Selic caiu: veja o que muda no seu bolso agora (e o que ninguém está te contando)
Vem conferir o que fazer para tirar proveito dessa pequena queda
A Selic caiu. Mas já dá para comemorar ou ainda é cedo?
O ATW Finanças preparou um post para te contar o que ninguém está te contando sobre a queda da Selic.
Dessa forma, te convidamos a conferir este conteúdo para entender o impacto direto da nova taxa de juros nas suas dívidas.
Mas, além das contas que você tem a pagar, a Selic também influencia os seus investimentos e o custo de vida.
Sim, por um lado, é uma boa notícia, pois em 18 de março, o Copom anunciou que a Selic foi para 14,75% ao ano.
Ou seja, uma queda de 0,25 ponto percentual, que é o primeiro corte desde maio de 2024.
Mas, apesar da notícia “positiva”, a decisão mantém os riscos inflacionários e os juros altos, o que afeta o crédito ao consumo e investimentos.
A Selic caiu
Após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) neste mês, a decisão foi confirmada: a Selic caiu.
Para o investidor e para o consumidor comum, este fato representa muito mais do que apenas um número simples – e nós vamos te explicar.
Mas, o que é a Selic?
Então, antes de tudo, vamos falar sobre a Taxa Selic, que é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação.
Ou, então, para estimular — ou frear — o consumo.
Com a taxa fixada em um patamar mais baixo do que no início do ano, a tendência é que o mercado financeiro comece a girar de forma diferente.
Então, se você deseja saber o que muda no seu bolso, com a redução do percentual, é preciso olhar mais à frente do que as notícias de agora.
Dessa forma, quem não ajustar sua estratégia financeira poderá perder dinheiro para a inflação.
Sendo assim, vamos analisar o percentual atual da Selic e o impacto no crédito do brasileiro.
Selic caiu, veja o novo percentual e o movimento do Copom
De acordo com os últimos relatórios do Banco Central, a taxa Selic foi ajustada para 14,75% ao ano, uma pequena queda em relação aos 15% anteriores.
Esse ajuste reflete uma tentativa de suavizar o custo do crédito e incentivar o investimento produtivo.
Normalmente, a queda da Selic ocorre quando o BC entende que a inflação está dentro da meta.
Por este motivo, o Copom resolveu reduzir os juros sem comprometer o poder de compra da moeda.
Mas, por outro lado, é preciso dizer que, apesar da redução, a Selic ainda é considerada alta em termos reais.
Veja o que muda no seu bolso agora
Quando a Selic cai, “em termos”, o rendimento automático da renda fixa também cai.
Sendo assim, o que os gerentes de banco não contam é que a rentabilidade real pode ser afetada se você não agir.
Ou seja, investimentos que rendem 100% do CDI vão render menos, pois o CDI cai quase na mesma proporção.
Além disso, a poupança continua sendo… poupança.
Com a Selic acima de 8,5%, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).
Dessa forma, mesmo que pareça estável, ela perde para a inflação real de serviços e alimentos.
Então, manter grandes quantias na caderneta de poupança é perder o poder de compra e ver o patrimônio encolhendo.
A Selic caiu, então, qual é o pulo do gato?
Aqui está o que os investidores estão fazendo e você talvez não saiba: a marcação a mercado.
Quando a Selic cai, os títulos de renda fixa como os pré-fixados e os IPCA+ valorizam-se no mercado secundário.
Então, se você comprou um título do Tesouro Direto quando os juros estavam mais altos, seu título agora vale mais.
Mas, se você vendê-lo hoje, pode realizar um lucro muito superior ao rendimento contratado.
Em outras palavras, você pode ganhar dinheiro com a queda dos juros na renda fixa, mas é preciso ter atenção.
Selic caiu: qual o impacto no crédito e nas dívidas
Quando a Selic cai, o custo do dinheiro para os bancos diminui, o que deveria se traduzir em juros menores lá na ponta, onde está o consumidor.
Então, o que os bancos não te contam é que você tem o direito de realizar a portabilidade de crédito, caso esteja pagando caro, em vista à pequena queda da Selic.
Ou seja, se a taxa média do mercado caiu, você pode levar sua dívida para outro banco que cobre juros menores.
Desse modo, você reduz o valor das prestações sem precisar aumentar o prazo do contrato.
Apesar da queda da Selic, os juros do cartão e do cheque especial continuam sendo os mais altos do mundo.
Ou seja, é melhor você não se iludir, pois uma queda de 0,5% ou 1% na Selic não torna o crédito rotativo barato.
Então, não há nada muito vantajoso nessa notícia, mas você pode aproveitar a queda dos juros para renegociar dívidas caras.
A Selic e a renda variável
Existe uma correlação inversa entre a taxa de juros e a renda variável.
Quando a Selic cai, a Bolsa de Valores (B3) tende a subir, pois há menos custo nas dívidas e aumento do consumo das famílias – em teoria.
Então, os Fundos Imobiliários são grandes beneficiários deste cenário, pois o rendimento dos aluguéis (dividendos) fica mais interessante.
Desse modo, muitos investidores vendem seus Tesouros Selic e compram cotas de FIIs.
Então, se você busca renda mensal que seja isenta de IR, chegou a hora de estudar os fundos de tijolo (shoppings, galpões e escritórios), pois tendem a se valorizar.
Além disso, a queda da Selic é o sinal verde para a diversificação dos seus investimentos, pois o que ninguém te conta é que a queda na Selic não é boa para todos os setores.
Em última análise, aproveite para entender o mercado nesse momento, pois com a Selic em 14,75%, muita coisa pode mudar no seu bolso – e esse é o primeiro passo.