Os “bicos” já são a segunda economia do Brasil
Mais da metade diz precisar de uma segunda ou terceira fonte de renda
Se a grana está curta, o brasileiro não se aperta, por isso, os “bicos” já são a segunda economia do Brasil.
Quando recorre à renda extra, a tendência é sobrar “algum” no final do mês para pagar os boletos ou fazer aquele passeio.
Mas, não é apenas esse o motivo que levou os famosos “bicos” serem a segunda maior economia do país.
Então, neste quesito, vai de faxina a venda de roupas usadas, ou entregas por app.
Vale também para os motoristas de app e quem faz jardinagem ou um “freela” na internet.
O fato é que em 10 capitais brasileiras, 56% dos moradores tiveram que buscar uma renda extra no último ano.
Mas, o que está por traz dessa informação? Vem conferir com a gente neste post.
Os “bicos” já são a segunda economia do Brasil
Conforme o levantamento, 56% também disseram que sua renda principal ficou estável ou até aumentou em 2025, mesmo assim, precisou recorrer ao “famoso bico”.
Esta informação mostra que, quando à necessidade bate a porta, o brasileiro esbanja criatividade.
Ou seja, é a necessidade de ter renda maior, aliada a criatividade – ou improviso – ajudando na renda do brasileiro.
Em geral, conforme o levantamento informado, os “bicos” incluem serviços gerais, como manutenção e reformas.
Mas, além disso, a renda extra está sendo conquistada com “trampos” como babás, cuidadores de idosos e até como passeadores de cães.
Ou seja, mesmo se a renda aumentou ou estava estagnada, o brasileiro precisou de mais grana.
Dessa forma, percebe-se um paradoxo, pois mesmo com mais dinheiro no bolso, boa parte não conseguiu manter o padrão de vida.
Entenda porque os “bicos” já são a segunda economia
A realidade econômica traz a tona um cenário de contrastes no país.
Se, por um lado, o país registra a criação de milhões de empregos formais, por outro, o brasileiro vê sua renda esvaindo entre os dedos.
Ou seja, o país tem uma das menores taxa de desemprego das últimas décadas, mas parece que buscar renda extra nunca foi tão urgente.
Por este motivo, 56% dos moradores buscaram algum tipo de “bico”, conforme mostrou uma pesquisa Ipsos nas principais cidades do país.
Entre eles, estão atividades informais, como entregas por aplicativo a serviços como babás, o que acaba consolidando a renda extra como segunda maior economia do país.
Ou seja, a economia dos bicos já não é apenas uma ocupação temporária do comércio antes do Natal ou da Páscoa.
Ela expandiu, pois o famoso “bico” agora é um componente estrutural do orçamento das famílias.
Em outras palavras, as famílias brasileiras precisam ter um “bico” para ter uma renda extra definitiva, a fim de manter o padrão de vida.
Mas, qual o tipo de bico mais citado? Então, em geral, são serviços gerais, englobando desde faxinas e reformas a atividades de “marido de aluguel”.
Por outro lado, isso demonstra uma demanda crescente, onde a falta de profissionais para as atividades, levou mais e mais pessoas a fazerem estas atividades como “bico”.
Veja o paradoxo dos “bicos” na economia do Brasil
Então, a informação mais intrigante dessa pesquisa é, realmente, um paradoxo.
Ou seja, para 56% dos entrevistados, a renda principal ficou estável ou até aumentou. Mas, então, porque recorrer ao bico?
A resposta da maioria é que, para manter o padrão de vida ou dar conta dos boletos, precisou dos bicos – para sobreviver.
Ou seja, o aumento do salário principal não acompanha o ritmo de encarecimento dos itens básicos das famílias.
Sendo assim, alimentação, moradia e transporte, entre outros itens, deixaram o custo de vida mais caro.
Dessa forma, a pesquisa indica que muitas famílias precisam reduzir o consumo de itens essenciais, como carnes, apesar de aumentar a renda.
Outra informação importante da pesquisa é que a necessidade de bicos se concentra mais em famílias com renda de até dois salários mínimos.
Ou seja, é nas classes D e E que a renda extra se tornou mais necessário, o que comprova que a informalidade é uma estratégia de sobrevivência.
Veja quais os principais “bicos” do Brasil
Esse levantamento foi feito pela pesquisa Ipsos-Ipec, que investigou a vida nas principais cidades do Brasil.
Além disso, mesmo com o esforço para aumentar a renda, a maioria dos entrevistados (66%) diz ter a percepção de que as coisas complicaram mais no último ano.
Para alguns, a percepção é de que a pobreza e a fome aumentaram.
Além disso, a pesquisa perguntou qual item mais impacta o orçamento familiar e, é claro, deu alimentação.
Ela foi apontada por 84% dos entrevistados como a grande vilã nas contas do brasileiro. Logo depois, conforme entrevistados, foi saúde e moradia.
Então, bora conferir o que mais essa pesquisa apurou? Confira quais os setores dos “bicos” dos brasileiros:
-Faxina e serviços gerais (17%),
-Venda de roupas usadas (12%)
-Produção de alimentos em casa para vender (9%).
E, você, já precisou recorrer à renda extra?
Então, se os “bicos” já são a segunda economia do Brasil, para aumentar sua renda, qual seria o setor que você está disposto a se dedicar?