Passo a passo para criar sua planilha financeira do ano
A um mapa que pode te mostrar onde está ou para onde está indo sua grana
Você já começou a criar sua planilha financeira do ano? Se ainda não organizou seus gastos e fez seu planejamento, saiba que “já está passando da hora”.
Para não perder a motivação, já que não temos milagre nesse meio, a sugestão é usar uma planilha que seja simples, prática e eficiente.
Aliás, este é o melhor método para ajudar a transformar sua relação com o dinheiro – além disso, já pode ser feito desde o primeiro mês do ano.
Saiba que é a criação dessa planilha que pode separar quem vai fechar o ano no azul e quem vai terminar 2026 com dívidas.
Então, vem ler este post e dê tchau ao ciclo do endividamento, afinal, dívidas não é apenas ter renda menor que os gastos, é… gestão! E não tem como fazer gestão da grana se você estiver “perdido”, sem planejamento.
Como criar sua planilha financeira do ano
Mas, antes de inserir o primeiro centavo gasto na planilha, você precisa fazer uma escolha.
Onde ficará sua planilha?
Mas, como assim?
Sim, você precisa decidir onde sua futura planilha viverá, se vai ser no celular, no notebook ou se vai ser uma planilha online, acessível de qualquer dispositivo.
Então, a dica é que você escolha uma planilha (e um lugar) que seja amiga, acessível e simples de usar – e de preencher.
Veja algumas opções para criar sua planilha financeira do ano:
Google Sheets (Planilhas Google):
Essa é a nossa indicação, afinal, está “em nuvem” e você pode atualizar seus gastos pelo celular ou computador estando onde estiver.
Microsoft Excel:
Essa é a “antiga planilha”, perfeita se você quer ferramentas mais robustas, fórmulas complexas e… ficar com dados offline.
Aplicativos:
Mas, a planilha também foi parar na internet e, em vez de uma planilha de Excel, por exemplo, você pode optar por apps como Organizze ou Mobills.
Esse tipo de planilha facilita a automação, mas, se “você é mais das antigas”, é claro que a planilha manual ainda oferece uma conexão psicológica bem melhor.
O 1º passo para criar sua planilha financeira
Agora que você já decidiu onde “estará” sua planilha (ou qual será a sua planilha), você precisa ver o que entra ou não na sua planilha de gastos e de receita.
Sendo assim, o primeiro bloco deve ser o de receitas – claro.
Então, liste todas as entradas de dinheiro previstas ou conforme elas forem entrando semana a semana.
A sugestão é: divida as receitas em renda fixa (onde estará o salário líquido, já sem impostos) e em renda variável (bônus, dividendos de investimentos ou rendas extras).
Mas, além disso, também pode ter as receitas extraordinárias, entre elas, restituição de IR, e terço de férias.
Além disso, é importante falar outra coisa.
O erro mais comum aqui é registrar o salário bruto, mas não faça isso, pois você deve contar com a grana que, de verdade, cai na sua conta ou na sua mão.
Veja o 2º passo para anotar as despesas na sua planilha
Agora que você já posicionou suas receitas – e entendeu como lançá-las – a segunda dica (ou segundo passo) é o coração.
Sim, vamos ao coração da sua planilha financeira, onde você vai categorizar os gastos, ou seja, para onde está indo sua grana.
É nessa coluna que você vai ter que gastar o maior tempo da sua análise.
Então, a dica é: evite “outros” ou “custos gerais”, ao contrário, categorize bem direitinho para você descobrir os furos e os gargalos das suas finanças.
Sendo assim, vamos aos exemplos, bora?
1- Despesas fixas –
Os gastos que não mudam de mês para mês, como aluguel, IPTU, condomínio além de contas de água e luz.
Além disso, entra aqui também as contas de assinaturas (Netflix, Spotify, academia) e da escola e cursos.
Então, saiba que, das despesas fixas você não pode fugir muito, dá para fazer cortes, mas não muita coisa, mas, das variáveis, sim, você pode aparar – e bastante!
2-Despesas variáveis –
É aqui que você vai fazer valer a sua planilha.
Nessa parte você vai anotar os gastos que flutuam, ou seja, as despesas de comportamento, como mercado, farmácia, lazer, transporte, Uber, roupas e por aí vai.
Mas, porque separar dessa forma?
É importante separar porque você vai conseguir identificar onde “cortar gordura” ou “cortar na carne”, caso as coisas compliquem e você precisa economizar.
Passo a passo para criar sua planilha financeira do ano
Mas, para que sua planilha não seja apenas uma lista de gastos – e você acabe perdendo a motivação – você precisa definir estratégias.
Ou seja, a planilha não fará milagre “sozinha”, mas…
Dessa forma, você pode usar a regra 50-30-20, ou seja, 50% para despesas fixas, 30% para lazer e outros 20% para pagar dívidas ou criar a reserva de emergência (ou investimentos).
Mas, não se esqueça que é preciso colocar a mão na massa.
Então, bora ver o passo a passo, seja no Google Sheets ou Excel:
-Crie 12 colunas horizontais para janeiro a dezembro, assim, você vai ver o ano todo na tela.
-No lado esquerdo, vão as linhas de categorias, ou seja, crie os blocos de “Receitas”, “Despesas Fixas”, “Despesas Variáveis” e “Investimentos”.
-Use os somatórios automáticos (a fórmula =SOMA(B2:B20 para somar os gastos de cada mês).
-Ao final, crie uma linha no final de cada mês que subtraia o total de despesas do total de receitas – que precisa ter saldo positivo, do contrário, você terá problemas.
-Outra dica é usar cores, como saldo positivo em azul ou verde; saldo negativo em vermelho.
Mas, como falamos, de nada adianta criar a planilha perfeita em janeiro se você a abandonar em março.
Então, o segredo da gestão financeira é não perder o foco e a persistência, sendo assim, reserve 30 minutos semanais (e a cada mês) para “fechar o caixa”.
Sendo assim, analise quais categorias estouraram o orçamento, faça ajustes e comemore as metas batidas.
Além disso, faça a tecnologia trabalhar para você, pois os bancos permitem exportar o extrato e, assim, você não precisa fazer uma por uma.
Mas, tome cuidado com a automação total, é preciso revisar – sempre – e ir atualizando e