Talvez para você o maior problema do isolamento nesta pandemia é o aumento do peso ou a canseira da rotina.

Pois é, mas tem algo mais incomodando quem já sofre com a pandemia. É a queda de cabelo.

Estresse, má alimentação e hábitos não tão sadios sempre foram algumas causas da queda de cabelo.

Certamente, você já ouviu falar isso diversas vezes, pois este é o mantra repetido pelos dermatologistas.

Mas você sabia que a queda de cabelo está mais acentuada na pandemia? Como um vírus acaba fazendo com que você perca mais fios de cabelo? Tem relação uma coisa com a outra?

É sobre isso que falaremos neste post. Se você já estava sofrendo com isso e não tinha, ainda, feito o link entre a pandemia e a queda de cabelo, vem com a gente ler este post para entender.

 

O estresse como questão principal da queda de cabelo

Há período mais estressante do que este da pandemia? É risco de perder emprego, é a canseira de ficar trancado em casa, é a ausência de programas ao ar livre e o encontro com os amigos e familiares.

Pois é, é um período estressante. E do que o estresse “é acusado”? Sim, a resposta está lá no início deste post.

Está aí o motivo numero 1 do porque você está perdendo mais cabelo do ano passado para cá.

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Especialistas garantem que a perda de cabelo aumenta dois meses após o início do estresse e só vai parar quatro meses depois que você cair fora do período estressante. Pesada esta informação, não?

 

Quais as causas da queda de cabelo acentuada na pandemia

Outras causas são atribuídas a queda maior de cabelo nesta época, como a ausência de ferro no organismo, deficiência de vitaminas e as condições da tireoide.

As vitaminas B12 e D são deficiências relativamente comuns em quem sofre de queda de cabelo.

O B12 só pode ser obtido de fontes animais, razão pela qual a deficiência desta vitamina é comum em vegetarianos e veganos.

Já a D está relacionada à quantidade de sol. Tomar suplementos pode realmente ajudar a aumentar seus níveis de vitamina.

 

Entenda porque o coronavírus faz perder cabelo

Quem foi contaminado com o vírus tende a perder mais cabelo ainda, não só pelo estresse, como pela febre alta e outros sintomas da doença.

Muitos pacientes infectados pelo vírus relatam alguns sintomas nada agradáveis mesmo após estarem curados.

Entre eles está o cansaço, dor de cabeça e a queda de cabelo.  Alguns sinais, como a perda dos fios, podem se manifestar mais tarde, mesmo sem ter atingido a pessoa no início da doença.

Há especialistas relatando que aproximadamente metade dos pacientes, após ter alta, reclamam da queda de cabelo acentuada.

Cerca de 50% sofre com isso e procuram tratamento contra a queda capilar devido à Covid-19.

Pacientes que passaram pelo coronavírus dão testemunho que a perda de cabelo maior do que o normal ocorre de um a três meses depois da infecção.

Isso ocorre por ser um processo traumático a infecção, mas a tendência é de que haja recuperação destes fios depois de alguns meses, se houver melhora na saúde e nos hábitos do paciente.

 

Entenda o ciclo de vida de um fio de cabelo

Para entender o problema, entenda o ciclo de vida de um fio de cabelo. Ele é dividido em três fases.

Na primeira, a anágena, o fio cresce quase 1 cm por mês por três anos. Parece muito, mas…

Preste atenção: crescendo 1 cm por mês em três anos, este fio chega a 36 cm apenas!

Depois disso, o fio passa de duas a três semanas na segunda fase. a catágena, quando para de crescer.

Aí vem a terceira e última. Na telógena, que dura de três a quatro meses, o cabelo cai.

E o fio só cai porque é expulso pelo novo fio que está sendo formado no mesmo folículo piloso, que a gente chama de raiz do fio.

A questão é que esse ciclo que relatamos ainda pode sofrer mudanças devido a problemas de saúde. E isso dá origem ao eflúvio telógeno, ou seja, antecipa a queda.

 

Perda capilar varia de pessoa para pessoa

O estresse e outros problemas antecipam o fim da vida do cabelo. E isso ocorre porque uma parcela muito maior de fios muda da fase de crescimento direto para a fase de queda.

É óbvio que a queda de fios varia de um para outro, depende de cada pessoa.

Mas normalmente uma pessoa perde de 30 a 150 fios por dia.

O xis da questão é que, em condições como o eflúvio telógeno (ou de estresse, por exemplo), essa queda pode chegar a 300 fios.

E é essa perda mais volumosa que causa uma diminuição no volume de cabelo na cabeça como um todo.

 

Febre alta acentua a queda de cabelo

“É comum ocorrer uma queda de cabelo acentuada depois de doenças infecciosas.

As mais graves no caso, como dengue, chikungunya e zika.

E o coronavírus possivelmente faz parte desse grupo de doenças que acabam fazendo com que aumente a queda de cabelo.

O que estas doenças todas têm em comum é a febre. altas temperaturas do corpo podem levar à queda capilar.

Na Covid, a infecção e a redução do oxigênio em alguns pacientes com dificuldade em respirar, acaba fazendo com que o folículo capilar receba menos oxigenação. Daí a queda.

Essa condição pode durar de dois a três anos, mesmo sem Covid-19.

 

Há remédio para a perda de cabelo depois da Covid?

Outro tipo de perda de cabelo relacionado ao coronavírus é a alopecia areata.

Ela resulta em quedas localizadas que atingem o couro cabeludo por igual. Assim, podem ser observadas em placas redondas ou ovais na cabeça.

Embora nada ainda esteja muito evidente, mas o fato ocorre, principalmente em pacientes com predispoição genética ou doenças autoimunes.

Há remédio? Sim, esta é a boa notícia. O tratamento consiste em cessar o processo inflamatório. A partir daí, passar a estimular os fios perdidos e diminuir esse processo de queda, com anti-inflamatórios não só no local da queda, mas buscando aumentar a circulação e oxigenação.

Também é possível conseguir isso buscando o relaxamento, a redução do estresse e outras formas já comprovadas anteriormente ao coronavírus.