Padrões de gastos que se repetem todo início de ano
Você tem boletos não pagos, juros por atraso e salário evaporando?
Se você sofre de alguns padrões de gastos que se repetem todo início de ano, chegou a hora de mudar essa triste realidade.
Para quebrar este ciclo da falta de grana, a primeira coisa a fazer é identificar os gatilhos que sabotam seu orçamento a cada final de ano.
Mas, além disso, você não só precisa dar um basta nestes gatilhos, como aprender estratégias para transformar sua relação com o dinheiro daqui para a frente.
A gente sabe que todo início de cada ano traz consigo uma esperança de vida diferente, mas quando os boletos se acumulam sem pagar, tudo vai por água abaixo.
Então, vem descobrir porque isso acontece e, melhor ainda, saber como mudar estes padrões de gastos que se repetem todo início de ano.
Padrões de gastos
Se todo santo início de ano o seu otimismo é ofuscado por uma realidade financeira que te deixa sem sono, chegou a hora de mudar.
Não sei se você sabe, mas existe um fenômeno que especialistas em psicologia econômica chamam de “ressaca financeira de janeiro”.
Ou seja, é um padrão de comportamento que se repete todo ano.
Em outras palavras, todo início de ano as mesmas contas chegam, os mesmos erros de planejamento acontecem.
E, o resumo disso é: boletos não pagos, juros por atraso, salário evaporando, estresse financeiro, bolso vazio e noites mal dormidas.
Sendo assim, se você trabalha muito, mas nunca sai do lugar, entenda que dá para mudar isso.
E a boa notícia é que esses padrões não são definitivos. Além disso, quando você entender o que está por trás dos seus gastos, tudo mudará. Bora ver isso de perto?
Os gastos sazonais nos padrões de gastos que se repetem
O primeiro passo para a mudança é o diagnóstico – ou seja, fazer um raio-x de verdade.
Você deve saber que o peso financeiro de janeiro ou do início do ano não é um acidente – ele é previsível.
Ou seja, ele é o resultado de uma combinação de gastos extras em dezembro e impostos de início de ano, mais os gastos de férias e passeios.
Sendo assim, janeiro e fevereiro concentram os maiores tributos para quem possui patrimônio, como IPVA e IPTU.
Mas, além disso, quem empreende ainda tem o alvará e o conselho regional da sua categoria. Não é mole não!
Então, se você não se planejar ao longo do ano e se preparar para esta gastança toda, você vai ferrar com as finanças no seu início de ano.
Qual a dica? Não ignorar essas datas ao longo do ano- e se planejar.
Mas, para isso, como falamos, é preciso fazer um diagnóstico de tudo o que tem que pagar no início do ano – todos os anos!
A fatura do cartão e a armadilha do material escolar
Além de tudo que já falamos, para quem tem filhos, o início do ano letivo é um “assalto ao seu caixa” do orçamento doméstico.
Além das mensalidades reajustadas, as listas de materiais e uniformes tem a inflação.
Então, sem uma pesquisa prévia ou a compra antecipada, você pode pagar mais caro e aí, lascar, de novo, o seu cartão de crédito.
Por falar em cartão, talvez o maior vilão do início do ano seja o “fantasma do Natal passado”.
Ou seja, muitas compras feitas em parcelas “suaves” em dezembro, mas que começam a vencer agora. Duro, não! A conta tarda, mas não falha…
Por que repetimos os mesmos erros?
Pois é, a gente imagina que você já se perguntou por que, mesmo prometendo que “o próximo ano será diferente”, sempre faz igual.
Então, a pergunta é: por que você acaba caindo nas mesmas armadilhas?
A gente vai te ajudar a entender um pouco do “seu psicológico financeiro” para entender os padrões e vieses cognitivos.
Por um lado temos o otimismo do final do ano.
Todo mundo tem a tendência de acreditar que nossa renda será maior ou que teremos mais controle no futuro – ou que vamos dar um jeito “mágico” no futuro.
Além disso, depois de um ano exaustivo de trabalho, o gatilho da recompensa imediata torna-se muito forte.
Ou seja, você gasta com viagens, roupas e jantares – afinal, você merece.
Além disso, tem a questão das redes sociais, onde todo mundo está postando celebrações, festas, viagens… e você também “merece”.
Outro motivo é que você pode estar esquecendo a dor das contas de forma mais rápida que deveria.
Ou seja, quando a situação financeira se estabiliza um pouco, você já abre a torneira e começa a gastar de novo.
Aí quando chega o final do ano ou o início do ano seguinte, a situação se repete, não é assim?
Veja estratégias para mudar os padrões de gastos que se repetem
Mudar um padrão exige mais do que força de vontade.
Mas, é preciso começar, um dia a mais ou a menos, é preciso dar o primeiro passo.
Dessa forma, a primeira dica é que você tenha um método – e tenha planejamento.
Então, quais as estratégias para mudar os padrões de gastos que se repetem todo início de ano? Confira, agora:
A estratégia mais eficaz para lidar com IPVA, IPTU e material escolar é dividir o valor total dessas despesas por 12.
Ou seja, comece a guardar um pequeno valor todo mês e, quando janeiro chegar, o dinheiro “estará na mão”.
Sendo assim, é como se você criasse um fundo de emergências para janeiro.
Outra dica é usar apps como Mobills, Organizze e Minhas Economias, pois eles vão te ajudar a monitorar o gargalo do seu orçamento ao longo do ano.
Ou seja, ver o saldo futuro negativo no aplicativo é um choque de realidade – que, talvez, você precisa ter na metade do ano para não sofrer quando o ano virar.
Além disso, você pode negociar os impostos e antecipar o pagamento, podendo, até, obter descontos.
Outra boa dica é que para evitar a ressaca de janeiro, você pode colocar um teto de gastos para dezembro.
Aí, você vai fazer uma gestão melhor do seu dinheiro, evitando sofrer todo santo janeiro.