É muito comum você ir a um restaurante e ver os pais jantando ou almoçando tranquilamente enquanto a tela do tablet ou do celular cuida do seu filho.

Da mesma forma no transporte público ou durante uma viagem de carro: crianças com olhos pregados na tela do aparelho eletrônico.

É um costume que vem desde cedo. O bebê já aprende logo e acostuma com as telas.

E as mamães e papais se socorrem a tela para ter um pouquinho de sossego. Às vezes.

Mas há casos em que a historia é outra e ocorrem verdadeiros exageros por parte dos pais.

Celulares e tablets se tornaram babás eletrônicas da criançada.

Mas até que ponto a exposição dos pequenos às telas é aceitável?

Se você quer saber os limites disso, confira neste post.

 

Aumento no uso da internet na pandemia inclui os pequenos

A pandemia e o isolamento social trouxeram um aumento de 30%, em média, no tráfego de internet no Brasil.

Os dados são do sindicato das empresas de telefonia, SindiTelebrasil.

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Isso quer dizer que, por estarem em casa, as pessoas ficaram mais tempo em frente aos celulares ou a smart tv.

E isso inclui as crianças, que estão longe das escolas e creches.

Com isso, muitos pais acabaram se socorrendo aos vídeos de internet para entreter os pequenos e ter um pouco de sossego.

Às vezes, nem é isso. Trata-se de não ter habilidade para estar 100% do tempo com pequenos sem a ajuda da escola ou a creche.

 

Alerta: consequências à visão dos pequenos

O uso frequente de celulares e computadores trazem consequências para a visão.

Tudo porque os aparelhos eletrônicos emitem luz azul.

E esta luz traz um efeito prejudicial à saúde, pois altera o ritmo circadiano, que é o relógio biológico interno.

A exposição demasiada das crianças às telas pode levar a problemas visuais que exijam tratamentos clínicos.

De acordo com especialistas, há casos onde são necessárias intervenções cirúrgicas.

Ou podem levar a criança a ter que usar óculos mais cedo que se imagina.

Quando a criança usa um celular ou tablet por muito tempo acaba fazendo muito esforço visual excessivo.

E como usa muito a visão “para perto”, pode induzir miopia e estrabismo.

 

 

Em qual momento você precisa ficar atento

Em primeiro lugar, é preciso se certificar se a criança pisca excessivamente. Ou se fica muito tempo sem piscar.

Isso pode ser sinal de ressecamento ocular e incômodo.

A lua azul pode estar associada ao cansaço visual, ressecamento dos olhos e dor de cabeça.

E isso não é só em relação às crianças. Adultos também podem ter problemas com a exposição excessiva a estes aparelhos.

Se o seu filho já está muito acostumado ao celular na mão para assistir seus desenhos, comece por substituir o tamanho da tela. Como assim?

Uma sugestão é sincronizar o telefone com uma smart tv.

Desta forma a criança continua com sua aula ou assistindo seu desenho preferido, mas não fica exposta a visão para perto.

O pequeno vai continuar exposto a luz azul, sim, mas o esforço para perto é reduzido.

E isso reduz o risco de induzir miopia e até mesmo ao estrabismo.

 

Costumes ou atitudes para evitar

Para reduzir o esforço dos olhos diante dos eletrônicos, é recomendável que a cada 20 minutos, a criança tenha 20 segundos para olhar em direção ao horizonte.

Isso ajuda as crianças – e os adultos – a descansarem o olhar para perto.

Isso também evita maior desconforto ocular, como a indução de miopia e o cansaço da visão.

Outro hábito que você precisa tirar dos seus filhos: evite que mexam no celular durante a noite.

Principalmente no quarto, na hora de dormir, com a luz apagada.

E mesmo antes de ir para a cama, criança que mexe no celular durante a noite pode ter o sono comprometido.

Especialistas recomendam que se evite o uso de telas pelo menos 2 horas antes de dormir.

E isso vale também para os pais.

Por falar nisso, dependendo da idade do seu filho, ele fará o que os pais fazem e não o que os pais dizem. A criança vai pelo exemplo e não pela fala.

Neste caso, se os pais passam muitas horas em frente a tela, a tendência é que a criança também queira isso para ela.

Converse com seu filho para que ele faça pausas e tenha períodos de descanso para não ficar o tempo todo em frente à tela. O mesmo vale para você!

 

Aulas virtuais contribuem para aumentar a preocupação

O que os pais precisam ficar atentos é que, além da hora de lazer em frente a tela, há crianças que têm aulas.

Por isso, ficam em frente ao tablet ou computador mais tempo, seja pelo lazer ou seja por conta das aulas virtuais.

É preciso encontrar um equilíbrio. A sugestão é inserir atividades, jogos e brincadeiras que não usem telas.

 

Qual a dica para evitar problemas como estes

Pode ser feito o uso de colírio para evitar a progressão da miopia.

Outra dica importante é diminuir o brilho da tela. Assim você evita o desconforto e até uma possível cefaleia.

Mas o diagnóstico mais indicado é tentar reduzir o período de exposição às telas.

De novo, incluir atividades que não sejam em frente às telas e ter programações ao ar livre é importante neste contexto.