Imaginar um mundo sem internet é praticamente impossível, ainda mais com toda a infinidade de recursos que ela nos trouxe nas últimas décadas.

Seja no celular ou computador, estamos sempre conectados e temos todo tipo de conteúdo e informação na palma de nossas mãos, praticamente de forma instantânea.

E se pararmos para pensar, dentre todos os recursos, a internet também encurtou distâncias. Hoje para falar com um amigo do outro lado do mundo, basta pegar seu smartphone, acessar o aplicativo, e com um simples clique, pronto! Brasil e China se tornam vizinhos.

Pensando mais a fundo sobre esse exemplo, hoje com a internet você pode “viajar” para a China sem nem sair do conforto do seu lar. Mas você já parou para pensar quanto custou essa viagem?

É isso mesmo, se nem relógio trabalha de graça, quem dirá a internet!

Para fazer esse tipo de ligação ou usar a internet para qualquer outro motivo tem um custo, o que podemos de chamar de Custo GB, ou custo por Gigabyte consumido, e no Brasil, ele é um dos mais altos.

Na pesquisa mais recente, feita pelo site Statista, o Brasil está na 36ª posição da lista dos gigabytes mais caros do mundo.

Por aqui, pagamos cerca de US$ 1,01 por Gigabyte, segundo levantamento feito pela Cuponation. Isso quer dizer que, a depender da cotação diária do dólar, pagamos algo entre R$5,00 e R$6,00 por cada gigabyte usado.

 

Mas se somos o 36º colocado, significa quem tem países piores, certo?

Sim, e os custos são altíssimos.

Os países com o custo de Gigabyte mais caros do mundo são: Malawi, país ao norte da África, cobrando por volta de US$ 27,41 a cada 1 GB utilizado, Benin, país da África Ocidental, em segundo, cobrando US$ 27,22, e Chade, na África Central, em terceiro, cobrando US$ 23,33.



Já os mais baratos são Índia, pagando 9 centavos americanos, seguida por Israel que paga 11 centavos americanos, Quirguistão com 21 centavos americanos, Itália com 43 centavos americanos e Ucrânia com 46 centavos americanos.

Eu só uso a internet pelo smartphone, o custo é o mesmo?

Não! O custo do gigabyte na franquia móvel não é o mesmo da internet banda larga, e na franquia móvel o custo acaba sendo mais alto.

Segundo uma pesquisa divulgada pela Cable.co.uk, site britânico que compara preços e planos de serviços de telecomunicações, o custo médio por 1 GB de franquia móvel no Brasil sai por US$ 3,50, o que significa que a depender da cotação diária do dólar, pagamos algo entre R$ 18,00 a R$21,00 por gigabyte.

Os países com o custo mais barato por gigabyte de internet na franquia móvel são: A Índia, com o custo médio de apenas US$ 0,26, seguida pelo Quirguistão, com US$ 0,27, e pelo Cazaquistão com US$ 0,49.

Já no outro extremo, o “campeão” é o Zimbábue, com o custo de US$ 75,20 por gigabyte. Entre os custos mais altos estão também Estados Unidos, cobrando US$ 12,37, Coreia do Sul, com US$ 15,12 e Suíça com US$ 20,22.

O Brasil, neste levantamento, ocupa a 74ª posição do ranking, entre os mais de 6.313 planos de operadoras de 230 países e regiões avaliados.

O relatório indicou também que o Brasil tem internet móvel mais cara que seus irmãos latinos Chile e Argentina. O Chile aparece em 34° lugar com custo por gigabyte de US$ 1,87 e a Argentina, com custo de US$ 3,05 por gigabyte.

Se você ficou curioso sobre o preço pago por cada gigabyte ao redor do mundo é possível acessar os dados completos do relatório da Cable.co.uk, além de um mapa interativo. Basta clicar aqui.

https://www.cable.co.uk/mobiles/worldwide-data-pricing/