Por que cortar lazer não resolve o problema financeiro
Estratégias para não cortar lazer
Quando as finanças apertam, cortar lazer não resolve o problema.
Eliminar momentos de descanso ou de diversão pode, na verdade, agravar suas dívidas, sabia disso?
Quando o saldo bancário entra no vermelho, o primeiro impulso é cortar radicalmente qualquer gasto com diversão.
Ou seja, se falta dinheiro para o essencial, o supérfluo deve ser eliminado.
Mas, especialistas em finanças alertam: cortar o lazer não resolve o problema financeiro.
Dessa forma, saiba que essa medida pode gerar um efeito rebote, levando a outros gastos impulsivos ou ao esgotamento mental.
Sendo assim, vem conferir este post que vamos te ajudar a manter momentos de prazer, mas de forma estratégica e barata, sem afetar as finanças.
Por que cortar lazer não resolve o problema financeiro
Em primeiro lugar, é preciso analisar como o cérebro lida com a restrição.
Estudos mostram que, quando você decide eliminar o lazer por completo, sua mente entra em alerta e em estresse.
O lazer não é apenas um luxo; ele funciona como uma válvula de escape.
Dessa forma, após semanas ou meses de privação total, aparecem os problemas.
Você pode ter o que os psicólogos chamam de “fadiga de decisão”.
Sendo assim, em algum momento você pode fazer uma compra emocional de alto valor como forma de “recompensa” pelo sofrimento.
E o pior, esse gasto impulsivo costuma ser de um valor mais algo que aqueles gastos do lazer que você cortou.
Entenda que o lazer é investimento em produtividade
A sua capacidade de gerar renda está ligada à saúde mental.
Ou seja, alguém que não descansa e não se diverte acaba se atrapalhando na vida profissional.
Sem aquele momento só seu, de diversão, você pode perder oportunidades de promoção e renda extra.
Dessa forma, o lazer deve ser visto como algo importante para a sua vida, inclusive profissional.
Além disso, sem momentos de descompressão, o risco de burnout aumenta e o custo de um tratamento de saúde é muito maior.
Ou seja, o equilíbrio financeiro depende do seu trabalho e, com isso, o descanso e a diversão se fazem necessários.
A regra do valor e não do preço
Um planejamento financeiro quando é bem feito não trabalha com a exclusão.
Em vez disso, sugere a substituição e o limite, o teto.
Sendo assim, em vez de se perguntar “como posso parar de me divertir?”, a pergunta deve ser outra.
Ou seja, sem cortar o lazer, pergunte-se: “com finanças curtas, como posso me divertir dentro ‘dessa’ realidade?”.
Além disso, há outra questão importante de ser analisada, pois nem sempre lazer é sinônimo de custo alto.
Um jantar caro pode ter um preço alto, mas o valor de uma tarde com a família ou amigos em um parque, por exemplo, pode ser ainda mais satisfatória.
Sendo assim, ao manter uma verba (mesmo que pequena) para o lazer, você condiciona seu cérebro a ser criativo.
Estratégias para não cortar lazer
Se o objetivo é não cortar o lazer, você sabe que a resposta precisa ter outra pergunta.
Ou seja, não é cortar o lazer, mas sair do vermelho.
Então, a saída é ver opções de lazer mais em conta – e, por outro lado, focar em aumenta a renda, cortar outras despesas para melhorar as finanças.
E uma coisa está ligada a outra, pois no momento que você recarrega as energias com seu lazer sagrado, você pode buscar formas de sair do vermelho com mais motivação.
Sendo assim, bora ver algumas maneiras de ter qualidade de vida com diversão e sem prejudicar as finanças, que já estão no vermelho:
-Use parques, bibliotecas públicas e eventos culturais gratuitos.
-Em vez de manter 3 assinaturas de streaming, escolha uma por mês ou use planos familiares que dividem o custo.
-Viagens longas podem estar fora do alcance, mas você pode fazer passeios curtos de carros pela região.
-Outra dica é fazer trilhas e caminhadas pelo interior, que vão recarregar a energia a custo zero.
Entenda a importância de encarar os gastos e entender que cortar lazer não resolve
Mas, se cortar o lazer não resolve os problemas financeiros, porque essa é a principal dica dos especialistas em finanças?
As pessoas focam no lazer porque ele é o gasto mais visível e fácil de identificar.
Contudo, a depender de qual é o seu lazer, ele significa uma parcela pequena do orçamento.
Então, não há sentido cortar todo o lazer a fim de tentar sair do vermelho.
Saiba que normalmente as famílias vão parar no cheque especial ou no vermelho devido a outros gastos, não necessariamente, de lazer.
Por exemplo, o que corrói seu capital são os juros de cheque especial, financiamentos mal negociados e compras parceladas que você não precisava.
Sem contar, o rotativo do cartão, que aumenta consideravelmente sua dívida.
Então, em vez de cortar o lazer, pense em reduzir 1% da taxa de um financiamento de longo prazo, pois isso sim trará uma grande economia.
Dicas finais para manter seu lazer em dia sem prejudicar o orçamento
Por fim, uma dica eficaz para equilibrar as contas sem sofrimento é a automação da reserva de lazer.
Ou seja, assim que receber seu salário e pagar o essencial (aluguel, mercados, luz e água), separe uma quantia pequena para o lazer.
Nem que seja R$ 100, separe em uma conta para ficar a disposição do seu lazer e de sua família. Quer um nome para este “cofrinho”? Que tal “dinheiro feliz”?
Ou seja, essa grana vai servir para ser gasta sem culpa, pois já estará separada e não vai prejudicar o orçamento.
E, se ainda assim, você achar que vai se sentir culpado, pense em vender alguma quinquilharia em casa pelo mesmo valor ou fazer um freela para conseguir estes mesmos R$ 100.