Vale a pena rebalancear sua carteira em abril?
Rebalancear sua carteira de investimentos no mês de abril é uma boa ideia?
O rebalanceamento é o antídoto contra a ganância e pode ser a sua salvação – e do seu patrimônio – contra a instabilidade do mercado.
Mas, para fazer isso, é importante estar bem atento para fazer o ajuste dos seus ativos da melhor maneira e proteger o patrimônio.
Este conteúdo foi preparado pelo ATW para você que tem o hábito de olhar para sua carteira de ativos e investimentos somente quando o mercado está aos solavancos.
Ou, então, quando suando surge uma notícia impactante, aí você para tudo, encontra tempo, e vai conferir como está a sua carteira.
Mas, nestes casos citados, já é tarde demais. Ou seja, se você não está protegido e está muito exposto à renda variável, seu patrimônio está em risco.
Então, a saída para não correr tanto risco – ou mais do que sua mente consegue suportar – é preciso ter atenção redobrada para com as finanças e os investimentos.
Então, vem conferir como rebalancear sua carteira é indispensável para preservar seu capital.
Vale a pena rebalancear sua carteira em abril?
Que tal aproveitar as próximas semanas para olhar para o seu patrimônio?
Veja como estão seus investimentos e como está sua exposição ao mercado, ainda mais em período de conflitos e guerras.
Como você já deve imaginar, o lucro verdadeiro não vem de um único ativo que explodiu.
Ao contrário, vem da constância de manter uma estratégia vencedora ao longo dos anos.
Sendo assim, é importante manter o risco sob controle, aproveitando as oportunidades de compra, sim, mas, sobretudo, garantindo a sua segurança financeira.
Dessa forma, comece a rebalancear hoje e garanta um semestre muito mais seguro. E, talvez, até mais rentável.
Em outras palavras, a resposta curta para a pergunta do título é… “sim”.
Vale rebalancear, sobretudo se você quer manter o risco sob controle e garantir a preservação do seu patrimônio.
Entenda o que é o rebalanceamento
Rebalancear não é prever o futuro ou tentar “adivinhar o topo” do mercado.
Dessa forma, muitos investidores confundem essa estratégia com especulação.
Mas, o rebalanceamento nada mais é do que o processo de restaurar as proporções originais da sua carteira de investimentos.
Então, imagine que você definiu que 50% do seu patrimônio deveria estar em renda fixa e 50% em ações.
Dessa forma, se o mercado de ações subiu no primeiro trimestre, é muito provável que agora sua carteira esteja com 60% em ações e 40% em renda fixa.
Desse modo, você aumentou seu risco sem ter tomado a decisão consciente de fazê-lo.
Então, o que pode ocorrer se o mercado de ações corrigir bruscamente – e cair?
Você sofrerá um impacto maior do que o planejado, então, por este motivo, é importante vender o excesso do que subiu.
Entenda porque abril é um bom mês para rebalancear sua carteira
O mês de abril carrega um peso importante, pois muita coisa já aconteceu neste início de ano e abril pode ser o divisor de águas.
Esse é o período onde a “poeira baixa” e podemos enxergar quais setores realmente foram resilientes.
Então, usar abril para esse movimento de rebalancear permite que você entre no segundo semestre com a “casa arrumada”.
Além disso, realizar ajustes ajuda a diluir a carga tributária.
O rebalanceamento em abril é uma forma de garantir sua segurança.
Mas, se a técnica é tão simples — vender o que subiu e comprar o que caiu —, por que poucos fazem?
Pois é, talvez, o maior obstáculo não é a matemática, mas a ganância.
Ou seja, quando um ativo sobe (“amos esperar subir mais antes de vender!”)… Isso faz sentido para você?
Ao rebalancear, você é forçado a realizar o lucro de um ativo que “está ganhando”.
E, se você vender, talvez tenha a impressão de que vai deixar de ganhar mais, ou seja, é quase como “perder dinheiro”.
Então, o rebalanceamento retira o viés emocional da equação.
Desse modo, você deixa de ser um “torcedor” e se torna um gestor de riscos.
A renda fixa na hora de rebalancear sua carteira
Com a volatilidade da inflação, as taxas reais de juros flutuam, o que exige que a parcela de renda fixa da sua carteira também seja rebalanceada com frequência.
Muitos investidores deixaram dinheiro “parado” em títulos com vencimentos muito longos.
Então, se a sua alocação em renda fixa ficou concentrada em ativos de alto risco, abril é a hora de rever isso.
O rebalanceamento não ocorre apenas nas ações, saiba que ele deve abranger todo o risco da renda fixa.
Veja os passos para rebalancear sua carteira
Se você decidiu que o rebalanceamento é necessário, não faça isso de forma atabalhoada.
Então, siga um método claro para que o processo seja eficiente e minimize custos.
A princípio, pegue sua planilha de controle e compare o percentual atual de cada classe de ativo com a sua meta original.
O segundo passo é: você não precisa vender todos os ativos vencedores.
Ou seja, pode usar novos aportes mensais para comprar os ativos que estão “abaixo do peso” na sua meta.
Desse modo, você minimiza custos de corretagem e impostos.
Outra dica, ou melhor, o terceiro passo é cuidar dos custos da transação.
Sim, um erro comum é rebalancear pequenas quantias, onde os custos de corretagem e o impacto fiscal corroem o benefício do ajuste.
Dessa forma, verifique se o desvio na sua alocação é grande o suficiente para justificar o custo da operação.
Outra dica quando falamos em rebalancear é, também, analisar investir “lá fora”.
Saiba que um erro comum é concentrar 100% dos seus recursos na economia local.
Então, avalie se a sua carteira está protegida contra os riscos sistêmicos do Brasil, neste caso, vale a pena alocar algum capital em dólar.
Ou seja, se você possui uma parcela em dólar ou ativos globais, você pode fugir dos problemas do real ou da economia brasileira.
Por fim, o rebalanceamento é uma estratégia para quem pensa no longo prazo.
Ou seja, se você pensa no acúmulo de patrimônio e na construção de riqueza para daqui a anos, é preciso ficar bem atento ao rebalanceamento.