O brasileiro está consumindo menos? Os dados de abril revelam uma mudança preocupante
Veja os vilões do consumo no mês de abril
Será que o brasileiro está consumindo menos?
Pelo menos, é o que mostram os dados de abril, que revelam uma mudança preocupante.
O mês de abril nunca foi um grande mês para o varejo e disso todos sabem.
Mas, neste ano, o mês de abril caminha para ser um mês que não vai deixar saudades.
Por este motivo, o ATW preparou este conteúdo para explicar como a combinação de inflação, juros elevados e endividamento estão atrapalhando a economia.
Sendo assim, vem conferir como um mês como abril pode impactar o futuro da nossa economia.
O brasileiro está consumindo menos?
O cenário econômico, em abril, apresenta sinais que exigem atenção redobrada.
E não apenas de investidores, mas também de empresários, empreendedores e das famílias em geral.
Se o consumo é o motor da economia do país, então o nosso Produto Interno Bruto (PIB) não será dos melhores.
Ou seja, os dados mais recentes indicam que esse motor está operando muito devagar – ou em ritmo baixo.
Então, a pergunta é: o brasileiro está consumindo menos? Ou há mais fatores que impactaram a economia ao longo de abril?
Sendo assim, bora conferir este conteúdo para entender o cenário e se preparar para o futuro.
Os dados de abril revelam uma mudança preocupante
Os dados de abril mostram uma mudança, mas precisamos olhar para os dados concretos, principalmente, os que vêm de órgãos de pesquisa e associações comerciais.
Nesse sentido, este mês foi um ponto de inflexão.
Ou seja, após um início de ano com expectativas de recuperação, o volume de vendas no varejo caiu em abril.
E a queda foi superior ao esperado, principalmente o varejo de bens duráveis — como eletrodomésticos e eletrônicos.
Este setor foi o primeiro a sentir o golpe.
Mas, até o setor de serviços e o varejo de itens essenciais, como supermercados, também registraram desaceleração nas vendas.
E isso mostra que o brasileiro não está apenas deixando de trocar o celular, ele está revisando a lista de compras antes de ir ao mercado.
Dessa forma, a retração pode gerar um efeito cascata em toda a cadeia produtiva.
Se o brasileiro está consumindo menos, veja os vilões do consumo
Mas, ninguém deixa de consumir por escolha própria – e você sabe disso.
Então, o fenômeno ocorre por conta de uma combinação de fatores, seja internos ou externos.
As taxas de juros em patamares altos são apenas um dos motivos que desestimulam qualquer compra parcelada.
Além disso, o brasileiro estava usando o crédito como uma extensão do salário – e os juros compostos estão levando parte do seu salário embora.
Então, com o custo do financiamento nas alturas, o carnê e o cartão de crédito foram sendo deixados de lado.
Além disso, os bancos também endureceram os critérios de aprovação, devido a inadimplência.
Sendo assim, embora os índices oficiais mostrem uma tentativa de controle da inflação, nos corredores de supermercados não isso que pode ser percebido.
A “inflação do cotidiano” — aquela que incide sobre energia, aluguéis e alimentos — continua levando embora o poder de compra do brasileiro.
Ou seja, quando o custo fixo de sobrevivência aumenta, o consumo cai. Em outras palavras, todo mundo corta onde pode.
Por este motivo, possivelmente você falou ou ouviu que o dinheiro já “não dá para nada” nesse mês.
O fantasma do endividamento
Os dados revelam que o nível de endividamento das famílias atingiu um patamar crítico.
Uma parcela gigantesca dos brasileiros está endividada.
E, o pior é que grande parte da renda mensal das famílias já está comprometida só com os juros e as parcelas das dívidas.
Dessa forma, o consumo presente ou futuro fica sob risco.
Ou seja, quando o consumidor dedica 30% ou 40% do que ganha para pagar o banco, vai sobrar o que para passar o mês?
Então, esse cenário cria um ciclo vicioso, pois menos consumo gera menos dinheiro circulando.
E isso faz com que seja menor o lucro para as empresas, que seguram contratações e fazem cortes salariais.
Desse modo, a mudança preocupante em abril é a percepção de que o dinheiro sumiu do mercado.
A mudança de hábitos com o povo consumindo menos
A crise de consumo levou a mudança no comportamento, onde o “estoque” deu lugar à compra de oportunidade.
Ou seja, o consumidor agora visita mais estabelecimentos para garimpar o menor preço.
No setor de serviços, bares e restaurantes notaram que o ticket médio caiu bastante, além do movimento que já estava menor.
Sendo assim, o pior de tudo é que essa mudança não é apenas passageira, pois pode ditar o ritmo do mercado pelo restante do ano.
Pois é, então, como falamos acima, se o brasileiro consome menos, as indústrias reduzem a produção.
E quando o produto fica parado na prateleira, o capital da empresa fica parado (imobilizado).
E isso reduz a capacidade de investimento, de inovação e pode levar a demissões, piorando a situação.
Ou seja, a retração do consumo não é um problema individual, mas uma ameaça aos empregos e a economia em si, pois a economia é um ecossistema interligado.
Saiba como proteger suas finanças nesse cenário
Se os dados de abril revelam uma mudança preocupante, é hora de agir com cautela.
Ou seja, não é o momento para assumir novos riscos financeiros ou grandes dívidas.
Ao contrário, revise ou mantenha sua reserva de emergência para que tenha boa liquidez.
Em tempos de consumo baixo e economia incerta, ter dinheiro na mão é sua melhor proteção.
Além disso, se as empresas estão cortando custos, você deve fazer o mesmo, eliminando desperdícios.
Mas, se a grana está curta, que tal buscar fontes alternativas de ganhos? Essa saída pode ajudar a manter o padrão de vida.
Mas, o que esperar nos próximos meses?
O mercado financeiro aguarda sinalizações de políticas públicas que possam reverter essa tendência.
Por sua vez, o governo busca estimular o consumo através de programas de renegociação de dívidas ou incentivos fiscais.
Mas, a chave para a retomada do consumo está na queda de juros.
Somente uma inflação realmente domada pode levar o brasileiro a encher o carrinho de compras de novo.