“Deseja alguma coisa, posso lhe ajudar?”

“Não, estou só dando uma olhadinha”.

Quem nunca foi surpreendido segurando um produto nas mãos e dando uma “olhadinha com as mãos” em uma loja?

O brasileiro tem mania de “olhar” as coisas tocando-as com as mãos. Mas este costume virou quase um “crime” com o novo Coronavírus.

 

Com a pandemia, nos habituamos tanto aos cuidados de não tocar em nada que, na hora que isso se torna essencial, a gente trava. E agora?

Do dia para a noite se tornou repugnante tocar em um botão do elevador, digitar a senha para entrar na empresa, no caixa eletrônico, interfone ou apertar uma simples campainha.

Você tem alguma dúvida que isso foi o que impulsionou o avanço do reconhecimento facial desde que surgiu a Covid-19?

Neste post, saiba como as ferramentas de reconhecimento pelo rosto explodiram na pandemia e foram apontadas como alternativas para a autenticação e identificação.

 

Mas não é o bicho de sete cabeças como você pensa.



Talvez você ainda não saiba ou não tenha se dado conta, mas é provável que até você já esteja usando.

Já usamos a biometria para identificar pessoas pela digital – de novo, seja para desbloquear o telefone,  fazer transações bancárias e até votar em pleitos eleitorais.

Assim como a biometria, o reconhecimento facial é baseado em uma tecnologia onde os algoritmos fazem um mapeamento e codificam o rosto.

 

 

De onde veio o reconhecimento facial

A tecnologia que utiliza algoritmos e computadores para reconhecer os rostos dos seres humanos foi criada há mais de 60 anos.

Mas o ganho de escala aconteceu somente há alguns anos, principalmente porque milhares de pessoas disponibilizaram suas fotos voluntariamente na internet.

Estas imagens são uteis para treinar a inteligência artificial a fim de reconhecer os rostos, através de bilhões de imagens armazenadas.

E foi a pandemia, com a demanda nova que surgiu, que acelerou o avanço desta tecnologia.

No oriente muitos países passaram a fazer uso dela, inclusive para rastrear pessoas que furavam os bloqueios da quarentena.

 

 

Identificação mesmo de máscara

Este sistema de identificação pelo rosto avançou bastante no último ano.

Tem sido tão promissor que pode reconhecer e identificar pessoas em 96% das tentativas.

Apenas para que você possa ter uma ideia do quão grande foi a evolução, estes programas reconheciam de 50% a 80% das pessoas com máscaras antes da pandemia.

Hoje, o reconhecimento é possível mesmo quando há o uso de máscaras como proteção contra o coronavírus.

O sistema facilita a vida de quem vai viajar, porque agiliza a fila no aeroporto.

Isso ocorre porque, para a leitura ser feita, as pessoas não precisam retirar as máscaras,

 

 

Entenda o motivo da polêmica

 

Mas… até que ponto esta tecnologia é apenas benéfica?

É natural que uma tecnologia tão disruptiva como esta provoque controvérsias.

Já há questionamentos se esta tecnologia pode se tornar perigosa.

A questão da privacidade é só uma das preocupações crescentes.

Há também a preocupação com a coleta, armazenamento e venda destas informações.

O algoritmo identifica pessoas sem que elas saibam, e de forma remota, e esta tecnologia pode ser usada para criminalizar ou controlar e monitorar as massas.

 

Como funciona o reconhecimento facial?

Já usamos a biometria para a identificação das pessoas pelas suas digitais.

Com esta tecnologia, você faz o desbloqueio do celular, operações bancárias e até vota nas eleições.

Da mesma forma, o reconhecimento facial também é baseado em uma técnica biométrica em que os softwares “codificam” o rosto.

Para fazer esse mapeamento, os sistemas usam características do rosto de uma pessoa.

Ele “lê” a distância entre os olhos, o nariz, o tamanho do queixo, enfim, os pontos nodais.

E é através destes pontos que o mapeamento é feito. Nosso rosto tem 80 destes pontos nodais.

Talvez em um futuro não tão distante, o algoritmo vai te reconhecer mais do que você mesmo.

Estes apps poderão te reconhecer muito além da sua face.

Poderão fazer seu mapeamento a ponto de te reconhecer até melhor que seus amigos ou sua família.