O custo de vida disparou — esses aumentos silenciosos estão pesando no seu orçamento
Veja o abismo do custo de vida em relação ao salário mínimo
O custo de vida disparou no Brasil e os últimos meses foram de aperto nas finanças.
Um levantamento da Serasa mostrou que manter o padrão de vida básico no Brasil custa, em média, R$ 3.520 por mês.
Essa pesquisa da Serasa mostrou que este valor é mais que o dobro do salário mínimo atual, de R$ 1.621.
Ou seja, isso explica por que a maioria das famílias não consegue equilibrar o orçamento – sem contar as altas taxas de endividamento.
Nesse sentido, o brasileiro enfrenta um desafio que é maior do que os gráficos da inflação, pois a sensação de que o dinheiro não chega ao dia 30 do mês é muito real.
O custo de vida disparou, e manter um padrão de vida básico é coisa de malabarista. E se você quer dicas ou entender um pouco mais do assunto, vem conferir este post.
O custo de vida disparou
Antes da gente se aprofundar no assunto – ou no problema – bora entender um pouco mais dos dados levantados pela Serasa.
O custo médio para suprir necessidades essenciais no país é mais que o dobro do salário mínimo, que está em R$ 1.621.
Se você sente que, mesmo sem luxos, o seu orçamento está sempre no limite, saiba que você não está sozinho.
O grande problema está nas contas recorrentes, como água, luz, internet e serviços de streaming.
O estudo revela que supermercado, moradia e contas recorrentes concentram 57% dos gastos.
Dessa forma, mais da metade de tudo o que você ganha já está comprometido antes de começar o mês.
Sendo assim, não sobra muito para o transporte, vestuário ou saúde. Ou, então, para manter uma reserva de emergência – ou investir.
O custo de vida disparou e mostra o abismo em relação ao salário mínimo
É uma matemática cruel a da sobrevivência no Brasil dos últimos meses.
Conforme a Serasa, o custo básico (que é de R$ 3.520) representa mais que o dobro do salário mínimo (R$ 1.621).
Dessa forma, a maioria das famílias não consegue equilibrar as contas.
Ou seja, o brasileiro já inicia o mês com um déficit.
Além disso, mesmo em domicílios onde duas pessoas recebem o salário mínimo, a soma ainda não chega ao valor médio para cobrir o básico – pela pesquisa Serasa.
Nesse sentido, o crédito rotativo do cartão e parcelamento para manter a casa funcionando, acabaram virando alternativas.
E, com isso, também se transformaram em armadilhas.
Isso faz com que a maioria das famílias deixem de investir ou de praticar o seu lazer por falta de grana.
Além disso, não sobra (quase) nada para investir ou para manter uma reserva de emergência.
Ou seja, sobra uma margem muito estreita de grana para imprevistos – se eles surgirem.
E isso faz com que muitos tenham que recorrer ao crédito, principalmente se houver qualquer oscilação no preço da energia ou do arroz.
A diferença nos preços que acaba pesando no orçamento
Mas, o custo de vida não é o mesmo em todo o território.
Então, nas compras de supermercado, o gasto médio mensal é de R$ 930.
Mas, são gastos de valores diferentes em cada região do país.
Sendo assim, no Sul, esse valor sobe para R$ 1.110, refletindo custos de logística e tributação – que tornam tudo mais caro.
Por outro lado, no Nordeste, o valor recua para R$ 780.
Mas, no Nordeste, o esforço para encher o carrinho também é grande, afinal, a média da renda local é bem menor.
As contas recorrentes pesam no bolso
Mas, além dos itens básicos, as chamadas contas recorrentes também acabam “furtando” seu dinheiro.
A internet e os serviços de streaming não são mais luxos, mas… acabam pesando no bolso.
A somatória de R$ 520 para contas fixas mostra que há aumentos graduais.
Além disso, a fragmentação dos serviços de streaming leva as famílias a terem mais de uma assinatura de streaming.
Então, somando as plataformas, mais água e luz e outras contas recorrentes, esse tipo de despesas leva uma boa parte do seu salário.
Sendo assim, a lição é muito brutal.
Quando 57% da renda vai para o básico, você perde o poder de escolha.
Ou seja, não há como escolher marca que cabe no bolso, afinal, quando o mês começa, 57% já está comprometido.
Em outras palavras, o poder de compra está acabando, sendo cada vez menor, o que impacta a qualidade de vida, inclusive com uma alimentação menos nutritiva, por ser mais barata.
Estratégias para adotar agora que o custo de vida disparou
Conforme a pesquisa, 57% do orçamento vai para pagar despesas recorrentes.
Dessa forma, a margem de manobra financeira das famílias quase não existe.
E se não sobra quase nada sequer para pagar outras contas ao longo do mês, o que esperar quando aparece algum imprevisto?
Ou seja, se pintar um gasto emergencial com a saúde ou um conserto de última hora, não haverá reserva de emergência e a família vai ter que recorrer ao empréstimo.
Dessa forma, esse cenário complica a saúde financeira das famílias e pode levar ao endividamento, já que a renda está muito apertada.
Mas, como blindar seu orçamento?
A primeira dica, nesse sentido, é fazer uma auditoria mensal em seus gastos.
Ou seja, se você mora no Sul e gasta R$ 1.110 no mercado, busque marcas próprias dos mercados ou atacarejos, para aumentar a sua economia.
Além disso, revise suas contas recorrentes, tente renegociar planos de internet e telefonia, para economizar uma grana.
Outra dica é buscar uma renda extra ou adotar a carreira híbrida pode ajudar a ampliar o orçamento.
E você também pode partir para os trabalhos por projeto (freelance), que são maneiras de ajudar a cobrir o abismo financeiro do que mostrou essa pesquisa.