A esperança do mundo vem sendo a vacina, enquanto muitos países estão cada dia mais avançando na imunização da sua população, o Brasil vem batendo recordes de casos e mortes todos os dias. O país está quase todo com restrição mais dura ou lockdown, o dado positivo é que o número de idosos que ocupam os leitos dos hospitais já bem menor, como a vacinação começou nesse grupo em janeiro, e alguns já receberam a segunda dose, isso significa que a vacinação é sim, a solução que estamos esperando.

 

O Brasil em comparação com o resto do mundo

Atualmente vemos países europeus, Estados Unidos e Israel na liderança da vacinação. No caso de Israel que está na frente, precisamos observar o tamanho da população que é um pouco mais de 9 milhões, isso não representa 1/3 da população de São Paulo. Os americanos e europeus contam com a vantagem de terem iniciado sua vacinação ainda em dezembro do ano passado.

O Brasil anda lentamente, mas os governos estão se mobilizando para buscar flexibilizar a regulação das leis para compra e uso na população brasileira para esse caso especifico que pede emergência. Mas em declaração à imprensa o Ministro da Saúde Eduardo Pazuello, disse que teremos 300 milhões de vacinas até o segundo semestre de 2021. Número esse que ainda depende dos problemas de logística, acordos de garantias sanitárias e aprovação da ANVISA.

 

Por que o Brasil atrasou o início da vacinação?

Um dos fatores, são as negociações entre o Brasil e os laboratórios, mesmo as vacinas que foram testadas no país, algumas delas precisam de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA. Em nota no próprio site da instituição, a Agência esclarece que só pode iniciar o processo de aprovação e liberação de qualquer vacina, se o laboratório ou empresa importadora fizer a solicitação, e algumas que já estão sendo aplicadas fora do país não realizaram o pedido ainda.

Outro fato é a legislação brasileira, que precisa da clareza de alguns laboratórios, como acordos de segurança, como por exemplo, a indenização de pessoas que sofrerem efeitos colaterais graves após tomar o imunizante. Todas estão sendo utilizadas em caráter emergencial, com resultados satisfatórios de um curto intervalo de estudos, e algumas não foram testadas na população brasileira. Brasil colaborou com Oxford pela Fiocruz e a Sinovac com o Instituto BUTANTAN, essas estão na corrida acelerada para produção dos imunizantes no país, porém os insumos ainda não são fabricados no país e já houve atrasos na entrega do IFA, um componente fundamental pra fabricação da vacina do Butantan. Até o final do ano o Brasil vai começar a produzir o IFA, mas os resultados só vão aparecer no ano que vem.

 

Um levantamento positivo para o segundo semestre



A vacinas que já estão sendo aplicadas no Brasil são administradas em 2 doses e até o momento somente as pessoas que trabalham na linha de frente e idosos acima dos 75 anos receberam ao menos a primeira dose.

O Brasil tem hoje uma necessidade de uso prioritário em 108 milhões de brasileiros, as instituições que já iniciaram a vacinação possuem a seguinte produção até 30 de junho:

 

FIOCRUZ  93 milhões de doses BUTANTAN 63,9 milhões de doses

Totalizando 157 milhões de doses que já estão garantidas, porém a depender da entrega dos insumos, que segundo o Governo Federal, não terá mais atrasos.

O Governo também se pronunciou no dia 19 de março, e confirmou a compra de 100 milhões de vacinas da Pfizer e 38 milhões da Janssen, a sendo que a da Janssen só precisa de uma dose, mas ainda não iniciou o processo de autorização da ANVISA.

Existe ainda uma força tarefa para a aquisição e autorização da vacina russa a Sputinik V, alguns Governadores do Nordeste se uniram para comprar a vacina que ainda não tem autorização da Anvisa, pois segundo a Agência, faltam algumas comprovações de eficácia que a legislação brasileira exige.

Para o Brasil, um país tão grande em território e população, já seria difícil a vacina chegar de forma rápida a todos, e diante de tantos embargos, e negociações burocráticas, teremos uma longa jornada até completar um país com 60% de brasileiros imunizados.