Por que a tecnologia não resolve tudo quando o dinheiro já começa curto
A tecnologia não resolve tudo, mas só se você não souber usá-la...
A tecnologia não resolve tudo na sua vida, mas ela pode te ajudar – e muito.
Mas, se o dinheiro já começa curto no início do mês, não tem tecnologia que faça milagres.
A grande questão é você entender que os apps de finanças são ferramentas para mapear sua grana, mas eles não fazem a gestão do seu dinheiro.
Além disso, a automação falha em equilibrar as contas se você não tiver disciplina.
Então, vem conferir porque a tecnologia não resolve tudo, mas só se você não souber usá-la…
Por que a tecnologia não resolve tudo
A cada ano que passa surge novas promessas de que a inovação digital vai resolver tudo.
Temos aplicativos que arredondam trocados, inteligências artificiais que fazem projeções e previsões, além de outras plataformas que prometem tudo e mais um pouco a cada clique.
Mas, infelizmente, mesmo com o celular repleto de tecnologia financeira e de apps financeiros, o saldo sempre está negativo no banco.
Então, porque isso acontece?
Entenda o que a tecnologia faz e o que ela não faz pelas finanças
Então, a grande verdade é que a tecnologia é um meio, não um fim.
Ou seja, ela faz a mágica acontecer, mas precisa de bons hábitos seus. Em outras palavras, ela faz “a mágica, mas não o milagre”.
Sendo assim, quando o dinheiro já começa curto devido a salários defasados ou pela inflação, não tem como a tecnologia fazer milagre.
Da mesma forma, se te falta de planejamento básico na área das finanças, não há algoritmo que faça mágica.
Então, bora ver como dá para remediar ou mudar este cenário?
Entenda o mito do app milagroso. Ele existe?
É muito comum acreditar que baixar o “melhor app de finanças” vai resolver sua vida financeira.
Não, não mesmo. Acredite, isso não resolverá o descontrole bancário.
É semelhante aos carros – antes da Tesla – que trazem tudo de tecnologia, mas para sair da garagem, precisam de um motorista atrás do volante para engatar a partida.
Ou seja, os softwares financeiros são excelentes para registrar dados, criar gráficos coloridos e categorizar o que você quiser.
Eles apontam para onde está indo seu dinheiro, mostram o passado e o futuro.
Contudo, é você que deve tomar a decisão de compra impulsiva ou não. Ou seja, o app ajuda, mas só se você “se ajudar”.
Sendo assim, a tecnologia também falha quando você não alimenta os dados no app.
E também falha quando você ignora os alertas de orçamento estourado.
Sendo assim, se a renda mensal é insuficiente para cobrir o custo de vida básico, o app só vai mostrar isso, mas não vai fazer um passe de mágica e fazer o saldo ficar no azul.
A ilusão da facilidade do crédito digital
Quer ver outro mito?
Crédito digital acessível. Ele existe? Existe, sim. Mas, nem sempre é acessível ou então, é acessível demais e isso acaba te endividando.
Além disso, dependendo de como você agir, ele será um vilão.
Ou seja, um dos maiores vilões quando o dinheiro é escasso é a facilidade de acesso ao crédito pela internet.
Com processos rápidos, contratar um empréstimo ou parcelar uma fatura parece simples.
Mas, essa “solução” tecnológica pode mascarar um problema real e acabar te enrolando nesse novelo de lã das finanças.
Sendo assim, a tecnologia ajudou, mas também agilizou o consumo, e, com isso, as dívidas.
Contudo, quando o dinheiro começa curto, a facilidade de clicar em “aceitar limite extra” mais atrapalha do que ajuda. Olha o vilão aí gente!
A influência dos algoritmos no consumo por impulso
Já que estamos falando em vilão, não podemos deixar de fora as compras por impulso de itens ou serviço que não são necessários.
Isso mesmo, não podemos ignorar que a mesma tecnologia que promete ajudar a economizar, pode também te endividar.
Ou seja, ela também é usada pelas varejistas para te fazer gastar – mais e mais.
Dessa forma, os algoritmos de redes sociais e e-commerces são treinados para identificar nossas vulnerabilidades e nos fazem comprar.
Sendo assim, nesse sentido aqui do exemplo, a tecnologia atua contra o seu bolso.
Por este motivo, antes de pensar em colocar seu futuro financeiro nas mãos da tecnologia, reflita sobre a sua educação financeira.
A educação financeira entra quando a tecnologia não resolve tudo
Mas, para que a tecnologia realmente funcione a seu favor, você precisa estar preparado.
De nada adianta comprar um carro automático, se você não passar pela auto-escola para aprender a dirigir.
Ou seja, a tecnologia, para funcionar para o seu lado, para o seu bolso, precisa do apoio da educação financeira.
Sendo assim, antes de querer que a tecnologia faça milagre para você, busque aprender sobre alguns assuntos, entre eles:
-Entender como os juros trabalham a seu favor nos investimentos e contra você nas dívidas.
-Saber que gastar R$ 100 hoje significa abrir mão de R$ 200 no futuro.
-Ajustar suas despesas para que sejam sempre inferiores à sua renda, independentemente de quão moderno seja o seu banco.
Veja como usar a tecnologia ao seu favor
Apesar das limitações, a tecnologia pode ser uma aliada se usada com estratégia.
Sendo assim, em vez de esperar que ela “resolva” as coisas por você, porque não refletir sobre assuntos financeiros?
E porque não usá-la a seu favor para fazer seu saldo ficar no azul? Então, veja nossas dicas finais sobre tecnologia e finanças:
-Use ferramentas de histórico de preços para evitar falsas promoções e não cair em golpes ou armadilhas.
– Conheça plataformas como YouTube e portais de notícias para aprender sobre economia doméstica sem custo.
-Aproveite os feirões digitais e apps de birôs de crédito para limpar seu nome com descontos agressivos de forma online.
-Use a tecnologia para monetizar habilidades e aumentar o aporte financeiro mensal pela internet.