Último dia do IR: o que revisar antes de enviar a declaração sem entrar em pânico
Não caia na malha fina, revise tudo para não ter dor de cabeça no futuro
Hoje é o último dia do IR e você já sabe o que revisar antes de enviar a declaração?
Você deixou para preencher os dados do Imposto de Renda na última hora e agora sente o coração bater mais forte?
Sabia que o desespero e a correria dos minutos finais provocam erros bobos de digitação que travam o recebimento da sua restituição?
Pois é, o encerramento do prazo de entrega gera uma ansiedade gigantesca em milhares de contribuintes pelo país inteiro.
Evite a malha fina do Leão, conferindo tudo nas últimas horas do prazo oficial e garanta tranquilidade com o fisco.
Último dia do IR
Diante da pressa para apertar o botão de transmissão, conferir os dados com olho clínico faz toda a diferença.
Contudo, você não precisa se desesperar ou achar que o processo exige conhecimento avançado em contabilidade profunda.
A verdade é que a maioria dos problemas com a malha fiscal nasce de pequenas distrações no preenchimento de campos simples do programa.
Por essa razão, estruturar um roteiro rápido de verificação resolve o problema de forma definitiva antes do envio.
Quer descobrir os pontos cruciais do documento para fazer o seu ajuste de contas de forma segura e livre de erros?
Sendo assim, bora conferir este conteúdo prático e direto para entender o que revisar antes de enviar a declaração sem correr riscos desnecessários!
O perigo da pressa nas últimas horas do prazo do imposto de renda
Deixar as obrigações fiscais para o último dia é um hábito comum, mas que cobra um preço em termos de estresse psicológico.
O sistema de recepção da Receita Federal costuma enfrentar lentidão por causa do volume gigantesco de acessos simultâneos de última hora.
Um zero esquecido ou uma vírgula colocada no lugar errado altera por completo o resultado do imposto a pagar ou a restituir.
Além do mais, transmitir o documento com erros graves obriga você a fazer uma declaração retificadora nos dias seguintes.
Para evitar esse retrabalho maçante e o risco de multas pesadas, respirar fundo e fazer um pente fino nos dados inseridos salva o seu planejamento.
O que revisar antes de enviar a declaração
Você quer começar a sua checagem pelo ponto de maior impacto na análise do Leão?
Então, valide cruzando cada dado salarial com o documento oficial disponibilizado pelo Recursos Humanos da sua empresa.
O fisco realiza o cruzamento automático entre o que o patrão declarou e o que você digitou de forma imediata na base de dados.
Qualquer divergência na linha de rendimentos tributáveis ou no imposto retido na fonte joga o seu nome para o setor de pendências.
Abra o arquivo em formato PDF fornecido pelo seu empregador e confira os CNPJs e os valores. E
sse passo simples representa 80% do sucesso na entrega, pois está em conformidade fiscal e garante o fluxo normal da sua restituição.
Valide os saldos bancários e o rendimento de aplicações financeiras
A checagem do patrimônio exige o mesmo rigor técnico aplicado aos salários recebidos ao longo do ano anterior.
Os bancos e as corretoras de investimentos enviam relatórios detalhados contendo os saldos de cada conta de forma separada.
-Veja se os valores contidos em 31 de dezembro batem exatamente com o extrato de informes financeiros da sua conta corrente.
-Insira os lucros de poupança, Letras de Crédito (LCI e LCA) e dividendos de ações nas abas corretas do sistema.
-Declare os ganhos com fundos de investimento e CDBs de forma separada, pois esses impostos são retidos na própria fonte.
Antes de enviar a declaração, revise o CPF de dependentes
Outro ponto que gera retenções em malha fina envolve a inclusão incorreta de familiares na sua folha de prestação de contas.
A legislação exige a inserção do número de inscrição do CPF para dependentes de qualquer idade.
A grande armadilha aqui repousa em incluir um filho ou cônjuge que recebeu algum tipo de renda própria, como um estágio.
Se você colocar a pessoa como dependente, a lei obriga você a somar os rendimentos dela aos seus rendimentos principais.
Esquecer de declarar a renda do dependente faz o sistema apontar uma omissão de receita na hora.
Sendo assim, avalie se vale mais a pena fazer a declaração de forma separada ou conjunta antes de fechar o arquivo.
Atenção total aos recibos de despesas médicas e gastos com educação
As deduções legais com saúde e instrução ajudam a reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentam o montante da sua restituição.
Contudo, essa vantagem tributária atrai os olhos dos auditores fiscais de forma imediata.
Tenha em mãos as notas fiscais emitidas por médicos, dentistas, psicólogos e hospitais antes de cravar os dados no programa do computador.
O documento precisa conter a razão social da clínica, o CNPJ ou o CPF do profissional e o nome do paciente beneficiário.
Além disso, gastos com planos de saúde corporativos onde há coparticipação do trabalhador necessitam de atenção especial.
Sendo assim, declare apenas o valor real desembolsado do seu bolso, descontando a parcela custeada pela empresa onde você trabalha.
Saiba escolher o modelo simplificado ou completo, antes de enviar a declaração
Você chegou ao final do preenchimento e bateu aquela dúvida clássica sobre qual formato de tributação escolher para fechar o envio?
O próprio programa oficial exibe um quadro comparativo no canto inferior esquerdo mostrando o resultado exato de cada opção.
O modelo simplificado aplica um desconto padrão fixo sobre os seus rendimentos tributáveis, sendo ideal para quem não possui muitas despesas dedutíveis.
Já o modelo completo permite abater cada gasto comprovado de forma detalhada ao longo das abas.
Selecione a opção que trouxer a maior vantagem financeira para o seu bolso, seja pagando menos imposto ou recebendo uma restituição maior.
O sistema permite essa troca de formato com apenas um clique antes da transmissão.
O seu cálculo final apontou que você terá que colocar a mão no bolso e pagar valores para o governo?
Não precisa entrar em pânico, pois o sistema permite o parcelamento do saldo devedor em até oito cotas mensais.
A primeira parcela ou a cota única vence no próprio dia de encerramento do prazo de entrega do documento.
Sendo assim, fique atento para gerar o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) direto pelo programa.
Mas, saiba que cadastrar o débito automático para as parcelas seguintes evita esquecimentos futuros.
Use a tecnologia do gov.br para puxar a declaração pré-preenchida
Se você está correndo contra o relógio e possui uma conta com nível de segurança ouro ou prata no portal do governo federal, aproveite essa facilidade digital.
A opção de declaração pré-preenchida traz a maioria das informações inseridas de forma automática.
O sistema puxa os dados de fontes oficiais como imobiliárias, clínicas médicas, bancos e empresas empregadoras direto para as suas abas.
Essa integração tecnológica reduz drasticamente as chances de errar a digitação de códigos longos ou CNPJs.
Contudo, mesmo utilizando essa facilidade, a responsabilidade final pela conferência das informações continua sendo sua.
Então, use o recurso automático para ganhar tempo, mas execute o seu pente fino visual para garantir que não tenha erros na sua declaração a fim de evitar dor de cabeça – ou multa – no futuro.