exemplos reais podemos trazer à você?
Não podemos começar diferente, sem falar do rotativo do cartão de crédito, que é o mais temido dos juros.
Então, se você paga apenas o mínimo da fatura, o saldo restante entra no rotativo, uma das taxas mais altas do mundo.
Sendo assim, os juros do rotativo já passavam de 300% por ano, mas o governo estipulou um teto, contudo, eles continuam altos.
Outra exemplo dos juros no seu dia a dia é quando você financia um carro.
Você usa um sistema de amortização (geralmente Tabela Price ou SAC) e cada qual também usa juros sobre o saldo devedor.
Então, no início, a maior parte da sua parcela é apenas o pagamento dos juros.
Ou seja, do total da parcela, somente uma pequena parte abate o valor real do carro.
Então, se você antecipar parcelas de trás para frente você pode “matar” os juros futuros.
Dicas finais sobre juros
Para finalizar nosso conteúdo sobre os juros, vamos de dois exemplos simples e práticos.
Em primeiro lugar, compare o CET (Custo Efetivo Total) sempre que for contratar um empréstimo.
Ou seja, procure pelo CET, pois ele inclui taxas administrativas, seguros e impostos, revelando o custo real que você vai pagar.
Outra dica é: antes de deixar o dinheiro na poupança (que rende pouco), use simuladores para ver quanto renderia em um Tesouro Selic ou CDB.