Independentemente da sua área de atuação, a comunicação com seus colegas de profissão, clientes, chefes, parceiros, contratantes, subordinados ou ainda com empresas privadas ou repartições públicas é essencial.

A comunicação de qualquer profissional deve ser a mais clara possível e, em muitos casos, deve seguir uma certa formalidade.

Da importância da boa escrita profissional

Algumas áreas de trabalho são mais formais que outras, como a área jurídica, administrativa e financeira. Outras são mais leves e despojadas, como a área de comunicação visual, propaganda e marketing digital. Contudo, até mesmo estas últimas têm que lidar com a parte administrativa de seus projetos e apresentações a clientes.

A comunicação formal é predominantemente escrita e o domínio da técnica de redação pode significar a realização de um bom negócio, a captação de um cliente importante e, até mesmo, melhor qualificá-lo em uma apresentação.

Se fazendo entender

Muitas vezes, ao ler um texto de um profissional, você acaba ficando na dúvida sobre pontos importantes que deveriam estar explicitados no documento ou termina por se deparar com informações aleatórias, que em nada contribuem para a absorção da ideia.

Há casos em que, se você estiver ao lado deste redator e lhe perguntasse sobre a intenção do texto, ele lhe diria – Aqui eu quis dizer… – Mas, se você teve que perguntar, é porque ele quis dizer, mas não disse!

O redator de um texto formal tem que se lembrar de que ele não vai estar ao lado do leitor para explicar a intenção de sua escrita. A sua redação deve bastar para passar a ideia objetivada.

Dicas para melhorar a sua escrita profissional

Seguem algumas dicas para sua redação ficar mais leve e o texto mais abrangente aos diferentes tipos de leitores:

Escolha de palavras de entendimento comum – Se você está se comunicando com um leitor que não seja da sua área, fuja de termos técnicos que só fazem sentido para quem é de sua área. O “juridiquês” entre os profissionais do direito por exemplo, é assustador e por vezes incompreensível para que nem não acompanha textos jurídicos e isso acontece em várias outras profissões que acabam tendo seu linguajar próprio.

Palavras de outros idiomas – Alguns estrangeirismos já estão bem enraigados na nossa língua e seu uso pode ser bem entendido em quase todas as circunstâncias. Contudo, alguns termos podem deixar uma lacuna de entendimento ao se ler uma sentença, que ficará sem sentido para quem não está familiarizado com este vocábulo.

Evite usar siglas – As siglas e abreviações, na maioria das vezes, só servem para indicar determinada coisa se ela já foi explicitada pelo termo formal pelo menos uma vez dentro da redação.  Assim, se você usar a sigla BC para se referenciar ao Banco Central, obrigatoriamente, antes você tem que ter escrito Banco Central e, de preferência, acompanhado da sigla. Utilizar de siglas que te pareçam comuns pode ser uma armadilha e dar a entender outra coisa conforme a área em que o leitor atue.

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A título de exemplo, se um profissional da saúde usar as siglas HC e MI, querendo dizer Hospital das Clínicas e Moléstias Infecciosas, se lido por um advogado estas siglas têm outro significado – Habeas Corpus e Mandado de Injunção, respectivamente.

Erros normais de escrita em internet podem ser vistos como ignorância em textos formais

Nos textos trocados em aplicativos de mensagens é muito comum a falta de acentuação, ou mesmo mudanças na escrita que tentam acompanhar a fonética – como no caso de “mais” quando quer se dizer “mas”. Quando estamos diante de um texto formal, esses pequenos deslizes na grafia podem comprometer a imagem de bom profissional que você pretende passar. Então, a atenção nas regras de ortografia e gramática podem ser um diferencial na apresentação de seu trabalho.

Por fim, invista no seu vocabulário – Evite repetir termos durante sua redação, substituindo-os por sinônimos. Seu texto ficará mais agradável de se ler e melhor direcionado à compreensão geral.