Negociar e pedir descontos está no brasileiro como seu amor pelo futebol.

Podemos até dizer que parcelar no cartão é outra característica muito comum do brasileiro.

Mas nem todo mundo pensa assim.

Os gurus das finanças normalmente recomendam fugir do parcelamento do cartão e de qualquer compra parcelada, que pode ser uma cilada para o endividamento.

Mas, ninguém pode negar que parcelar o pagamento de uma compra pode ser mais vantajoso que pagar à vista.

Como assim?

Isso mesmo. Esta informação vai contra tudo o que seu pai e seu avô sempre disseram.

Não há mágica nenhuma, o único cálculo matemático que você precisa fazer é se o valor da parcela cabe no seu orçamento pessoal ou não.

Assim não é preciso usar a grana que você tem no colchão, pode deixá-la guardada e pode comprar o que você quiser, preservando seu capital.

Já sei você acha que esta equação não fecha!

E se eu te disser que se você tem dinheiro para comprar um carro à vista, em vez disso, pode ser mais vantajoso comprar a prazo – e pagar juros – e usar o dinheiro para comprar um imóvel?

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Eu imagino que deve ter ‘bugado’ tudo aí na sua mente, não é?

Bem, se você não acredita que isso seja possível ou se você quer saber qual o milagre, é só conferir este post até o fim.

Vamos te trazer exemplos já validados e que podem ser uma boa alternativa para você multiplicar seu capital.

Saiba que o principal segredo é ter controle financeiro

É a coisa mais comum do mundo ver o brasileiro vendendo o almoço para comprar a janta.

É o cidadão que compra um carrão do ano, sem ter uma casa decente para morar com a família.

Ou o brasileiro que vende o carro para comprar uma casa financiada ou um apartamento na planta e, no final das contas, termina sem os dois.

O principal segredo de tudo é ter controle financeiro.

O mais importante é você não gastar mais do que ganha, é você ter sua vida financeira na ponta do lápis.

Se a sua vida financeira é mais bagunçada que um canteiro de obras, é melhor parar a leitura por aqui: este texto não foi escrito para você.

Saber quanto eu ganho e quanto eu gasto é a regra número 1 para ter uma vida financeira estável e ver seu capital aumentando.

Se a pessoa passa a gastar mais do que ela ganha, vai terminar endividada. E este texto pode fazer muito mal a quem tem este perfil.

Já vamos avisando, é melhor parar por aqui na leitura.

 

Exemplo 1: como usar o dinheiro do carro para comprar imóvel e carro

Se você tem algumas ‘economias’, é natural juntar este dinheiro com seu carro usado para comprar um carro melhor, 0 km.

Você quer comprar à vista para fugir dos juros do financiamento. Tudo certo até aí, mesmo que você junte o dinheiro de dois carros para comprar apenas um.

Tudo bem, é o carro dos seus sonhos!

Mas se você fizer diferente, pensar no seu futuro e no seu capital?

A saída, como já dissemos, pode ser comprar parcelado para tornar este ato em um investimento em vez de ser um gasto, uma despesa.

Como assim? Vamos lá.

Neste exemplo, a sugestão é você comprar o carro dos seus sonhos de forma parcelada, desde que a parcela encaixe no seu orçamento.

E usar o dinheiro das suas economias (e talvez do seu carro usado) para comprar um imóvel na planta (em fase final) ou um imóvel usado e que ofereça boa negociação e fácil aluguel.

Digamos que no início a parcela do seu carro vai sair por R$ 1.800. É pesado? É.

Com o dinheiro que você iria comprar um carro, você compra uma sala comercial em algum bairro. Como é de fácil locação, mesmo com a vacância inicial, você aluga por R$ 1.000.

Ou seja, a parcela do seu carro já não custará R$ 1.800, mas, sim, apenas R$ 800.

No fim do primeiro ano, com o reajuste do aluguel, você vai precisar desembolsar somente R$ 600 para o carro, no ano seguinte apenas R$ 400 e assim por diante.

Vai chegar um momento em que seu carro estará quitado e o valor do aluguel será receita integral para você.

O que você precisa ter em mente: a cada ano, o carro sofre depreciação, mas o aluguel aumenta e o imóvel valoriza. Aqui está o segredo!

Em cinco anos, por exemplo, o seu capital será dobrado ou triplicado, dependendo da valorização imobiliária.

Se você tivesse usado o dinheiro para comprar o carro à vista, em cinco anos, você teria apenas o valor do veículo, depreciado, ou seja, seu capital teria encolhido.

 

 Exemplo 2: usar o dinheiro de uma casa para comprar duas casas

Se você tem controle da sua vida financeira, podemos seguir em frente.

Vamos te dar o segundo exemplo de que parcelar uma compra pode se tornar um investimento.

Se você tem dinheiro para comprar uma casa, dependendo da negociação, é melhor você pagar esta casa de forma parcelada e usar o dinheiro para investir. Investir onde? Em outro imóvel.

Vamos à parte prática.

Você paga aluguel, mas juntou dinheiro para comprar uma casa.

Você quer sair do aluguel e ir morar no seu cantinho, porém, a grana não é suficiente para comprar a casa que você deseja, apenas uma casa mais simples.

Na mesma rua onde você quer comprar a casa dos sonhos, há uma casa mais simples à venda, mas não é esta que você quer.

O que a maioria dos brasileiros faz neste caso é comprar esta casa mais simples, sair do aluguel e depois começar obras intermináveis. O famoso puxadinho sem fim!

Neste exemplo, a nossa provocação é você fazer diferente.

Digamos que você juntou R$ 150 mil, mas a casa dos sonhos de sua família custe R$ 300 mil.

Você só tem R$ 150 mil, não adianta pechinchar desconto.

Então, você pode fazer o seguinte: usar os R$ 150 mil para comprar aquela casa mais simples da rua à vista. Digamos que ela custe R$ 180 mil, mas como é a vista, você consegue por R$ 150 mil.

Você coloca esta casa para alugar por R$ 1.500.

O seu capital de R$ 150 mil que rendia bem pouco na poupança ou outro investimento em renda fixa, a partir de agora, passará a render praticamente 1%, com o dinheiro do aluguel.

Com uma boa negociação, a casa dos seus sonhos você compra por 250 mil, através de financiamento.

Você pagará mensalmente para o banco, enquanto o proprietário receberá os R$ 250 mil à vista.

Apenas é preciso escolher um financiamento que seja interessante para você, cuja parcela se encaixe no seu orçamento.

O financiamento pela tabela SAC, por exemplo, começa com valores maiores, que vão caindo mês a mês.

Isso dará uma parcela mensal de R$ 2.500, hipoteticamente. É um valor alto, mas você já conta com R$ 1.500 do aluguel da sua casa, ou seja, terá que desembolsar apenas R$ 1.000.

Ao fim do primeiro ano, o aluguel da sua casa aumenta um pequeno percentual e o valor vai para R$ 1.600.

Em contrapartida, o seu financiamento da tabela SAC cai um pequeno percentual todo santo ano.

Para resumir a história, em questão de 5 anos, a sua casa alugada vai render um aluguel no exato valor da parcela da casa dos seus sonhos, onde você já mora há 5 anos.

Ou seja, aquela casinha mais simples da rua vai custear a parcela do financiamento da casa dos seus sonhos.

E, na melhor das hipóteses, até o fim do financiamento, o valor do aluguel será bem superior à sua parcela do financiamento pela parcela SAC.

E, por fim, a cereja do bolo: a sua casa de R$ 150 mil, em 10 anos, terá uma valorização em torno de 50%. E o mesmo acontecerá com sua casa dos sonhos.

Ou seja, você nem pagou todo o seu financiamento e aqueles R$ 150 mil reais que você tinha guardado e que foram investidos em dois imóveis em vez de um só, agora resultaram, pela valorização imobiliária, em mais de meio milhão de reais. Mesmo que ainda reste um saldo do financiamento para pagar.

Se você tivesse usado os R$ 150 mil para comprar a casa mais simples apenas, teria passado 10 anos e você ainda estaria fazendo puxadinhos e mais puxadinhos, mas esta casa jamais se tornaria a casa dos seus sonhos.

E se você tivesse usado para dar de entrada na casa dos seus sonhos, estaria pagando o financiamento, ela teria se valorizado, mas você teria apenas um imóvel.

É apenas um exemplo, mas como se vê, parcelar pode se tornar um investimento.

É o famoso barato sai caro!