Walmart a Amazon querem acabar com dependência de cartões de crédito
Gigantes do varejo querem criar novas formas de pagar
Walmart a Amazon querem acabar com dependência de cartões de crédito e querem criar novas formas de pagar e receber.
As duas gigantes do varejo estão cogitando criar suas próprias formas de receber pelas vendas.
Dessa forma os dois maiores varejistas do mundo pretendem criar suas próprias stablecoins e acabar com a dependência – e os custos – dos cartões, a famosa taxa das maquininhas.
Sendo assim, as duas empresas pretendem criar suas criptomoedas vinculadas ao dólar, que facilitariam os pagamentos por parte dos clientes – sem precisar de cartão.
Aliás, já que falamos das taxas dos cartões, acredite, só em 2023, ambas gastaram US$ 174 bi em taxas de transação.
É ou não uma quantia suficiente para fazê-las repensarem a forma de receber pelas vendas? Então, para entender sobre o assunto, vem conferir!
Te convidamos a ficar bem atento na parte final do texto, onde falamos sobre o Pix e as stablecoin no seu dia a dia. Partiu?
Saiba o que é uma stablecoin
Então, em primeiro lugar, você sabe o que é uma stablecoin?
Trata-se de uma criptomoeda que une o melhor dos dois mundos, ou seja, é vinculada ao dólar e, por outro lado, não tem taxas de transação.
Sendo assim, as stablecoins devem baratear as operações de vendas das duas gigantes do varejo, sem contar que vai evitar intermediários.
Dessa forma, como você já sabe, no mundo atual, há uma certa dependência do mundo corporativo – na venda ou na cobrança – com relação aos bancos e emissores ou bandeiras de cartões.
Conforme noticiou o Wall Street Journal a busca pela criação das stablecoins não está restrita somente às duas gigantes do varejo.
Walmart a Amazon querem acabar com dependência de cartões
A questão é tão séria que, quando houve a especulação sobre a iniciativa, ações na bolsa das bandeiras como Visa, Mastercard, American Express – inclusive do PayPal – caíram de 2% a 6%.
Mas, por outro lado, as próprias bandeiras já estão correndo contra o tempo para adaptar suas plataformas para as stablecoins e até para o Pix (caso da Visa Conecta).
Além disso, Stripe e Shopify também já buscam se adaptar às stablecoins.
Mas, além dos citados, outros varejistas tentam encontrar formas de entrar na “briga”, criando tokens de criptomoedas como um meio de pagamento mais rápido e sem custo.
Por outro lado, os EUA tentam aprovar as primeiras diretrizes para o uso convencional das criptomoedas criadas atreladas ao dólar.
Então, uma coisa é certa, gigantes do varejo ou outras plataformas, bancos e fintechs buscam encontrar formas de reduzir a dependência de bandeiras de cartões.
E isso ocorre, pois, como já citamos, as taxas que os comerciantes pagam para aceitar cartões acabam pesando bastante no final do mês.
Veja o que dizem as grandes bandeiras de cartões de crédito sobre o assunto
Então, quando falamos que os varejistas querem fugir da dependência e das taxas das bandeiras dos cartões, o fato é que essa luta é de todos.
Inclusive, as bandeiras também estão buscando formas de oferecer alternativas aos próprios cartões, inclusive, com a criação de tokens.
Para você ter ideia, a Visa já anunciou uma plataforma para ajudar os bancos a emitir seus tokens.
A bandeira também está fazendo parcerias para permitir que empresas lancem cartões vinculados a stablecoin.
Por outro lado, a Mastercard já oferece suporte de liquidação de stablecoin para comerciantes que sejam clientes.
E se Walmart a Amazon querem acabar com dependência de cartões, por sua vez, a Shopify também está nesta batalha, pois fez um anuncio recente sobre o assunto.
A plataforma já anunciou que vai permitir que vendedores de sua plataforma aceitem pagamentos em stablecoin.
Saiba onde ‘entram’ a stablecoin e Pix nesta corrida
Além disso, por falar em stablecoin, o IPO da Circle Internet Group (emissora da stablecoin USDC) foi muito concorrido na NYSE, recentemente.
Quem é do mundo cripto sabe que o USDC é atrelado ao dólar, o que contribuiu para ser a segunda maior stablecoin do mercado.
E como já citamos, até a PayPal Holding está nessa corrida, mas de um jeito diferente.
Ela tenta criar uma plataforma para que os comerciantes possam pagar fornecedores com stablecoin.
Mas, como nem tudo são flores, muito mais emblemática que a corrida das gigantes para a busca de novas formas de pagamento, é a questão dos consumidores.
De nada adianta criar as stablecoins e as plataformas permitirem pagamentos sem taxas, se o consumidor não quiser participar.
Ou seja, para pagar com stablecoin, em primeiro lugar, o comprador/consumidor terá que ter carteiras de criptomoedas.
Quando o assunto é não ser dependente dos cartões de crédito ou débito, o Brasil já anda a passos largos.
Ou seja, quando o consumidor usa o Pix para pagar uma compra no varejo, por exemplo, o valor não passa pela bandeira do cartão.
Sendo assim, essa grana da compra não passa pelas redes tradicionais que cobram taxas do comerciante, pois o Pix é centralizado pelo Banco Central.