O entretenimento como fuga do estresse econômico: quando ele ajuda e quando pesa
A fuga do estresse econômico pode estar se tornando um vício
Quem nunca usou o entretenimento como fuga do estresse econômico que atire a primeira pedra.
Sim, se distrair – ou se divertir – é muito bom, ainda mais para aliviar momentos de muito estresse.
Contudo, o lazer não pode passar de uma válvula de escape e viver um problema financeira.
Ou seja, é preciso impor um limite, pois o lazer pode ser essencial para a saúde mental, mas sem atrapalhar o seu bolso.
Então, vem conferir este post para entender até que ponto a diversão pode ser benéfica e não virar um novo problema financeiro – afinal, você está fugindo do estresse financeiro, não é mesmo?
O entretenimento como fuga do estresse econômico
Viver sob pressão exige um esforço psicológico monumental.
E se a pressão é econômica, quando as contas apertam, é natural que você busque uma janela para aliviar o estresse.
Ou seja, o entretenimento surge como uma ferramenta importante ou uma válvula de escape e de sobrevivência emocional.
Sendo assim, é uma boa pedida fazer pausas que ajudam a reduzir os níveis de cortisol, trazendo um fôlego para a jornada.
Mas, esse fôlego também precisa ser para o bolso, do contrário, só vai aumentar o problema.
Então, neste post, vamos tentar entender o entretenimento como refúgio psicológico.
Mas, vai ser interessante avaliar quando essa fuga se transforma em uma armadilha para suas finanças.
O estado de alerta antes da fuga do estresse econômico
Quando você enfrenta problemas econômicos ou financeiros, isso drena sua energia e sua paciência.
O entretenimento, neste caso, aparece como um “reset” ou uma válvula de escape.
Ou seja, ele permite que você se desligue das preocupações por algum tempo e traga o descanso que sua mente tanto precisa.
A diversão ou o entretenimento vai te afastar do problema real, trazendo mais leveza e mais clareza quando você “voltar” ao seu problema.
Ou seja, essas pequenas pausas podem ser importantes quando você se encaminha para o esgotamento mental — ou burnout.
Contudo, é preciso não exagerar no entretenimento ou na diversão, do contrário, o problema que você está fugindo vai se agigantar mais ainda.
O entretenimento ajuda a recuperar o fôlego nas finanças
O lazer ajuda quando ele é planejado e quando você dá a ele um propósito.
Então, se você define que gastará uma pequena parte do seu orçamento com algo que traz alegria, é uma grande conquista – e sem culpa.
Além disso, atividades de baixo custo que promovem a desconexão total dos problemas ou do trabalho estressante são muito eficazes.
Também podemos citar exemplos de jogos ou praticar algum esporte com amigos, bem como visitar um parque público.
Estas são formas saudáveis de entretenimento que restauram a alma sem tocar na sua reserva de emergência e sem comprometer a fatura do seu cartão.
Sendo assim, o segredo do bom entretenimento reside em dois fatores: a qualidade da experiência e o preço dela, que deve caber no seu orçamento ou na sua fatura.
A “compra da felicidade” é uma fuga do estresse econômico
Mas, onde está o risco do entretenimento?
Então, o problema começa quando o entretenimento ou a diversão passa a ser usado uma anestesia para os seus dias de estresse.
Ou seja, você quer fugir da frustração financeira e foge para uma atividade de entretenimento, mas, lasca ainda mais seu orçamento.
Quem nunca, após um dia difícil, compra um jogo caro ou vai a um restaurante de luxo para esquecer dos problemas?
Pois é, esse é gatilho da compensação emocional acaba complicando ainda mais as suas finanças e não vai te dar a paz de espírito – e nem financeira – que você precisa.
Ou seja, o prazer dura o tempo da experiência, mas a fatura do cartão vai chegar e te lembrar do erro, aumento o nível de cortisol e deixando você com um estresse ainda maior.
Mas, o que isso significa? Em outras palavras, é uma tentativa de “comprar felicidade”.
E, infelizmente, o problema não para por aí, pois ele cria um ciclo vicioso, onde você gasta para aliviar a tensão, mas o gasto gera mais dívida.
O entretenimento como fuga do estresse econômico: quando ele ajuda e quando pesa
Sabe aqueles valores baixos que você “se dá ao luxo” de gastar para compensar um dia ruim ou a falta de dinheiro?
Pois é, o problema é que, no somatório mensal, eles pesam no orçamento.
Muitas vezes, você nem olha sua fatura do cartão, mas, se for tirar um tempo e conferir, vai ver um monte de “faturas invisíveis”.
Ou seja, pequenos gastos impulsivos que corroem o seu poder de compra de forma silenciosa. Então, não há dica milagrosa, mas apenas dar um passo de cada vez a fim de tentar ficar longe das compras impulsivas.
Nesse sentido, ver o que realmente traz valor para o seu dia a dia e cortar o que não é importante pode te ajudar, aos poucos.
Mas, saiba que a privação total de momentos de alegria leva à depressão.
E, pior do que isso, pode levar à perda de motivação para melhorar a situação financeira.
Sendo assim, o objetivo deve ser cortar despesas inúteis, apenas isso, e não eliminar o lazer em si.
Dessa forma, ter momentos de descontração é uma necessidade e você não deve abrir mão, apenas cortar – ou economizar – o que não está te ajudando em nada.
Custo zero ou reduzido do entretenimento como fuga do estresse econômico
Quer uma boa dica?
A criatividade é a melhor aliada se você quer divertir sem gastar.
Todas as cidades tem atividades gratuitas, como sessões de cinema, visitas a centros culturais, exposições de arte, parques e bibliotecas públicas.
Além disso, dá para organizar muitos bons momentos de diversão em casa, que não necessariamente vão fazer você gastar o que não pode.
Outra boa pedida é aprender uma habilidade nova através de tutoriais na internet, que está cheia de cursos gratuitos.
Pode ter certeza que algum curso vai te motivar a aprender alguma coisa, seja a fabricar pão com fermento natural, seja montar algum artigo ou, quem sabe, escrever um livro.
Mas, saiba de uma coisa: o entretenimento quando tem interação humana costuma ser muito mais gratificante e traz um benefício mais duradouro. Sabia disso?
Dicas finais sobre o sinal de alerta do entretenimento como fuga do estresse econômico
As redes sociais podem atrapalhar você nesse momento, sabia disso?
Você já viu algum entretenimento barato na internet? Só aparecem viagens de luxo, jantares e diversão de alto custo…
Então, como essa comparação destrói a sua satisfação pessoal e vai te levar a gastar mais, quando o seu objetivo é justamente a fuga do estresse econômico.
Nesse sentido, fique longe das redes sociais ou faça uma limpa em alguns perfis, silenciando outros tantos.
Além disso, se você perde noites de sono jogando para esquecer os problemas, o sinal de alerta precisa ser ligado.
Ou, então, se você gasta o dinheiro da conta de luz/água em um show, a diversão não é um alívio, mas, sim, algo para negar a fuga do estresse econômico que você está passando.
Então, saiba que o entretenimento está sendo usado para mascarar uma realidade que precisa de ação direta.
Nesse sentido, reconhecer que a fuga do estresse econômico pode estar se tornando um vício, então, o próximo passo deve ser retomar o controle da sua vida e das suas finanças.