Já pensou gastar tanto dinheiro que você precisa congelar os seus cartões de crédito para não fazer mais nenhuma dívida? Ou então fugir do cobrador das suas despesas porque você não consegue pagar mas também não para de gastar? A compulsão é uma doença séria, que envolve diversos transtornos mais conhecidos, como TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), por exemplo.
Mas o fato de gastar desenfreadamente pode ter a ver com uma pressão social cada vez mais forte nos jovens para se adequar aos padrões que são tendências, como ter um celular de última geração ou usar um tipo específico de roupa de grife.

Conheça o filme

A publicidade veiculada incessantemente em todos os meios de comunicação fortalece cada vez mais a relação entre juventude e consumo, porém, tem uma hora que isso ultrapassa alguns limites considerados saudáveis para uma vida equilibrada, inclusive financeiramente.
No filme de Os delírios de consumo de Becky Bloom (2009), vemos uma situação assim como a descrita acima, e quais os limites para que isso vire um perigo sério para uma vida tranquila e plena.
O longa metragem trata sobre a história de Rebecca Bloomwood (Isla Fisher), uma jornalista que vive em Nova York e acaba sendo contratada para escrever uma coluna em um jornal sobre educação financeira. Mas como escrever sobre algo que você não sabe? É mais ou menos igual ao ditado “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, né?

Entenda a situação de Becky

Mas para entender melhor a situação da Becky, precisamos voltar um pouquinho no tempo. Desde menina, ela era impactada fortemente pelas propagandas publicitárias que apareciam em seu caminho, o que a fez idealizar um estilo de vida não tão prático como parecia na televisão.
Como ela diz em uma das cenas, ao assistir essas campanhas, ela enxergava “um mundo onde as meninas crescidas compravam o que queriam. Eram lindas como fadas e princesas. Nem precisavam de dinheiro, tinham cartões mágicos”, mas as propagandas não mostravam o que vinham na fatura, né?
Já crescida, Becky se encontra desempregada e com uma dívida gigantesca nas costas, mas que não pode pagar. Por isso, inventa milhares de desculpas nas ligações de cobranças, foge do cobrador a todo custo e chega um momento em que finge se desfazer da maioria de suas roupas até para sua melhor amiga.
Precisando de um emprego o mais rápido possível, ela aceita uma vaga em que precisa escrever sobre nada mais, nada menos, que educação financeira. Mas aí que mora o perigo, pois na prática, ela faz tudo diferente!
Inclusive, a certa altura do campeonato, a garota começa a participar de um grupo de ajuda para compradores anônimos, ou seja, um grupo em que pessoas viciadas em fazer compras se reúnem para realizar uma terapia conjunta e tentar parar com esse “vício”.
“Sabe quando você encontra alguém bonito e ele sorri e seu coração fica igual manteiga derretida em cima da torrada? É assim que eu me sinto quando vejo uma loja. Só que melhor. Quando eu compro o mundo fica melhor; o mundo é melhor. E depois deixa de ser. Aí eu compro outra vez.”

Veja como a protagonista tenta lidar com o problema

No decorrer do filme, Becky vemos o processo da protagonista em tentar lidar com o seu problema com o consumo, a emancipação da personagem e as aventuras que ela enfrenta para superar o seu descontrole por compras — sem deixar de lado a paixão que ela encontra no caminho e que faz parte de toda essa trajetória maluca.
Ou seja, resumindo, o longa é uma comédia romântica muito divertida, com altos e baixos, que fazem você torcer para que a personagem consiga fazer tudo dar certo. E, de quebra, ainda pode ensinar uma valiosa lição sobre a importância de uma boa educação financeira.