O erro que pequenos empreendedores cometem após o primeiro trimestre

Não pense que o pior já passou e aproveite o mês de abril

Atualizado em abril 21, 2026 | Autor: Michelle Verginassi
O erro que pequenos empreendedores cometem após o primeiro trimestre

Há um erro fatal que faz pequenos empreendedores perderem dinheiro e negócios, mas ele pode ser evitado.

A “ressaca” pós-carnaval e Páscoa pode ferrar com o fluxo de caixa do seu pequeno negócio.

Mas, o problema não começa apenas devido a estas duas datas, mas, sim, já pode ter começado antes, no final do ano anterior.

É quando o fluxo de caixa de muitos negócios já não dá conta do recado, aí vira o ano, as vendas caem, a despesa aumenta…

Então, se o primeiro trimestre de qualquer ano é um período complicado para as finanças, a gente pode te ajudar. Bora?

O erro dos pequenos empreendedores

Entre o planejamento que você tem e a realidade, pode ter um mar de problemas que deixam a prática ser diferente da teoria.

Se, no caso, você tiver um planejamento no seu pequeno negócio.

Além disso, a tentativa de alavancar vendas para aumentar o fluxo de caixa pode mais complicar as finanças do que colocar dinheiro para dentro.

Ou seja, se as finanças do seu negócio já não estão lá essas coisas, quando chega abril é que muitos pequenos empreendedores cometem o maior erro.

E sabe qual é? Achar que o pior já passou e aí acabam relaxando na vigilância sobre os números.

Sendo assim, esse erro de julgamento pode ferrar com seu pequeno negócio, pois a falsa sensação de que tudo vai melhorar pode “colocar tudo a perder”, como diz o ditado.

Mas, como fugir disso?

O ATW vai te ajudar, trazendo algumas estratégias para te ajudar no aprendizado e para não cometer os mesmos erros, fazendo de abril o seu mês da virada.

Veja 5 erros dos pequenos empreendedores

Antes da gente se aprofundar no maior erro que os pequenos empreendedores cometem no início do ano, bora ver 5 erros bem comuns?

Diversos fatores podem complicar as finanças e a gestão de pequenas empresas, entre eles, citaremos 5 para ver se faz sentido para você.

1- O erro de não separar finanças pessoais e empresariais

2- Não controlar o fluxo de caixa

3- Fazer retiradas de dinheiro sem controle, reduzindo o capital de giro

4- Não ter capital de giro para honrar compromissos ou emergências financeiras.

5- Não ter qualquer planejamento, entre eles, planejamento financeiro ou investimentos para deixar a empresa saudável no futuro.

A armadilha de abril pode ser o maior erro dos pequenos empreendedores

O que acontece na cabeça dos pequenos empreendedores quando chega o mês de abril?

Após três meses de uma correria desenfreada no serviço – e calmaria nas vendas – é possível que o empreendedor pense que chegou a hora da colheita.

O empreendedor pode achar que agora ele merece “respirar” e aí acaba dando uma pausa na gestão.

E essa pausa pode ser uma falha de atenção crítica, que pode comprometer tudo.

Ou seja, a partir de abril, essa atenção com as finanças e com a gestão tende a diminuir.

Então, o que acontece é que os pagamentos de fornecedores que não foram bem programados e os gastos desnecessários podem acabar complicando as coisas.

Além disso, seu caixa pode estar com um “vazamento” invisível, que você não deu atenção.

Desse modo, o caixa pode começar a ser corroído por pequenas negligências que, no curto prazo, podem não ser um grande problema.

Contudo, no longo prazo, as coisas podem complicar.

Então, se você quer ter um ano melhor, se o primeiro trimestre não foi dos melhores, é preciso entender que chegou a hora de mudar.

A falta de planejamento dos pequenos empreendedores

Um erro clássico em negócios de pequeno porte é a falta de revisão do planejamento.

O empreendedor que não não planeja, não sabe para onde está navegando.

Da mesma forma, se ele mantém o planejamento sem ajustes é como um capitão que navega com um mapa desatualizado.

Então, para garantir que o seu ano seja produtivo e que você entre em 2027 com um negócio mais forte, é preciso reduzir os erros.

Sendo assim, não desperdice as lições que o mercado lhe dá, todos os meses.

Por falar em erros, saiba que os números não mentem, mesmo quando a sua intuição diga o contrário. Saiba entender, aceitar e, mais do que isso, interpretá-los para agir.

Sendo assim, crie o hábito de documentar o que deu certo e o que deu errado desde janeiro.

Outra questão importante é que, muitas vezes, o que trava o crescimento de pequenos negócios é a dependência excessiva do dono. É o seu caso?

Como corrigir a rota e acabar com os erros

Então, como falamos, para não perder o ano todo, é preciso corrigir a rota.

Dessa forma, é importante aprender com os erros iniciais e implementar um novo tipo de gestão e de ações.

O objetivo aqui é garantir que o restante do ano não seja apenas  “um sobreviver”, então, em vez de focar apenas em atrair novos clientes, valorize os que já são clientes (para quem voltem a comprar).

Saiba que ser eficiente não é apenas cortar custos – de forma cega – mas, é preciso que você faça um pente-fino nas despesas.

Então, elimine o que é supérfluo e invista essa economia em performance e melhorias do produto e do processo.

Dicas finais para os pequenos empreendedores

Se você quer começar um novo trabalho e deixar tudo alinhado para o restante do ano, que tal criar processos de atendimento ao cliente?

Então, não tente criar um documento gigantesco logo de cara, mas, apenas padronizar a excelência para você ou para sua equipe.

Sendo assim, aqui está um plano de ação simples, bora:

Passo 1: O “mapa”
Liste os 3 momentos em que seu cliente mais entra em contato.

Então, reserve 1 hora para listar as 5 perguntas mais frequentes que seu cliente faz.

Passo 2: O protocolo
A dica é: crie scripts básicos (não para serem robóticos, mas para garantir que ninguém esqueça o essencial).

Ou seja, escreva um parágrafo padrão para cada um dos 3 momentos identificados no Passo 1.

Passo 3: A escalação 
Um grande erro no atendimento é o cliente é deixá-lo esperar.

E o maior erro, depois desse, é não saber quem vai atender. Já pensou em deixar o cliente esperando se não sabe se pode dar ou não o desconto?

Sendo assim, defina uma lista com 3 regras claras de “quem resolve o quê”. Mas, deixe isso visível para quem atende.