A vacina possui esse nome porque foi descoberta a partir de testes realizados com vacas que possuíam o vírus da Varíola semelhante ao que contaminava os humanos, só que menos agressivo. Estima-se que no final do século XVIII, início do século XIX, cerca de 500 milhões de pessoas morreram de Varíola, então em 1796, o médico Edward Jenner, observou que as mulheres ordenhadeiras não se contaminavam. Então Jenner fez um experimento numa criança, passando a expô-la ao contato direto com o mesmo vírus das vacas durante algumas semanas, e o garoto não desenvolveu a doença.

Assim surgiu o maior princípio das vacinas que temos hoje, o contato com um vírus inativo, ou partes mais enfraquecidas deles, ajudam nosso organismo a desenvolver anticorpos seguros contra as doenças.

Vacinas que existem no Brasil no sistema público

O sistema de política pública de imunização no Brasil é um dos mais completos do mundo, atualmente são 20 vacinas disponíveis gratuitamente a população, incluído a mais recente contra a Covid –19.

Assim que uma criança nasce no Brasil, ela já recebe no hospital 2 vacinas, e ao longo de toda a vida.

Podemos encontrar as seguintes opções de imunizantes no país:

BGC– imunizante contra a tuberculose (dose única).

Hepatite B– primeira dose ao nascer.

Penta valente– previne 5 doenças: tétano, coqueluche, hepatite B, difteria e infecções pelo Haemophilus influenzae B causador da meningite.

Poliomielite– vírus causador da paralisia infantil, é a famosa vacina da gotinha.

Pneumocócica 10 Valente– previne até 10 infecções causadas pelo pneumococo, incluído pneumonias, meningite e otite. Também é tomada em 3 doses durante a infância.

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Rotavírus– previne a diarreia causada em crianças por esse vírus. São imunizadas com 2 doses.

Meningocócica C– previne a meningite causada pela bactéria Neisseria meningitidis e a septicemia infecção que atinge o sangue, ambas são extremamente graves e podem matar em 24 horas. O SUS oferece 3 doses na infância.

Febre Amarela- é fornecida pelo SUS em épocas de campanha quando há casos isolados de surtos. Para tomar pelo sistema público sem campanha é necessário comprovar que está indo viajar para locais de risco. A versão do SUS tem duração de 10 anos.

DTP– previne difteria, tétano e coqueluche são aplicadas 2 doses.

Tríplice viral– combate o sarampo, rubéola e caxumba.

Hepatite A – aplicada em 1 dose.

Tetra viral- contra sarampo, rubéola, caxumba e a varicela vírus causador da catapora.

Varicela atenuada– previne somente a catapora- aplicada em 1 dose.

HPV– previne doenças causadas pelo papiloma vírus humano que pode desenvolver câncer do colo do útero, nas genitais femininas e masculinas, e câncer de boca e garganta. É aplicado na adolescência em 2 doses.

Influenza H1N1– aplicado principalmente em idosos, previne sintomas de uma forma grave de gripe. As doses são aplicadas anualmente como forma de reforço ao vírus mutante.

Covid-19- Está sendo aplicada na população desde o início de 2021 de forma emergencial em 2 doses, mas ainda não se sabe se precisará de aplicações anuais como a da Influenza.

Há outras 4 variações de DTPa e DT, Hepatite B que são aplicadas em algumas classes de risco em adultos como mulheres grávidas por exemplo.

Vacinas do sistema privado

Nos últimos anos, o mercado de vacinas particular, ganhou muita popularidade no país devido aos efeitos colaterais quase inexistentes em bebês. Como a maioria das vacinas dos SUS possui traços virais para estimular os anticorpos, muitas crianças acabam tendo reações como febre e irritação pós vacina. Outras opções que não são ofertadas pelo SUS:

Hexavalente– difteria, coqueluche, tétano, hepatite B, meningite, poliomielite.

Herpes Zoster– também causada pelo vírus da varicela, mas que só se desenvolve depois de infecções por catapora geralmente na fase adulta.

Vacina da dengue– só pode ser tomada por quem já teve a doença.

Febre Amarela– as ofertadas pelo sistema privado, são de dose única com imunização para a vida toda.