O que muda no seu bolso depois do Copom: o mapa de maio para juros, crédito e consumo
Conheça estratégias para blindar o seu capital
A decisão do Copom em abril mostra um pouco do que será o mapa de maio para juros, crédito e consumo.
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic, mas o patamar ainda está alto, o que vai continuar impactando os juros e o seu crédito.
Ou seja, o gatilho que altera o custo do seu empréstimo continua elevado.
Mas, da mesma forma, a rentabilidade dos seus investimentos pode ser melhor, com o percentual mantido pelo Copom.
Mas, o que esperar para maio com a decisão do Copom? Vem conferir agora.
O que muda no seu bolso depois do Copom
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 14,50% ao ano.
A decisão marca o segundo corte consecutivo em relação aos juros, mas o recado é de, ainda, manter a cautela com a inflação.
Dessa forma, a medida traz alívio gradual ao crédito, mas não dá para soltar as rédeas.
Ou seja, o custo de vida elevado vai continuar por mais alguns meses.
Sendo assim, a renda fixa permanece atrativa para quem busca investir.
Mas, por sua vez, o crédito continua caro, para quem busca empréstimo.
A projeção é de que a Selic possa vir a 13% até o final do ano, o que é uma queda, mas não tão significativa a ponto de ajudar no combate a inflação.
O mapa de maio para juros, crédito e consumo, após a decisão do Copom
Mas, antes da gente entrar no assunto, saiba que o Copom não toma decisões de forma aleatória.
Ao contrário, o comitê analisa a inflação e a atividade econômica do país a cada reunião.
Então, o resultado é que, se a inflação insiste em subir, o Copom aumenta a taxa Selic.
E o objetivo é frear o consumo – mesmo – com o intuito de segurar os preços.
Mas, por outro lado, se a economia precisa de fôlego, eles reduzem as taxas.
O resultado dessa reunião define o “preço do dinheiro” no Brasil.
Sendo assim, decisão do Copom é o fato que dita as regras do jogo para o seu orçamento mensal.
O que esperar para maio?
O momento é de vigilância, pois a inflação continua fazendo pressões, fazendo com que o Banco Central adote a cautela.
O impacto da decisão do Copom no seu bolso
Quando a taxa básica de juros (Selic) se mantém elevada ou sobe, os bancos repassam esse custo para você.
Dessa forma, as modalidades de crédito que mais sofrem são o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial.
Então, se o seu plano era parcelar aquela compra de maior valor em maio, é melhor repensar.
Com os juros nesses patamares, o custo efetivo total do parcelamento pode tornar a compra bastante elevada.
Sendo assim, a melhor dica, vendo a decisão do Copom, é fazer como o Bacen e agir com cautela.
Então, evite o crédito não planejado.
Ou seja, se não é uma necessidade imediata, guarde o dinheiro e compre à vista.
Além disso, se você realmente precisa de um empréstimo, procure modalidades com garantias – e você vai pagar bem menos pelo custo.
Entenda o mapa de maio para juros, crédito e consumo
Maio chegou e como está a postura do consumidor?
Os juros altos desestimulam o consumo de bens duráveis – e todo mundo sabe disso.
Mas, o varejo é o primeiro a sentir o impacto da decisão do Copom.
Sendo assim, se você é um consumidor, essa cautela significa não gastar e não financiar, pelo menos, até se organizar.
Ou seja, o “mapa de maio” sugere que o consumo deve ser focado no essencial.
Sendo assim, o desafio será manter o padrão de vida sem comprometer a renda futura com dívidas caras.
Saiba onde investir com o novo mapa de maio para juros, crédito e consumo
Os juros altos “machucam” o seu bolso?
Pois é, saiba que a única saída para gostar do juro alto é ter dinheiro investido.
Ou seja, é melhor tirar proveito da situação, já que não dá para esperar muito quando o assunto é crédito.
Sendo assim, a Renda Fixa continua sendo o porto seguro do investidor pós-Copom.
Com a Selic elevada, investimentos como o Tesouro Selic, CDBs, LCIs e LCAs tornam-se atrativos.
Ou seja, oferecem uma rentabilidade líquida segura, que supera a inflação.
Já no que diz respeito à Bolsa de Valores, empresas que possuem muita dívida sofrem com os juros altos.
Mas, por outro lado, empresas sólidas e que pagam dividendos continuam sendo ótimas opções para o longo prazo.
Conheça estratégias para blindar seu patrimônio
Mas, não basta apenas entender o cenário, você precisa agir.
E a sua capacidade de resposta à decisão do Copom deve ser cautela – e outras ações importantes para proteger seu patrimônio.
Então, limpe o seu mapa de dívidas, fazendo a identificação de cada uma.
Depois disso, veja quais dívidas possuem os juros mais altos (cartão, cheque especial) e priorize-as.
A partir daí, com o crédito mais caro, recalibre o seu fluxo de caixa mensal, pois o risco de gastar mais do que arrecada pode ser um grande empecilho.
Além disso, avalie seus investimentos e verifique como está sua carteira atual.
Por fim, se você ainda não possui uma reserva de emergência, que tal investir em renda fixa para construí-la.