Trabalhar, pagar contas, performar: o burnout financeiro do pós-Dia do Trabalho
Saiba como sair dessa que é chamada de "corrida de ratos"
Aproveitando o feriadão? Quando o feriado passar, está preparado para o burnout financeiro do pós-Dia do Trabalho?
O Dia do Trabalho é uma data que carrega um peso simbólico para o brasileiro, pois mais do que feriado, temos a celebração de conquistas, de dignidade e da importância da força do trabalho.
Mas, passado o feriado, quando a segunda-feira chegar, a realidade vai voltar “ao normal” – junto com os problemas costumeiros.
Ou seja, você volta à mesa de trabalho ou ao seu posto de serviço e é atropelado por uma enxurrada de boletos e metas e mais metas.
Trabalhar, pagar contas, performar…
Sim, é um ciclo quase infinito de produtividade e dívidas que parece não ter fim.
E essa epidemia de estresse financeiro atinge milhões de brasileiros que perderam o controle do dinheiro, ao que parece.
Trabalhar, pagar contas e performar
O burnout financeiro do pós-Dia do Trabalho é um sinal de alerta.
E a saga de trabalhar, pagar contas e performar é uma triste realidade da vida adulta.
Mas, antes da gente se aprofundar neste conteúdo, saiba que você não precisa se contentar com essa “corrida de ratos”, que não leva a lugar nenhum, a não ser à doença.
Então, se você acha que merece mais do que um ciclo constante de ansiedade e boletos, que tal começar a mudança?
Saiba que este fenômeno não é apenas fadiga, é o que chamamos de burnout financeiro, que é diferente do esgotamento profissional que a gente conhece.
O burnout financeiro é um estado de estresse que traz uma grande ansiedade sobre o dinheiro — ou a falta dele.
Aliás, como está a sua capacidade de foco e até a qualidade do seu sono?
Pois é, se você sente que está sendo engolida pela preocupação constante com as contas, chegou a hora de escolher um caminho diferente.
Pois é, ao simplificar sua vida, definir metas que façam sentido para o seu bem-estar, as coisas podem mudar.
O ciclo do burnout financeiro
O mercado exige que sejamos “máquinas”, e cada vez mais a cultura da performance pode invadir diferentes áreas da sua vida.
Ou seja, já não basta realizar um bom trabalho; precisamos de mais e mais.
É a cobrança para postar, para ser influenciadores, empreendedores de palco e… não parar nem durante o dia ou durante a noite.
Então, por que performar dói tanto?
Quando a sua subsistência (pagar contas) está atrelada a uma performance que vai trazer problemas no futuro, já não vale a pena.
Além disso, se você não está ganhando mais hoje do que ganhava ontem, qual o problema?
Saiba que essa métrica é tóxica.
Sendo assim, fuja do burnout financeiro.
Pergunte-se: se não importa o quanto você trabalhe, o dinheiro nunca será suficiente, essa corrida precisa chegar ao fim.
Veja como identificar o burnout financeiro do pós-Dia do Trabalho
Mas, cuidado, a exaustão financeira se manifesta de formas que não associamos ao dinheiro.
Tratamos a irritabilidade, a insônia e a falta de prazer, isso tudo pode ser tratado com remédio ou buscando um médico.
Mas, já parou par pensar na origem desses problemas, se não está atrelada a carga de trabalho?
Então, é fundamental olhar para a raiz.
Sendo assim, confira se acontece com você e veja quais os sinais que merecem atenção:
-Angústia ao abrir o extrato bancário
– Se olhar o app do banco gera uma descarga de adrenalina ou pânico, cuidado.
-Aquele emprego que antes trazia satisfação agora é visto como uma fonte de estresse para pagar contas.
-Você “se dá o direito” de gastar um valor que não pode porque trabalhou muito, temos outro problema.
-Além disso, se você tem foco total no curto prazo e foca apenas em sobreviver até o dia do pagamento, ligue o alerta.
O feriado com o suspiro, mas tudo voltará ao normal
O Dia do Trabalho funciona como uma válvula de escape.
Ou seja, a pausa do feriado nos permite enxergar a vida fora da engrenagem.
Contudo, quando o relógio marca a volta ao expediente, a queda é muito mais acentuada.
Por que o pós-feriado é tão difícil?
Durante o feriado, a gente respira.
Ou seja, a gente se distancia da obrigação de performar.
Além disso, gastamos um pouco mais no feriado, e a conta chega logo na sequência, transformando a volta ao trabalho em um exercício de sobrevivência.
Então, entender esse gatilho é o primeiro passo para suavizar o retorno e evitar que o estresse financeiro tome conta do seu trabalho.
Veja estratégias para fugir do burnout financeiro
Se o sistema exige performance, como podemos trabalhar e pagar contas sem entrar em colapso? A resposta não é “trabalhar menos” da noite para o dia, mas sim trabalhar com mais inteligência e menos urgência.
O burnout financeiro é alimentado por uma complexidade desnecessária.
O carro financiado em sessenta vezes, as assinaturas que você não usa, o almoço diário fora por falta de planejamento.
Então, simplificar sua vida financeira é o ato mais radical de autocuidado que você pode ter hoje.
Sendo assim, reduza seu custo de vida para ganhar fôlego e, consequentemente, reduzir a necessidade de performar 200% todos os dias.
Vivemos em uma busca infinita por “mais”! Você se identifica com essa frase?
Então, pergunte-se: quanto é o suficiente para você?
Ao definir um teto para suas ambições financeiras — um valor que garanta conforto e segurança —, você tira o alvo das suas costas.
Sendo assim, trabalhar para atingir uma meta clara é muito mais saudável do que trabalhar para alimentar uma ansiedade que não tem fim.
A educação financeira e a gestão do trabalho para fugir do burnout financeiro
Um ponto central deste debate é o que definimos como “trabalho”.
Ou seja, o trabalho deveria ser um meio para viver, não o único objetivo da nossa existência. Contudo, a sociedade moderna inverteu essa lógica.
Para combater o burnout, comece a separar quem você é do que você faz.
Quando você entende que a sua competência profissional não define o seu valor como ser humano, a pressão por “performar” diminui.
Muitas vezes, a ansiedade financeira vem da falta de clareza.
Ou seja, temos medo do que não conhecemos, pois quando você domina seus números, você tira o “monstro” do armário e coloca-o no papel.
Bora entender o poder do planejamento? Confira:
-Liste o que você realmente precisa para viver, sem os luxos que são apenas mecanismos de fuga do estresse.
-Trabalhe primeiro para criar uma reserva de emergência.
-A tranquilidade de saber que você tem dinheiro para imprevistos muda a sua performance profissional.
-O investimento deve ser uma ferramenta de liberdade, não mais uma obrigação de performar no mercado financeiro.
Dica final sobre trabalhar, pagar contas, performar… e ter burnout financeiro
A dica final é bem simples: você tem vergonha de assumir o problema?
Sim, sentimos vergonha de admitir que estamos exaustos financeiramente.
Mas, a comunicação é vital.
Se a sua carga de trabalho está exigindo uma performance que ferra o seu bem-estar, deixe para lá.
Ou, então, tente conversar com seus gestores ou buscar novas alternativas profissionais.
Por fim, entenda que não há salário que valha a sua saúde mental a longo prazo.