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Nova taxação no Brasil: como funciona a “Taxa das Blusinhas”

Entenda as mudanças na taxação de produtos importados e seus impactos no bolso do consumidor

Atualizado em janeiro 11, 2025 | Autor: Michelle Verginassi
Nova taxação no Brasil: como funciona a “Taxa das Blusinhas”

A nova taxação sobre produtos importados no Brasil está dando o que falar.
O assunto sempre foi um tema complexo, com implicações tanto para consumidores quanto para empresas.
Mas, desde a metade de 2024, a Receita Federal implementou novas diretrizes que trouxeram mudanças significativas no setor.
A isenção para compras de até US$ 50, que vigorou até 31 de julho de 2024, foi extinta a partir de 1º de agosto.
Dessa forma, a nova taxação de produtos importados no Brasil passou a ser chamada de “Taxa das Blusinhas”.

Sendo assim, ela representa uma mudança significativa no cenário do comércio internacional.

Sendo assim, bora conferir este post e entender tudo sobre o que mudou ou pode mudar na sua próxima compra de blusinhas de verão daquele site asiático.

Entenda tudo sobre a nova taxação de importados no Brasil

Antes de tudo, você precisa entender que a taxação de produtos importados no Brasil possui respaldo legal na Constituição Federal.
Além disso, o Código Tributário Nacional também já abordava o tema, que agora foi regulamentado pela Receita Federal.
Com isso, o principal objetivo dessa taxação é controlar o fluxo de mercadorias estrangeiras no país e proteger a indústria nacional da concorrência externa.

Mas, além disso, a mudança busca, consequentemente, gerar receita para o governo.
A nova taxação se concretiza por meio da aplicação de impostos e contribuições sobre o valor dos produtos importados.
Em resumo, quando você compra um produto do exterior, além do preço original, vai ter que pagar um valor adicional referente aos tributos de importação – se o preço for acima do valor isento.

Veja como funciona a taxação de importados no Brasil

Neste ano de 2025 será o primeiro ano em que você vai pagar a “Taxa das Blusinhas” desde o início do ano.
Ou seja, na metade de 2024, a Receita Federal anunciou mudanças importantes na tributação de produtos importados.

Além disso, os e-commerce que vendem produtos do exterior já foram orientadas a adicionar o valor do imposto já no momento da compra.
A principal alteração diz respeito à tributação de compras de até US$ 50, que antes eram isentas.
Dessa forma, s novas alíquotas são:
— Compras de até US$ 50: Tributação de 20% de Imposto de Importação.
— Compras entre US$ 50,01 e US$ 3.000: tributação de 60% de Imposto de Importação, com uma dedução fixa de US$ 20 no valor total do imposto.
Então, por exemplo, em uma compra de US$ 150, os primeiros US$ 50 são taxados em 20%.
Além disso, os demais US$ 100 restantes sofrem a taxação de 60%.

Veja como a nova taxação traz impacto para as empresas e consumidores

Por sua vez, o Programa Remessa Conforme, implementado pela Receita Federal, busca simplificar o processo de importação.

Dessa forma, quer assegurar a arrecadação dos tributos já no ato da compra.
Sendo assim, as empresas que aderem ao programa devem recolher os impostos no ato da compra, proporcionando maior clareza para o consumidor.
Por outro lado, a nova taxação impacta diretamente o bolso do consumidor, ou seja, a taxa torna as compras internacionais mais caras.
Sendo assim, esse aumento de preço já está influenciando o poder de compra da população.
Além do impacto financeiro direto, a taxação pode levar, ainda, à redução da variedade de produtos disponíveis no mercado nacional.
Mas, como já falamos, por outro lado, a taxação busca proteger a indústria nacional, estimulando a produção local e a geração de empregos.