Vai viajar em julho? O que pensar antes de entrar em crédito para bancar férias
Bora descobrir como planejar seus dias de lazer sem comprometer seu bolso
Está pensando em viajar em julho? Já pesquisou os destinos, os hotéis e as passagens? Mas, como está a sua fatura do cartão para julho e agosto?
Sim, o recesso do meio do ano bate à porta e o desejo de descansar é grande, mas…
Mas, para não passar o restante do ano lutando com a fatura do cartão, seria bom conferir tudo antes de ir para o aeroporto – e conferir com calma.
Depois de meses estressantes neste ano, é natural que você tenha planos de pegar a estrada ou rumar para o aeroporto.
Ou, quem sabe, visitar parentes distantes ou conhecer um destino inédito.
É a vontade de colecionar memórias felizes e descansar a mente – e a gente te entende, afinal, é tudo de bom, além de ser revigorante.
Mas, antes, temos que fazer um alerta: financiar o consumo de curto prazo destrói a saúde financeira no longo prazo. Ou no curto prazo mesmo.
Se você vai viajar em julho, já pensou em como bancar as férias ou vai colocar tudo na fatura do cartão em suaves parcelinhas?
Pois é, para que você não complique sua vida financeira, vamos te ajudar a analisar os critérios para você tomar uma decisão sem arrependimentos no futuro.
Então, bora descobrir como planejar seus dias de lazer sem comprometer a estabilidade do seu bolso.
O cálculo real do custo total da sua viagem de inverno
O erro mais comum é olhar apenas para os preços das passagens de avião ou para o valor das diárias do hotel.
Esses dois itens representam a estrutura base do passeio, apenas isso.
Ou seja, eles não caminham sozinhos e escondem uma série de pequenos gastos invisíveis na viagem, a começar pelo café – caro – do aeroporto.
Sendo assim, como você já sabe e já deve ter sentido no bolso, uma viagem envolve custos com alimentação, taxas de entrada em pontos turísticos e mais o transporte no local de viagem.
Dessa forma, quando você não coloca esses valores na ponta do lápis, o orçamento estoura logo nos primeiros dias da jornada.
Então, a dica mais básica de todas é: monte uma planilha visual simples ou utilize um bloco de anotações no celular para detalhar cada despesa prevista.
Dessa forma, você pode somar ao custo médio de uma refeição pelo número de dias que você passará fora de casa.
Além disso, é recomendado adicionar uma margem de segurança de pelo menos 20% para cobrir imprevistos.
E, aí, depois dessa análise, a viagem cabe no seu orçamento?
A diferença entre dívidas estruturadas e o endividamento
Para entender a gravidade de buscar empréstimo para o lazer, você precisa compreender a lógica do destino do dinheiro.
O endividamento saudável existe, mas ele se apoia somente na aquisição de ativos que geram retorno financeiro real.
Ou, então, na valorização patrimonial ao longo do tempo – como um imóvel.
Além disso, tomar um empréstimo para financiar um curso ou comprar ferramentas modernas de trabalho, de certa forma, também coloca mais dinheiro no seu bolso – no futuro.
Mas, por outro lado, buscar crédito para uma viagem de turismo, configura um passivo que apenas drena os seus ganhos futuros.
Ou seja, a viagem vai durar um final de semana ou alguns dias, mas a conta vai ficar batendo à sua porta durante meio ano. Ou, quem sabe, em 10x.
Então, na dúvida, antes de se decidir pela viagem, veja perguntas que você deve se fazer antes de assinar a proposta do banco:
-Evite contratar um financiamento de 12 meses para pagar um passeio que vai durar apenas uma semana da sua rotina de vida.
-Certifique-se de que o valor mensal da dívida não vai exigir o corte de despesas essenciais da sua família.
-Avalie a possibilidade de reduzir o roteiro da viagem ou adiar o passeio por alguns meses para pagar tudo à vista.
O perigo no uso do limite do cartão como dinheiro extra
Sim, a gente te entende, pois a facilidade de parcelar as despesas do passeio em até 10 vezes sem juros é um grande convite a sair de casa.
Mesmo que tudo tenha espaço no seu limite do cartão, saiba que isso pode não ser a melhor saída.
Ou seja, o limite do cartão dá a falsa sensação de que o seu poder de compra aumentou, mas não é ele que importa, e, sim, a sua capacidade de pagamento.
O acúmulo de parcelas de viagens antigas com os gastos essenciais do mês seguinte pode gerar um descompasso e te levar ao endividamento.
E se ocorrer qualquer imprevisto no seu trabalho?
Ou seja, você corre o risco de cair no crédito rotativo do cartão, que apresenta as taxas de juros mais destrutivas do mercado.
Então, antes de passar o cartão durante as férias – se optar pela viagem – pelo menos, estabeleça um teto diário de gastos e trave o app para não gastar demais.
A estratégia de construir um fundo de lazer para viajar em julho
Quer viajar em julho?
Então, caso decida pela viagem, mesmo com financiamento, assuma o papel de um negociador e não aceite a primeira oferta pré-provada do banco.
Além disso, exija saber o Custo Efetivo Total da operação, conhecido no mercado pela sigla CET – que soma todas as taxas e impostos.
Ficou alto? É pesado demais para conseguir pagar?
Então, que tal dar uma guinada e pensar bem diferente, bem fora da curva para ter férias em paz?
A melhor maneira de viajar com total paz de espírito é eliminar os bancos da sua jogada de lazer.
Então, em vez de entregar os seus juros futuros para o banco, que tal decidir não viajar agora ou trocar por passeios mais baratos?
Outra alternativa é: se para as férias de julho já estiver muito em cima, pense agora nas próximas férias, seja no fim do ano ou em julho do ano que vem.
Sendo assim, crie uma conta de investimentos separada e destine uma porcentagem fixa dos seus ganhos para o seu fundo de férias.
Ou seja, ver o dinheiro render na sua conta é mais do que gratificante, é motivador.
Em outras palavras, ver ele rendendo na conta é melhor que ver sua planilha de dívidas crescer, pois isso eleva a sua autoconfiança.
Dessa forma, viajar com o saldo quitado permite que você curta cada momento do passeio – de verdade.
E sem a preocupação com as faturas que aguardam o seu retorno.
Dicas finais para simplificar o roteiro para viajar em julho
Em resumo, não entre em dívidas de empréstimos apenas para registrar imagens em locais caros e impressionar conhecidos da internet.
Então, a dica final é: antes de assinar o contrato de crédito pessoal, faça um teste prático de estresse na sua rotina diária.
Dessa forma, pegue o valor exato da parcela proposta e retire dos seus ganhos.
Ou seja, tente viver as próximas quatro semanas operando apenas com o saldo restante.
Deu certo? Essa grana não fez falta? Então, você já pode ter a segurança de tomar a decisão pelo seu crédito. Ou não!
Mas, por fim, saiba que o lazer serve para renovar as suas energias de trabalho, jamais para cavar buracos profundos no seu orçamento futuro.